Vanise Rezende - clique para ver seu perfil

ALVORECER

27 de setembro de 2014





Do lugar onde vivo posso contemplar
As várias faces do nascer ao pôr do sol
Poético fenômeno da inquieta terra
Que caminha e dança em torno da luz.

Daqui revejo as manhãs da minha vida
E cada aurora que nasce me remete ao seu ocaso.





As madrugadas vão parindo a sua luz
A irromper por edifícios enfileirados
Construídos à margem de um rio
Que se espreguiça pelas trilhas da cidade.


Na abóbada paisagem de nuvens e de cores
A impressionista visão de cada nova aurora.

Imagens num desenho indefinido
De sombras claro-escuras – o sol
a brincar de esconder com nuvens de passagem –
Resvalam da noite à madrugada
Em pinceladas de cores e de luz.

Apenas é possível entrever em toda parte
As misturas do verde espraiado aqui e ali
No risco desigual de arranha-céus
Pintados de branco e faixas coloridas
Junto às ilhas de casebres entulhados pelo chão.           
                           
                                          



O dia passeia criança nas ruas ensolaradas
Os raios vibrantes enfeitam o seu caminho
E imantam o mistério suave das manhãs
No chão finito da infinita cortina do céu.



Ah! O alvorecer do dia em que nasci...
A luz sertaneja das quatro horas da manhã
De uma quarta feira de trevas
Anunciando as vésperas da Ceia,
Em comemoração do Amor!                                         


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Poema de: Vanise Rezende - vaniserezende.com.br



Créditos das imagens:

1 - Edson Ribeiro - Cascavel - RS-Brasil - www.canalrural.ruralbr.com.br/fotos
2 - Odair Schiefelbein - Agudo - RS-Brasil - www.canalrural.ruralbr.com.br/fotos
3 - Daniele Caumo - Terra Norte - MT-Brasil  - www.canalrural.ruralbr.com.br/fotos

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