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O PODER TRANSFORMADOR DA CULTURA - HERBERT DE SOUZA

29 de dezembro de 2019


Chegamos a 2020. No meu escritório organizo os meus papeis e tomo nota dos compromissos  para o ano que se inicia. Reescrevo telefones e endereços nas novas agendas físicas, como todos os anos. Não as dispenso, mesmo reconhecendo a facilidade que nos traz as agendas virtuais.  

Entre os papeis a organizar tive a alegria de encontrar um recorte de jornal amarelado. Era um texto de alguém que se foi, mas que ficou muito presente entre nós: Betinho - Herbert de Souza. Lendo-o, percebi que não poderia encontrar melhor presente de Ano Novo para os leitores do Espaço Poese. Parece-me algo escrito hoje, para os nossos dias, sem tirar nem pôr. Fala-nos do que acontecera décadas atrás – em tempos de ditadura e resistência. Em suas considerações, encontro recados também para os dias de hoje. Betinho nos comove na sua profundidade poética e no seu amor por este país, partícipe que é da sua história. 

Vejo-o agora, a nos confirmar caminhos de resistência. Não é isso que muitos têm buscado, cotidianamente? Gente que reinventa gestos, ideias, músicas e tantas outras expressões artísticas, esforços de encontros e reencontros, em busca de refazer e de manter o delicado tecido da nossa cultura usurpada, abandonada, delapidada. E, igualmente, no mundo da Educação e da Comunicação. 

Continuemos apoiando e participando desses tantos gestos, diálogos, filmes e teatros para os dias de agora, como então. Segue o texto. 

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“Tudo se resolve na criação. É na invenção que o tempo volta atrás e o atrás vai para frente. (...) É onde eu sou Guimarães, você é Rosa. É onde fica como dantes ou tudo muda num átimo. (...) É pela brecha da cultura que podemos dar o salto para o reencontro do país com a sua cara.”



O PODER
TRANSFORMADOR
DA CULTURA


Por: Herbert de Souza - Betinho
Reprodução de artigo publicado na Folha de São Paulo, em 27/09/1993.


Primeiro tocou a orquestra. Depois as cortinas se abriram e comecei a cantar. Tinha nas mãos a letra de “Apesar de Você”, hino de resistência à ditadura que, em algum momento, todos nós tínhamos cantado nas ruas, nas praças, nos bares, nas esquinas. Difícil mesmo era entender, sob os holofotes do Teatro Municipal e à luz da razão, a emoção de estar ali.

Na coxia, mais de 500 artistas se preparavam para entrar em cena e, fosse por música, canto, dança, teatro, começar a mudar este país. Mudar no imaginário, na fantasia, na criação. Mudar no faz-de-conta, no palco, na loucura. Mas quanto há de loucura em querer mudar este país?

Durante as cinco horas de espetáculo que se seguiram, mudar se provou possível. Transformar na fantasia é o primeiro passo para transformar na realidade, é provar que recriar o Brasil é preciso e possível. Em cada cena, a cada um de nós, espectadores da imaginação alheia, nos encantávamos com um espetáculo que, além de todas as suas proezas, nos mostrava o quanto pode o mundo da cultura.

Estávamos em meados de maio quando, numa primeira reunião no restaurante do Teatro Municipal, cerca de 30 significativos representantes de todas as áreas aceitaram o desafio. Fazer arte contra a fome, fazer fome virar arte. Carregava então a mesma convicção que me move ainda. A de que um país muda pela sua cultura, não pela sua economia nem pela política, nem pela ciência.

Aos poucos, os artistas começaram a se organizar, discutir, divergir, construir e reconstruir ideias, vontades, desejos, sonhos. Foram meses de dedicação. Mas, mais importante do que o tempo entregue a cada discussão, foi dedicar cada arte, cada gesto, cada tom, cada som ao outro, à solidariedade. O gesto de dar, de entregar, de somar. Não apenas exibir, mas doar e oferecer.


A cultura está entre nós, sempre. É no campo da consciência que o mundo se faz ou se desfaz, é nesse universo da imagem, do som, da ação, da ideia. Tudo se resolve na criação. É na invenção que o tempo volta atrás e o atrás vai para frente. É onde o homem vira bicho, bicho conversa com gente. É onde eu sou Guimarães, você é Rosa. É onde fica como dantes ou tudo muda num átimo. É onde você se entrega de mãos amarradas ou se rebela de faca no dente. É onde o silêncio vira pedra ou o grito rompe tudo e esparrama vida por todos os poros. E onde o risco chora e o choro é o começo da cura.

