Vanise Rezende - clique para ver seu perfil

SER SOLIDÁRIO - UMA LEITURA DO QUE SUGERE MIA COUTO

30 de março de 2021

“O segredo é estar disponível para que outras lógicas nos habitem, é visitarmos e sermos visitados por outras sensibilidades. É fácil sermos tolerantes com os que são diferentes. É um pouco mais difícil sermos solidários com os outros. Difícil é sermos outros, difícil mesmo é sermos os outros.” #MiaCouto

O escritor moçambicano Mia Couto é uma presença mobilizadora onde quer que esteja, com o seu pensar leve, envolvente e profundo. Bom seria poder ouvir dele próprio como estar disponíveis para que outras lógicas nos habitem e sermos visitados por outras sensibilidades.  A conclusão do seu texto nos oferece um indicador precioso do caminho a percorrer com esse propósito.  

É fácil sermos tolerantes com os que são diferentes. É um pouco mais difícil sermos solidários com os outros. Difícil é sermos outros, difícil mesmo é sermos os outros”.

Essas significantes palavras de Mia Couto nos interrogam no mais profundo. Eu disse “significantes”. Mas, há muitos outros efusivos adjetivos com os quais eu gostaria de manifestar a adesão às reflexões do autor e às suas obras.

Lendo o seu texto reproduzido no facebook, senti-me desafiada a visitar e me deixar visitar da sua lógica e sensibilidade. E gostaria de fazer isto aqui e agora, junto aos caros amigos deste espaço.

   É fácil sermos tolerantes com os que são diferentes.”

Mia Couto tem uma sincera honestidade de fazer essa afirmação, que  provém da experiência do seu caminhar como cidadão do mundo, capaz de acolher e de interessar-se pelas inúmeras diferenças culturais que ele visita, cujas trocas certamente o favorecem a ser quem ele é.

Sabe-se que para alguém “ser tolerante” será indispensável que mantenha uma atitude de escuta, procurando ouvir, compreender e acolher o diferente de si que, por ser “outro”, é livre de pensar diversamente, e de agir de um modo que, por vezes, não seria a melhor postura para conciliar as  diferenças encontradas.

É a “conciliação” entre as nossas diferenças, que nos ajuda a estabelecer relações saudáveis na família, no trabalho, na associação de moradores, no sindicato, na universidade, no partido político, e nos movimentos religiosos que nutrem a nossa espiritualidade. São ambiências de interação social, cujo objetivo final é estabelecer laços de qualidade em benefício do bem comum. Neste sentido, não vale a tentativa de lançar “no outro” a responsabilidade do insucesso da interação coletiva. Cada um de nós é igualmente é responsável pelo incansável processo da conciliação. É justamente aí que importa a tolerância.

Nas relações pessoais e sociais, seria importante usar algumas ferramentas efetivas como a escuta e o diálogo para conhecer melhor o pensar do outro e as nossas diferentes diferenças. É então que a tolerância se mostra como uma feliz estratégia para superar os confrontos e o choque de interesses. Pontos de vista diferentes, quando tratados com tolerância, concorrem para se adquirir uma visão mais adequada sobre a situação em pauta.

Então: É fácil ser tolerante?  Sim, concordo com Mia Couto. Contanto que eu me coloque, com sinceridade, em atitude de quem busca alcançar os interesses comuns do grupo social em que atuo. No caminho para isso  haverá atritos, mas estes não deveriam mudar os objetivos finais. Os gestos de tolerância para superar os atritos favorecem para se ter uma visão mais ampla da questão que se está a tratar.

Concluo, portanto, que a tolerância é uma virtude/atitude que está a serviço das relações sociais.  Ela serve como íman de coalizão nessas relações. Mas, o que não é possível é sermos tolerantes com relação à coisa pública, ou com pessoas públicas em posição de poder e gestão, de quem se espera que se proponham a pensar e agir em favor do bem-comum.  

Isto significa que gestores de cidades, estados e países; instituições republicanas do legislativo e do judiciário; representantes de Igrejas no âmbito universal, e de outras organizações nacionais e internacionais podem até se equivocar ou errar. No entanto, cabe a nós, cidadãos, o dever de exigir correções imediatas, atitudes que manifestem honestidade e coerência, de acordo com os propósitos da justiça, da igualdade de direitos e do bem-comum. É a isso que se dá o nome de exercício da cidadania em regimes republicanos e democráticos.

 “É um pouco mais difícil sermos solidários com os outros.

Difícil é sermos outros, difícil mesmo é sermos os outros”.

Aqui, o escritor Mia Couto usa, de forma poética, um jogo de palavras para expressar uma dura realidade. Lidar com “o outro” exige tanto de nós, que na sua afirmação ele escreve três vezes a palavra “difícil”. Se lhe parece fácil ser tolerante, “é um pouco mais difícil sermos solidários com os outros.”

Encontro uma acepção de certo modo mais prática deste adjetivo, no meu dicionário Houaiss, para nos mobilizar a sermos “solidários”. Copio abaixo as acepções que nos interessam:

 “Solidário - em que há responsabilidade recíproca ou interesse comum <havia entre os dois uma estima forte e solidária.  2 que depende um do outro; interdependente, recíproco 3 pronto a consolar, apoiar, auxiliar, defender ou acompanhar alguém em alguma contingência <nas horas más, mostrava-se sempre solidário.> 4 que sente do mesmo modo, partilha dos mesmos interesses, opiniões, sentimentos etc., concordando, dando apoio; irmanado <o sindicato dos metalúrgicos estava s. com os grevistas>.

Não estou propondo aprendermos o significado dp vernáculo. Mas a refletir como o seu sentido requer que eu me mobilize em direção ao outro. Mia Couto constata que é um pouco mais difícil sermos solidários com os outros.” Concluo, então: 

Para sermos solidários, será necessário que “o outro” faça parte do nosso agir, da nossa atenção e cuidado. Não só com aqueles que amo - seria fácil demais poder escolher o outro que, de momento a momento, passará por mim, ou estará à minha espera. 

Por ser parte da sociedade em que vivo, o outro é alguém que não sou eu, mas preciso dele para ser quem eu sou. Ele está sempre à espera de que eu o reconheça, e descobra “como” vou lhe demostrar a minha solidariedade.  

Faço votos que este período pascal da civilização cristã, possa ajudar a cada um de nós a encontrar, na nossa profundez, o movente para a nossa solidariedade com o "o outro", para entendermos o como ser efetivamente solidário”, aqui e agora.

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Crédito da Imagem

Foto de Mia Couto: www.outraspalavras.com.br


O BRASIL PEDE SOCORRO

20 de março de 2021



              VIVEMOS O MAIOR COLAPSO  HOSPITALAR                      
DA HISTORIA  DO  PAÍS 

Mais uma vez estamos a falar de pandemia e de desgoverno. Dia após dia,  informações mais preocupantes são divulgadas e, infelizmente, não só no campo da Saúde Pública impiedosa e indefensável, desde que o descontrole da pandemia do Covid-19 nos levou a uma situação de de grande preocupação. Há reações muito sérias a cada dia que nos chegam os dados atualizados diariamente pelo Conass, inclusive fora do Brasil.  

Já completou um ano dessa luta inglória no Brasil. É só o que se fala nos grandes meios de comunicação e nos espaços alternativos em que atuamos - jornalistas, blogueiros, ativistas, youtubers, TVs alternativas e convencionais. 

Hoje, é possível nos confortar com notícias de situações favoráveis de superação e, com alguns ensaios de retomada do convívio social em outros países. No Brasil, o Governo Federal fez um percurso de desfaçatez e irresponsabilidade na gestão da Saúde Pública, o que nos  deixou numa situação tão crítica e desesperadora que muitos já a consideram no patamar de um genocídio deliberado. Entre os grandes países do mundo, somos o único que está com um crescimento descontrolado de infecções e mortes por Covid. 

Os governadores têm alertado, nos últimos dias, sobre a iminente falta de anestesia, sedação e relaxamento muscular usados para intubação de pacientes em UTIs. O colapso dos hospitais é uma realidade constante em todo o Brasil. Doentes morrem à espera de leitos. Nas UTIs, onde atuam profissionais exaustos, faltam medicamentos essenciais para o atendimento de pacientes graves. 