Foi o mundo da cultura que primeiro aceitou o desafio de mudar. De criar um outro Brasil. Sem pobreza e sem a arrogância dos ricos. Um Brasil totalmente simples, mas radicalmente humano. Um Brasil onde todos comam todos os dias, trabalhem, ganhem salários, voltem para casa e possam rir, beijar a mulher que ama, a filha que emociona, abraçar o amigo na esquina, se ver no espelho sem chorar pelo que não realizou.

Esta mudança começou a ser feita. Com sons, imagens, ações, ideias, emoções. Esta mudança começou a ser feita com gente. E gente é, antes de tudo, cultura. Caldo de gente é cultura. Sumo de gente é esta parte divina que cada diabo carrega dentro de si. O mundo imaginário é onde, do duelo entre Deus e o diabo, não é possível prever o resultado. E é pela brecha da cultura que podemos dar o salto para o reencontro do país com a sua cara. Buscar o que é grande em cada um, buscar a possibilidade de fazer a felicidade o pão nosso de cada dia. É esta a vida e a nossa busca. É esta a fome e a nossa morte.

A cultura apareceu para construir no campo arrasado, para levantar do chão tudo que foi deitado. E descobrir, enquanto é tempo, que o importante é ser cidadão, é ser gente. O que importa é alimentar gente, educar gente, empregar gente. História é gente. Brasil é gente. E descobrir e reinventar gente é a grande obra da cultura. Uma obra que será nossa. Será porque a cultura continua a pensar, discutir, reunir, transformar. A arte tem o poder de transformar, nem que seja primeiro na ficção, na imaginação. 

Terminado o espetáculo, de volta aos bastidores, o mundo da cultura está desafiado a continuar pensando, fazendo, mexendo, revolucionando. Até aqui, foi grande. Mas o grito deve ecoar sem parar, o gesto feito deve continuar entrelaçando ações, abraçando em solidariedade. 

Uma nova consciência deve criar o mundo novo e enterrar a miséria e a exclusão para sempre. Uma cultura que busque no fim de cada atalho uma reta. Que busque em cada ponta de sofrimento uma alegria. Que busque em cada despedida o reencontro. 

O Brasil está aí para ser criado, recriado. Esta criação apenas começou. E a ação de criar e recriar é a nossa cultura.

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Em 3 de novembro de 2019 Betinho teria feito 84 anos. Há anos atrás a Documenta Filmes realizou o longa metragem “Betinho – A Esperança Equilibrista” - conta a vida desse brasileiro que mudou a face da fome e da Aids no Brasil.




Crédito das imagens:

1. O Brasil de Betinho - Símbolo de cidadania - https://ibase.br/pt/betinho/
2. Betinho - www.pt.wikipedia.org.jpg
3. Circo Voador - www.ctb.org.br.jpg
4. Sesc - www.issuu.com.jpg
5. Betinho - www.nossacausa.com.jpg


Nota: As imagens aqui postadas pertencem aos seus respectivos autores. Se algum deles não estiver de acordo com a sua reprodução neste espaço, por favor comunique-se conosco fazendo um comentário nesta postagem. 

O NATAL DOS HERODES DE HOJE - Leonardo Boff

23 de dezembro de 2019

Em recente publicação, o escritor e teólogo Leonardo Boff nos propõe uma reflexão sobre o momento que passamos, quando vemos anuviar-se de chumbo o céu das nossas expectativas de Natal, fazendo-nos chegar de mãos limpas e coração partido ao encontro dos nossos amigos e familiares. 

"Presentes e festa só para as crianças" – foi o que eu desejaria combinar com a minha família... A elas caberá desmanchar as tristes marcas que este mundo cruel nos vem oferecendo, apesar da nossa vigilante resistência. E construir o mundo que muitos sonhamos para elas e com elas. Mas hoje, como se denuncia nas redes sociais: "É a política que incita a morte, que faz disparos de helicópteros em cima de casas e escolas, que faz dias de operações com invasões a domicílios e comete abuso de autoridade”. (Maré Vive)

Com a sabedoria do seu olhar fraterno sobre o mundo, Leonardo Boff nos mostra que não só ampliamos o número das centenas e centenas de jovens, pobres e negros negligenciados e mortos pelas ruas das grandes cidades. Agora, o que estamos assistindo é que também as crianças, inúmeras, são vítimas das "armas de Satanás", como as chamava Celestino V, um papa da época medieval. Mas essa é outra história. 
Segue o texto. 