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgou na sexta-feira 19/03/2021, que o Brasil ultrapassou os 290 mil óbitos provocados pela doença. Em 24 horas foram registradas 2.815 mortes por Covid-19. E até agora somamos mais de 11 milhões de pessoas infectadas. 

A Fundação Oswaldo Cruz constatou, ao divulgar um seu recente boletim: "É o maior colapso sanitário e hospitalar da história do Brasil". 

O colapso hospitalar é demonstrado na informação de que, dos 27 estados brasileiros, 24 deles, mais o Distrito Federal estavam com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 iguais ou superiores a 80%. Sem falar de outros fatores como a atual falta de oxigênio e respiradores em muitos hospitais. 

Nas suas entrevistas, o neurocientista brasileiro Dr. Miguel Nicolelis nos lembra que o Brasil alcançamos tristemente o primeiro lugar no registro de mortes de enfermeiros e  de mães gestantes.  

Hoje, sábado 20 de março, o jornal O Globo publica uma entrevista com Nicolelis dada à jornalista Constança Tatsch.   "Hecatombe - escreve  a jornalista - significa uma 'destruição ou desgraça em grande escala'. E é o termo usado pelo médico, neurocientista e professor catedrático da Universidade Duke (EUA) Miguel Nicolelis, para descrever a situação do Brasil na pandemia do Covid-19. Segundo ele, se não forem implementadas medidas restritivas imediatamente, o Brasil deve alcançar a marca de 500 mil mortes em julho próximo. Segundo Nicoleli - ex-coordendor do Comitê Científico do Consórcio Nordeste para a Covid-19, além do colapso sanitário, já ocorre um colapso funerário."


O que esses números significam?

Uma forma para se entender melhor os chocantes dados acima, é usar uma  comparação que  o Dr. MIguel Nicolells fazia, quando estava à frente do Comitê Científico, criado para assessorar os Srs. governadores do Nordeste. Ele nos convida a imaginar que, a cada dia caem  10 aviões, cada um com cerca de 300 pessoas a bordo. D i a r i a m e n t e ! 

É para onde estamos caminhando, nessa descontrolada situação sanitária e hospitalar do país! 

Também seria necessário que lêssemos os tais números com o olhar do coração, ou do sentimento humano do amor. Assim, transformaremos os números em homens e mulheres, pais e mães, amigos queridos, filhos e netos: 2.815 pessoas muito queridas, a nos deixar a cada dia! Lembrando que, infelizmente, não se trata de um número permanente. Pois, na situação em que estamos continuará crescendo não se sabe até quando. Como se vivêssemos em estado de guerra, às vésperas de nos entregar ao inimigo.  

Infelizmente, além do desgoverno federal - e das mensagens públicas de desdenho  contra tudo o que se vem tentando organizar no combate à pandemia - o professor Nicolelis, quando coordenava o Comitê Científico, constatara com imensa preocupação, que a maioria das recomendações preventivas e corretivas que eles sugeriam, não eram devidamente ouvidas pelos governantes que o havia contratado. Isto motivou o motivou oa se  afastar do Conselho. Agora, se está a correr desesperadamente atrás do prejuízo. Alguns estados estão optando pelo lockdown. Outros jogam o jogo do abre e fecha serviços e comércio, com uma visão cada vez mais alargada do que seriam os serviços essenciais na pandemia. Tanto que, até pouco tempo, estavam abertas as salas de cinema, as praias e os jogos de futebol. Numa situação como esta, há ainda quem ache que não se pode passar sem algum lazer fora de casa.

O que ainda se poderia fazer?  

Sabe-se do esforço que os governadores do Nordeste fizeram, assumindo a  responsabilidade direta da compra de vacinas, dando continuidade ao programa de vacinação nos municípios. Mas o momento nos convida a fazer mais, como, por exemplo, um melhor uso dos meios e das linguagens de comunicação, para levar orientações mais compreensíveis a uma população tão diversificada como a nossa. 

Contamos com excelentes comunicadores populares (atores, cantadores, cantores, músicos, violeiros e outros). Os comunicadores populares poderiam ser chamados a "traduzir" avisos, orientações e boletins em diferentes linguagens para que sejam disseminadas por diversos meiosAssim, quem sabe, o povo começaria a entender - esperando que o desespero do desemprego e da fome ainda lhes permita acreditar em mudanças. 

As prefeitura também poderiam iniciar uma grande campanha para fazer chegar produtos alimentares e de limpeza às populações mais vulneráveis. Este poderia ser um modo de complementar o ridículo valor do "auxilio emergencial" federal. Criar, por exemplo, "Armazéns Populares" nas áreas mais vulneráveis das periferias urbanas, realizando uma negociação de compra a atacadistas, com total transparênciaalém das doações de algum tipo de apoio recebido de famílias benestantes que desejassem colaborar. 

Para a identificação e organização das comunidades, há grupos de mulheres e organizações sociais que já atuam nessas áreas, com conhecimento e seriedade e contam com a livre colaboração de muitos de nós em várias capitais do país. 

Hoje, a esse povo sofrido resta apenas a grave preocupação com o pão de todo dia. A experiência que eles vivem nos demonstra que - como falou certa vez o incansável Nicolelis, em entrevista a Katia Passos, de Jornalistas Livres: "O valor da vida humana no Brasil vale cada vez menos. Há que usar o verbo espernançar, mas não se sustenta nem mesmo o substutivo esperança." 

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Fontes das informações:

 #UOLDebate #Coronavírus #Covid19 

 https://www.youtube.com/watch?v=PPDNUicy_1o

 https://www.youtube.com/watch?v=WTIvwenJvHoTV 247

 https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2021/03/18/79percent-dos-brasileiros-acham-que-pandemia-esta-fora-de-controle-e-82percent-temem-ser-contaminados.ghtml

https://oglobo.globo.com/sociedade/coronavirus/podemos-chegar-500-mil-mortos-na-metade-do-ano-diz-miguel-nicolelis-24933998

https://jc.ne10.uol.com.br/pernambuco/2021/03/12042318-pernambuco-tem-primeiro-fim-de-semana-de-restricoes-mais-rigidas.html

Pesquisa Datafolha - G!  18.03.2021 -

Pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal "Folha de São Paulo" na noite da quinta-feira (18/03/21) aponta que 79% dos brasileiros acham que a pandemia está fora do controle e 82% têm medo (muito ou um pouco) de serem infectados pelo coronavírus. O instituto perguntou ao entrevistado se a pandemia do coronavírus está controlada ou não. As respostas:

  • Fora de controle: 79%
  • Controlada só em parte: 18%
  • Totalmente controlada: 2%

 As pesquisas anteriores do instituto, sobre o medo do brasileiro, indicaram “muito medo” com menos impacto nos seguintes percentuais e datas44% (janeiro de 2021); 41% (outubro de 2020); 43% (agosto de 2020); 47% (junho de 2020); 45% (maio de 2020); 38% (abril de 2020); e 36% (março de 2020). 

Observação: Por favor, deixem aqui os seu comentários.

Vejam informações sobre a distribuição de alimentos à população mais carente em algumas cidades do Brasil, iniciadas em 2020:

Em tempo: Por favor: quem souber de grupos alternativos de apoio às comunidades carentes, use o espaço do "comentário" no blog  para que possamos ampliar a informação aqui.

https://casavogue.globo.com/Arquitetura/Cidade/noticia/2020/04/instituicoes-se-unem-em-acoes-para-ajudar-comunidades-durante-crise-do-coronavirus.html

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/04/16/jovens-da-periferia-arrecadam-r-120-mil-para-ajudar-familias-carentes-na-zona-sul-de-sp-durante

https://racismoambiental.net.br/2020/11/21/camponesas-do-mst-partilham-6-toneladas-de-alimentos-com-mulheres-da-periferia-de-londrina-pr/

https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,paraisopolis-cria-rede-de-solidariedade-para-conter-danos-do-coronavirus,70003270413

https://www.olinda.pe.gov.br/moradores-da-comunidade-do-v-8-em-olinda-recebem-doacao-de-cestas-basicas/

https://www.instagram.com/stories/highlights/17842326461123225/

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É HORA DE ESTANCAR ESSA CRUEL ESCALADA DA MORTE!

17 de março de 2021

 


“O POVO NÃO PODE PAGAR 

COM A PRÓPRIA VIDA!”