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O Natal sempre possui o seu idílio. Não pode haver tristeza quando nasce a vida, especialmente quando vem ao mundo o puer aeternus, o Divino Infante, Jesus. Há anjos que cantam, a estrela de Belém que brilha, os pastores que velam à noite o seu rebanho. Mas lá estão principalmente Maria, o bom José e o Menino deitado numa manjedoura, “porque não havia lugar para eles na hospedaria”. E eis que apareceram também vindo do Oriente, uns sábios, chamados magos, que abriram seus cofres e ofereceram ouro, incenso e mirra, símbolos misteriosos.

Mas havia também um rei mau, Herodes, crudelíssimo a ponto de dizimar toda sua família. Ouviu que nascera na cidade de Davi, Belém, um menino que seria o Salvador. Temendo perder o trono, mandou matar em Belém e arredores, todos os meninos de dois anos para baixo.

Os textos sagrados conservam um lamento dos mais pungentes de todo o Novo Testamento: ”Em Ramá se ouviu uma voz, muito choro e muito gemido. É Raquel que chora os filhos e não quer ser consolada porque os perdeu."(Mt 2,18). 


O Natal deste ano nos traz à mente os atuais Herodes que estão dizimando nossas crianças e jovens. 

Entre 2007-2019, 57 crianças e jovens até 14 anos foram mortos no Brasil por balas perdidas, em ações policiais. Só neste ano de 2019 no Rio de Janeiro, 6 crianças e 19 adolescentes perderam a vida em ações policiais, informa a Plataforma Fogo Cruzado. Houve na região metropolitana do Rio 6.058 tiroteios com arma de fogo, com 2.301 pessoas baleadas das quais 1.213 foram mortas e 1.088 gravemente feridas. 


O caso mais clamoroso foi da criança de 8 anos Aghata Félix morta por disparo de fuzil pelas costas dentro de uma kombi quando ia para casa com sua mãe. Seus nomes merecem ser referidos. 





Com poucos anos a mais, tiveram o mesmo destino dos mortos por Herodes. Seus nomes merecem ser referidos. Embora com poucos anos a mais, tiveram o mesmo destino dos mortos de Herodes: Jenifer Gomes, 11 anos; Kauan Peixoto 12 anos; Kauã Rozário 11 anos; Kauê dos Santos 12 anos; Agatha Félix 8 anos; e Ketellen Gomes 5 anos

Os textos sagrados conservam um lamento dos mais pungentes de todo o Novo Testamento: ”Em Ramá se ouviu uma voz, muito choro e muito gemido. É Raquel que chora os filhos e não quer ser consolada porque os perdeu” (Mt 2,18).                         
                             
O governador do Rio de Janeiro com sua polícia feroz vem sendo acusado de crime contra a humanidade pois manda atacar as comunidades com helicópteros e drones, aterrorizando a população. O prefeito Marcelo Crivella confessou que nas 436 escolas instaladas nas comunidades, devido às ações policiais, as crianças perderam 7000 horas de aula.  Junto com a mãe de Aghtata Félix, Vanessa Francisco Sales que carregava no enterro a boneca da Mônica que sua filhinha tanto gostava, fazem-se ouvir as mesmas vozes que a Raquel bíblica.   

As mães do Morro do Alemão, do Jacarezinho, da Chatuba de Mesquita, da Vila Moretti de Bangu, do Complexo do Chapadão, de Duque de Caxias, da Vila Cruzeiro no Complexo da Penha, de Maricá. Escutemos seus lamentos:



“Ouvem-se muitas vozes, muito choro e muitos gemidos. As mães choram seus queridos, mortos por balas perdidas; não querem consolar-se porque perderam suas crianças para sempre. Pedem uma resposta que não lhes vem de nenhuma instância. Entre lágrimas e muitas lamentações suplicam: parem de matar nossas crianças. Parem, pelo amor de Deus. Queremos elas vivas. Queremos justiça”.                                                                       

       
Este é o contexto do Natal de 2019, agravado por uma política oficial que usa os meios perversos da mentira, do fake news, de muita raiva e de ódio visceral. 