Entidades signatárias do PACTO PELA VIDA E PELO BRASIL, mais uma vez se manifestam frente o agravamento da pandemia no país

 

As instituições signatárias do Pacto pela Vida e pelo Brasil (de abril, 2020) lançaram, neste 15 de março, uma carta sobre o quadro de agravamento da pandemia do novo Coronavirus no país, e as suas trágicas consequências na vida do povo brasileiro, do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Brasil. O encontro virtual - promovido pela CNBB - teve como objetivo entregar o documento ao governador do Piauí e coordenador do Fórum Nacional dos Governadores, Wellington Dias (PT).

            Segundo o documento, “o vírus circula de norte a sul do Brasil, replicando cepas, afetando diferentes grupos etários, castigando os mais vulneráveis”. As entidades signatárias solidarizam-se com as famílias que perderam seus entes queridos e apontam a urgente necessidade de maior empenho e integração do Executivo, Legislativo e Judiciário do Brasil, e nos estados e municípios, na busca por encontrar soluções para enfrentar a pandemia. E fazem um apelo especial à juventude:

“O vírus está infectando e matando os mais jovens e saudáveis, valendo-se deles como vetores de transmissão. Que a juventude brasileira assuma o seu protagonismo histórico na defesa da vida e do país, desconstruindo o negacionismo que agencia a morte”.  

A íntegra do documento, com as logos das organizações signatárias, pode ser encontrada aqui e em inglês aqui.

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Origem do Pacto pela Vida e pelo Brasil

O Pacto pela Vida e Pelo Brasil foi lançado em 7/04/2020, Dia Mundial da Saúde, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), juntamente com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Comissão Arns, a Academia Brasileira de Ciências, a Associação Brasileira de Imprensa e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. As entidades já apontavam que o Brasil vivia uma grave crise sanitária, econômica, social e política que exigia de todos, "especialmente de governantes e representantes do povo, o exercício de uma cidadania guiada pelos princípios da solidariedade e da dignidade humana, assentada no diálogo maduro, corresponsável, na busca de soluções conjuntas para o bem comum, particularmente dos mais pobres e vulneráveis”. Conheça o primeiro documento aqui.

 O documento “O povo não pode pagar com a própria vida” vem contando com grande repercussão nacional e internacional.

As instituições signatárias da carta de 2021 foram as mesmas que ano passado divulgaram “O Pacto pela Vida e pelo Brasil”: ABC - Academia Brasileira de Ciências, ABI - Associação Brasileira de Imprensa, CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Comissão Arns - Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns, OAB - Ordem dos Advogados do Brasil, e SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

Fórum Nacional de Governadores e Frente Nacional de Prefeitos 

No ato de entrega da carta, em 15/03/2021, o presidente da CNBB, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, afirmou que “no momento a prioridade das prioridades é salvar vidas”. Além dos representantes das entidades signatárias, 5 governadores participaram da entrega do documento.

Apoio aos prefeitos e governadores

Segundo matéria publicada por Felipe Mascari na  RBA - Rede Brasil Atual, “o negacionismo  e a omissão de  Jair Bolsonaro ante a pandemia, foram amplamente criticados no evento virtual para a entrega da carta. “Para os participantes, em unanimidade, a tragédia causada pela covid-19, que já custou a vida de 278 mil brasileiros, tem o presidente da República como o maior responsável.”  Mascari ainda escreve que “A carta declara apoio aos esforços de governadores e prefeitos para garantir o cumprimento das medidas sanitárias de proteção, paralelamente à imunização rápida e consistente da população, neste que é o momento mais grave da crise causada pela pandemia.”

Jornal Nacional - TV Globo

Na edição do Jornal Nacional da TV Globo em 12 de março, os apresentadores do telejornal destacaram as medidas apontadas pelas seis entidades signatárias para estancar o avanço das mortes no país. Acesse o link aqui. 

Na França, o diário católico LaCroix em 15/03/2021, dedicou parte de sua editoria “Mundo” para falar do documento. O jornal destacou que com quase 11,5 milhões de casos e 277.216 mortes, o Brasil superou a Índia como o segundo país mais atingido pelo COVID-19 globalmente. “É hora de parar a escalada da morte e vacinar as pessoas, diz uma campanha criada pela conferência dos bispos católicos brasileiros e outras organizações da sociedade civil, à medida que o Brasil mergulha em mais uma onda macabra da pandemia COVID-19”, diz um trecho da matéria.