Jesus nasceu pobre e pobre viveu a vida inteira. E surge um presidente que tem frequentemente Jesus em seus lábios e não em seu coração porque difunde ofensas a homoafetivos, a negros, a indígenas e a quilombolas e a mulheres.

Diz abertamente que não gosta de pobres, quer dizer, não gosta daqueles que Jesus disse: “bem-aventurados os pobres” e e que os chamou “meus irmãos e irmãs menores” e que no ocaso da vida serão nossos juízes (Mt 25,40). Não gostar dos pobres significa que não quer governar para as maiorias dos brasileiros que são pobres e até miseráveis, para os quais deveria primeiramente governar e cuidá-los.


Apesar disso tudo, há que se celebrar o Natal. Faz escuro, mas festejamos a humanidade e a jovialidade de nosso Deus. Ele se fez criança indefesa. Que felicidade em saber que seremos julgados por uma criança que apenas quer brincar, receber e dar carinho e amor.

Que o Natal nos conceda um pouco daquela luz que vem da Estrela que encheu de alegria os pastores dos campos de Belém e que orientou o sábios-magos para a gruta. “Sua luz ilumina cada pessoa que vem a este mundo” (Jo 1,9), você e eu, todos, não só os batizados.

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Leonardo Boff é teólogo e escreveu Natal: sol da esperança, histórias, poesias e símbolos, Mar de Ideias, Rio de Janeiro 2007.

Fonte do texto: https://leonardoboff.wordpress.com/

Publicado em 16/12/2019

Créditos das imagens - na ordem de inserção neste texto:

1 - Pipa - Praia Grande SP - www.mapadebrincar.com.br.jpg
2 - Sant'Ana - Leonardo da Vinci - reprodução: www.veja.abril.com.br.jpg
3 - Imagens montadas - www.catracalivre.com.br.jpg
4 - Ágatha Félix - 8 anos - www.ucamcesc.com.br
5 - Kattellen Gomes - 5 anos - www.cbn.globoradio.globo.com
6 - Kauê dos Santos - www.eurio.com.br.jpg
7 - Kauan Peixoto - 12 anos -  www.ibahia.com.jpg
8 - Kauã Rosario - 11 anos - hpps://bandnewsfmrio/editoriais-detalhes/menino-baleado-na-zona-oeste-tem-morte-cerebral
9 - Presépio doméstico - www.vaniserezende.com.br


Nota: As imagens aqui postadas pertencem aos seus respectivos autores. Se algum deles não estiver de acordo com a sua reprodução neste espaço, por favor comunique-se conosco, fazendo um comentário nesta postagem. 





NATALE - UN PREPARATIVO PER L'ANNO NUOVO

18 de dezembro de 2019

Ho ricevuto da una cara amica brasiliana, che vive in Messico, un video con un dialogo informale di un allievo di medicina col suo professore, Dott. Michael Ellis DeBakey - uno dei più importanti chirurghi cardiovascolare del mondo, pioniere nelle chirurgie di ponti coronarie. Ha ricevuto diversi premi internazionali. Nacque in Lake Chrles (Stati Uniti), nel 1908. Figlio di immigranti libanesi, il suo nome di origine era Michel Dabaghi. È morto nel 2008, poco prima di compiere 100 anni.

Fino alla fine della vita DeBakei si è dedicato alla educazione scientifica e umana dei suoi allievi. Ancora studente di medicina, nel 1932, ha inventato una bomboletta che si tornò un componente fondamentale dei respiratori artificiali. Così ha iniziato l’era delle chirurgie a cuore aperto.

Le sue parole, dette in forma colloquiale, esprimono perle di sapienza di certo imparate nella sua vita longeva. E potranno illuminare quelli che desiderano  imparare altre forme di vivere e di relazionarsi.

Come la prossimità del Natale e dell’Anno Nuovo significa, per alcuni, una festa di apertura alla riflessione – e il desiderio di cambiare per meglio – io semplicemente riproduco le sue parole. Chissà possono essere utili ai ai giovani, mediani e vecchi, e anche a quanti, come me, che hanno superato la casa degli ottant’anni.

Questo testo è stato pubblicato anche in portoghese e spagnolo.