 VaticanNews

Outro destaque ao documento foi do VaticanNews, em sua edição francesa, dando ênfase aos amargos fatos apontados pelo documento:

“O vírus circula de norte a sul do Brasil, as cepas sofrem mutações e se espalham, atingindo diferentes faixas etárias, atingindo os mais vulneráveis. Os pacientes estão morrendo com dores terríveis por falta de recursos hospitalares, enquanto os trabalhadores da saúde, depois de um ano na linha de frente, estão à beira da exaustão”. 

RDB - Rede Brasil Atual

 “São Paulo – A carta O povo não pode pagar com a própria vida! assinada por entidades da sociedade civil que defendem os direitos humanos e protocolos científicos, será entregue nesta segunda-feira (15) ao Fórum Nacional de Governadores. O ato será realizado às 11h30 e terá transmissão pela TVT.

CNBB.org

"A ação junto aos governadores chega no momento mais dramático vivido pelo país, desde o início da pandemia, decretada em 11 de março de 2020, um ano atrás. Um dia depois, 12 de março de 2020, foi oficializada a primeira morte pela covid-19 no país, que já contava com cerca de 300 casos da doença. 

O evento, do qual participaram também os governadores do Ceará, do Rio Grande do Norte, do Espirito Santo e do Maranhão, foi realizado de forma virtual na manhã desta segunda-feira, 15 de março e transmitido pelo Youtube. Na abertura do ato, cuja coordenação foi do assessor político da CNBB, padre Paulo Renato, a jornalista Laura Greenhalgh leu a íntegra do documento. Lançado na última quinta-feira, 11 de março, pelas organizações signatárias do Pacto Pela Vida e pelo Brasil, o manifesto pede que seja estancada a escalada da morte e o fim do negacionismo, causa do colapso do Sistema Único de Saúde (SUC) e do agravamento do caos que levou às quase 280 mil mortes no Brasil em decorrência da Covid-19."

Leia, abaixo, a íntegra do documento.

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               O povo não pode  pagar 

               com a própria vida!



       
Nós, entidades signatárias do Pacto pela Vida e pelo Brasil, sob o peso da dor e com sentido de máxima urgência, voltamos a nos dirigir à sociedade brasileira, diante do agravamento da pandemia e das suas consequências. Nossa primeira palavra é de solidariedade às famílias que perderam seus entes queridos.

Não há tempo a perder, negacionismo mata. O vírus circula de norte a sul do Brasil, replicando cepas, afetando diferentes grupos etários, castigando os mais vulneráveis. Doentes morrem agonizando por falta de recursos hospitalares. O Sistema Único de Saúde – SUS continua salvando vidas. No entanto, os profissionais da saúde, após um ano na linha de frente, estão à beira da exaustão. A eles, nosso reconhecimento.

É hora de estancar a escalada da morte! A população brasileira necessita de vacina agora. O vírus não será dissipado com obscurantismos, discursos raivosos ou frases ofensivas. Basta de insensatez e irresponsabilidade. Além de vacina já e para todos, o Brasil precisa urgentemente que o Ministério da Saúde cumpra o seu papel, sendo indutor eficaz das políticas de saúde em nível nacional, garantindo acesso rápido aos medicamentos e testes validados pela ciência, a rastreabilidade permanente do vírus e um mínimo de serenidade ao povo.

A ineficiência do Governo Federal, primeiro responsável pela tragédia que vivemos, é notória. Governadores e prefeitos não podem assumir o papel de cúmplices no desprezo pela vida. Assim, apoiamos seus esforços para garantir o cumprimento do rol de medidas sanitárias de proteção, paralelamente à imunização rápida e consistente da população. Que governadores e prefeitos ajam com olhos não só voltados para os seus estados e municípios, mas para o país, através de um grande pacto. Somos um só Brasil.