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   BISOGNA MORIRE VIVENDO NO 

                                         VIVERE MORENDO
                          

“Ho sempre detto che l’essere umano deve lavorare fino alla morte. E questo è molto importante. Quale sarebbe la differenza? È necessario lavorare l’intensità. E, piano piano, vai diminuendo l’intensità. Devi ridurre l’intensità.”

Quando aveva 98 anni DeBaker andava tutti i giorni all’ospedale, per osservare i suoi allievi nelle chirurgie con il cuore aperto. Però quello che più gli piaceva era andar il giorno dopo all’unità intensiva, per visitare quelli che stavano nel postoperatorio.  

Lui diceva:

   Sai, io sono stato nella tua chirurgia – questo era importante per loro.

   Oggi sono molto contento, vedo che stai bene!

I malati commentavano:

   Vedi, il dottore Michael De BeKey… Come fa, alla sua età, per continuare venendo all’ospedale?

Uno di loro ha risposto: – È che lui non potrà morire, le persone hanno bisogno di lui.

   Vedete, – diceva lui  "Nella vita è importante sapere questo: abbiamo               bisogno di percepire che siamo utili agli altri”.

E ci spiegava:

  "Vedo che le persone prendono la depressione, oppure accelerano la morte sempre che si sentono esclusi, forse per l’età. Ma siamo noi stessi che ci autoescludiamo. Però si dovrebbe sempre cercare di continuare a fare ciò che ci innamora. 

  Ripeto: cercando di appoggiare la società civile, di aiutare a svolgere meglio il tuo mestiere, e di contribuire per sviluppare quello che ti dà più piacere. Forse non si riesce più dare consulenza a sete imprese, allora si fa due... E si segue così. Oppure si fa come faccio io – a 98 anni sono consulente di una sola impresa. Bisogna bassare l’intensità, però facendo ciò che ci dà piacere”.

“Credo che ci sono seri umani che muoiono a 60 anni e li seppelliamo a 80. Perché loro si escludono da sé stessi. Ma non bisogna entrare in queste statistiche.


Bisogna morire vivendo. No vivere morendo. 

                   Perché ci sono quelli che vivono morendo.


Dio ci dà a tutti le possibilità di cercare coraggio. Così, cercano di fare quello che gli piace e seguono avanti. E seguono donando valore a quello che amano e continuano così, fino alla morte. Niente più…

Ripeto ancora: quando non è più possibile fare come prima, diminuite l’intensità, e sarete felici. Chi ha paura della morte è l’egoista. Quell’uomo oppure quella donna che non ha mais pensato negli altri. Non vogliono morire… perché tutto si muove intorno a loro. Per questi tutto finisce con la morte. Non saranno come quelli che hanno lasciato un rastro al servizio degli altri.

Per questi, tutto finisce con la morte. Non saranno come quelli che hanno lasciato le loro tracce al servizio degli altri.”

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Fonte del texto: Libera versione dal registro in spagnolo.

Chiedo scusa degli sbagli di linguistica in questa versione italiana. Sento di aver perso molto del poco che sapevo di questo idioma che amo tanto! Ormai, ho già superato gli ottanta anni. Ma l’amore è lo stesso per questo idioma e per l'Italia,dove ho fatto la mia formazione in giornalismo.

                      
Credito d’imagine:

      1. Professore Dott. Michael Ellis DeBakey - www.pt.wikipedia.org.jpg 
     
     2. Lia da Itamaracá e Elza Soares - La "ciranda" nel carnevale, a Recife - Brasile


Nota: Le immagini che riproduciamo appartengono ai suoi rispettivi autori. Se qualcuno di loro no satano d'accordo con la sua riproduzione in questo spazio, lo preghiamo di comunicarci facendo un  commento in questo sito.


NATAL - UMA PREPARAÇÃO PARA O ANO NOVO


Recebi, de uma querida amiga brasileira, que mora no México, um vídeo que registra de modo informal algumas ideias do Dr. Michael Ellis DeBakey – um dos cirurgiões cardiovasculares mais importantes do mundo, que foi pioneiro em cirurgias de pontes coronárias.

Em vida, Dr. DeBakey recebeu vários prêmios internacionais. Nasceu em Like Charles (EUA), em 1908. Filho de imigrantes libaneses, seu nome de origem era Michel Dabaghi. Morreu em 2008, pouco antes de completar 100 anos.

Até o final de sua vida cuidou da educação científica e humana de seus alunos. Ainda estudante de medicina, em 1932, ele inventou uma bombinha que se tornou um componente fundamental dos respiradores artificiais, e marcou o início da era da cirurgia cardíaca aberta.

Suas palavras, ditas de forma coloquial, expressam pérolas de sabedoria, certamente aprendidas ao longo de sua vida. Poderão iluminar quem deseje aprender novas formas de viver e de se relacionar.

Dado que a proximidade do Natal e do Ano Novo significa, para alguns, um momento de abertura à reflexão – e o desejo de mudar para melhor – simplesmente reproduzimos as suas ideias. Poderão ser úteis aos mais jovens, aos medianos e, também, àqueles que, como eu, já superaram os oitenta anos.


O presente texto foi também publicado, neste espaço, em espanhol e italiano. 

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É IMPORTANTE  

MORRER VIVENDO

   
“Eu sempre disse que o ser humano deve trabalhar até à morte. O que é muito importante. Qual seria é a diferença? Você precisa trabalhar a intensidade. E, aos poucos, vai diminuindo a intensidade”.

Aos 98 anos, Dr. DeBakey ia ao hospital todos os dias, para ver seus alunos que estavam operando com o coração aberto. Mas o que ele mais gostava, era ir à unidade intensiva, no dia seguinte, para conversar com os pacientes.

– "Sabe, eu estava na sua cirurgia” - isso era muito importante para eles.
– "Estou muito feliz, você está indo muito bem" - ele lhes dizia.

Os pacientes comentavam:

– Dr. Michael DeBakey... Como é possível continuar indo para o hospital?
E diziam: "Ele não será capaz de morrer, porque as pessoas precisam dele".

Mas DeBakey explicava:

– Veja: na vida, é interessante esclarecer isso: "Eu preciso saber que estou sendo útil para os outros".

– As pessoas que começam a ter depressão, e às vezes aceleram a sua morte, é porque sentem que foram excluídas. Mas, somos nós que nos autodestruímos. O que é importante é saber encontrar como fazer sempre aquilo que nos apaixona.

Repito: ajude a sociedade civil, ajude a desenvolver melhor a sua profissão, ajude a desenvolver o que você mais gosta. Talvez você esteve dando consultoria a sete empresas, e agora está em duas. Bem, continue assim. Ou talvez você seja como eu – aos 98 anos, ainda estou em uma empresa. Devemos diminuir a intensidade, mas continuar fazendo o que nos apaixona.

Quando penso em certas pessoas... às vezes vejo que morrem aos 60 anos e os enterramos aos 80. Porque eles se excluem antes do tempo. Mas você não precisa fazer parte dessa estatística.



                                           Você precisa                                                            morrer vivendo. 

                                       E não, viver morrendo.

                                    Em verdade, há pessoas 
                                    que vivem morrendo.


Deus nos dá a todos a possibilidade de buscar coragem. E, então, você faz o que gosta, e segue em frente. Vai criando valor naquilo que gosta, e continua assim, até a morte. Nada mais...

Repito: quando não for possível fazer como antes, diminua a intensidade. E você será muito feliz. Quem tem medo da morte é o egoísta. Aquele homem ou aquela mulher que nunca pensou nos outros. Não querem morrer... porque tudo se move ao redor deles.

Para esses, tudo termina com a morte. Não serão como aqueles que deixaram seu rastro a serviço dos outros."

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Fonte do texto: Versão livre da escuta do vídeo em espanhol. 
Por: Vanise Rezende

Créditos das imagens:

1. Dr. Michael Ellis DeBakey - www.pt.wikipedia.org.jpg
2. Reprodução de tela assinada por Roberto Ploeg 
 www.robertoploeg.blogspot.com

3. Marielle Franco - reprodução 
   https://pt.wikipedia.org/wiki/Marielle_Franco#/media/Ficheiro:MarielleFranco.
jpg


Nota: As imagens aqui publicadas pertencem aos seus autores. Se algum deles achar inoportuna a sua reprodução, por favor, deixe um seu comentário na presente postagem e nós atenderemos ao seu pedido.



NAVIDAD - UNA PREPARACIÓN PARA EL AÑO NUEVO

17 de dezembro de 2019

Recibí de una querida amiga brasileña, que vive en Mexico, un video que registra, de modo informal, algunas ideas del Dr. Michael Ellis DeBakey  – fue uno de los más importantes cirujanos cardiovascular del mondo, pionero de las cirugías de puentes coronarias. En vida, recebió numerosos premios inernacionales.

DeBakey nació en Like Charles (EE.UU.), en 1908.  Hijo de inmigrantes libaneses, su nombre de origen era Michel Dabaghi. Murió en 2008, poco antes de cumplir 100 años.

Hasta el final de su vida DeBakey se ocupó de la educación científica y humana de sus alumnos. Mientras todavía era estudiante de medicina, en 1932 inventó una bombita que se convirtió en un componente fundamental de los respiradores artificiales, y marcó el comienzo de la era de la cirugía a corazón abierto. 

Sus palabras, habladas coloquialmente, expresan perlas de sabiduría ciertamente aprendida a lo largo de su vida. Lo que podría iluminar a los que tienen el deseo de aprender nuevas formas de vivir y relacionarsi.

Dado que la proximidad de Navidad y del nuevo año significa, para algunos, un momento de apertura a la reflexión y todavía al deseo de cambiar para mejor simplemente reproduzco sus palabras. Puedem ser utiles para los jovenes, medianos e todavia para aquellos, como yo, que tienen más de ochenta años.  

Ese mismo texto lo publicamos en portugués y italiano.
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HAY QUE MORIR 

VIVIENDO 

             
“Yo siempre dije que el ser humano debe trabajar hasta que se muere. Es muy importante. ¿Cual es la diferencia? Tienes che trabajar la intensidad. Tienes che bajar la intensidad”. 

A los 98 años sin embargo iba al hospital todos los días para ver sus alumnos que estaban operando con el corazón abierto. Pero lo que más le gustaba era ir al día siguiente a los intermedios, y hablar con los pacientes.

– “Oye, estuve em tu operación”  esto para ellos era muy importante.
– “Me da mucho gusto, vas muy bien” – les decía.

Y los pacientes comentaron:

– Oye, el Dr. Michael DeBakey… ¿Cómo es posible que siga yendo al hospital?
Alguien dijo: – “Es que él no se va a poder morir, porque la gente lo necesita”.

DeBakey decia:

   Fíjate: en la vida es interesante tener claro esto: “es qué yo tengo que estar siempre viendo cómo le soy útil a los demás”.

   "Yo digo que la gente que empieza con la depresión, o a veces aceleran su muerte, sienten que los han excluido. Nosotros mismos nos auto derrotamos. Pero siempre hay que buscar cómo seguir haciendo lo que nos apasiona. 

Repito: ayudar a la sociedad civil, ayudar a desarrollar mejor tu profesión, ayudar a desarrollar lo que más te gustas.  A lo mejor, ya no vas a estar en sete empresas de consejero, ahora vas a estar en dos… Pues, sigue así. A lo mejor sigue como yo - a 98 años, sigo con una empresa. Hay que bajar la intensidad, pero haciendo lo que nos apasiona.

Yo creo que muchos seres humanos… a veces digo que se muren a los 60 e los enterramos a los 80. Porque se excluyen solos. Y no hay que ser parte de esta estadística. 

Hay que morir viviendo. No vivir muriendo. 

Pues, hay gente que vive muriendo.

A todos Dios nos regaló la vida para criar valor. Se haces lo que te gusta y lo sigues, y creas valor de lo que te gusta y lo sigues haciendo, hasta que te mueras.  Nada más… 

Repito: Cuando no es posible hacer como antes, baja la intensidad, y vas a ser muy feliz. El que tiene miedo de la muerte, es el egoísta. Ese señor o esa señora nunca pensó en los demás. No quiere morir… porque todo se mueve a su alrededor. 

Se les acaba todo con la muerte. Y no serán como alguien que generó huella al servicio de los demás.  

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* Texto copiado del vídeo que recibí. Perdón por errores de escritura en español.

Créditos de imagens:

1. Dr. Michael Ellis DeBakey - www.pt.wikipedia.org.jpg

2. Reproducción de tela de Roberto Ploegwww.robertoploeg.blogspot.com




Nota: Las imágenes en esta publicación pertenecen a sus respectivos autores.
Si alguien no quiere que las reproduzcamos aquí, por favor contáctenos utilizando un comentario en este sitio.







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