Ao Congresso Nacional, instamos que dê máxima prioridade a matérias relacionadas ao enfrentamento da COVID-19, uma vez que preservar vidas é o que há de mais urgente. Nesse sentido, o auxílio emergencial digno, e pelo tempo que for necessário, será imprescindível para salvar vidas e dinamizar a economia. Ao Poder Judiciário, sob a liderança do Supremo Tribunal Federal, pedimos que zele pelos direitos da cidadania e pela harmonia entre os entes federativos. Que a imprensa atue livre e vigorosamente, de forma ética, cumprindo sua missão de transmitir informações confiáveis e com base científica, sobre o que se passa. Enfim, que a voz das instituições soe muito firme na defesa do povo brasileiro!

Fazemos ainda um apelo particular à juventude. O vírus está infectando e matando os mais jovens e saudáveis, valendo-se deles como vetores de transmissão. Que a juventude brasileira assuma o seu protagonismo histórico na defesa da vida e do país, desconstruindo o negacionismo que agencia a morte.

Sabemos que a travessia é desafiadora, a oportunidade de reconstrução da sociedade brasileira é única e a esperança é a luz que nos guiará rumo a um novo tempo.

Quarta-feira, 10 de março de 2021.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB

Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB

José Carlos Dias, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns - Comissão Arns

Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências - ABC

Paulo Jeronimo de Sousa, presidente da Associação Brasileira de Imprensa - ABI

Ildeu de Castro Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

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Fonte das informações desta postagem:

https://www.cnbb.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Pacto-pela-Vida-e-pelo-Brasil-.pdf

http://www.ihu.unisinos.br/607537-maior-responsavel-pela-tragedia-da-pandemia-e-bolsonaro-afirmam-cnbb-governadores-e-entidades

https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2021/03/sociedade-civil-lanca-manifesto-por-acao-de-governadores-contra-a-pandemia/

Nota - Todas as imagens postadas nesta reportagem são do portal da  https://www.cnbb.org.br/


 

APRESENTADA POLÍTICA DE EXTERMÍNIO INDÍGENA NO BRASIL AO CONSELHO DE DIREITOS UMANOS DA ONU

5 de março de 2021




O Conselho Indigenista Missionário levou à ONU o problema das invasões às terras indígenas no Brasil, durante o Diálogo Interativo sobre Meio Ambiente com o Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, por videoconferência.

No período de 22 de fevereiro até 23 de março realiza-se a 46ª sessão ordinária do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas - a principal sessão desse organismo internacional, com sede em Genebra, na Suíça, que desta vez é realizada por vídeo conferência.

Em setembro de 2018 a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas confirmou, por aclamação, a chilena Michelle Bachelet como a nova alta Comissária de Direitos Humanos da instituição. A socialista Bachelet foi torturada por agentes da ditadura de Augusto Pinochet e tornou-se a primeira mulher presidente do Chile, posto que ocupou duas vezes. Na ONU, Bechelet substituiu o príncipe jordaniano Zeid Ra'ad Al Hussein, que em quatro anos no cargo entrou em choque com as principais potências globais, e em especial com os Estados Unidos de Donald Trump.

Segue abaixo a matéria sobre a participação do CIMI no referido conselho - matéria divulgada pela Assessoria de Comunicação do CIMI em 3/03/2021.


  Luiz Eloy Terena, assessor jurídico da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB)


Estamos diante de uma política de extermínio indígena 

no Brasil”, denuncia Eloy Terena, ssessor jurídico da Apib


Luiz Eloy Terena, assessor jurídico da Articulação dos Povos  Indígenas do    Brasil  (APIB), denunciou a situação dos  Povos Indígenas no  Brasil, durante a pandemia da  Covid-19,  na primeira participação das organizações indígenas   e  indigenistas na 46ª sessão ordinária do Conselho de Direitos  Humanos das Nações Unidas, na segunda-feira, 1º de março.

O novo coronavírus chegou aos territórios indígenas logo no início da pandemia.    Vidas indígenas têm sido perdidas desde então, sejam elas de lideranças, anciões e anciãs, crianças. Por sua vez, o governo federal tem agido de maneira tardia e ineficiente.

Para completar, as motivações a invasões de terras indígenas oferecidas pela chegada de Jair Bolsonaro à Presidência, aumentaram a presença de madeireiros, garimpeiros e grileiros no interior dos territórios. Com tais presenças, nesse período pandêmico, as aldeias ganharam um risco adicional.

“No Brasil, temos informações de 114 grupos indígenas isolados e recentemente contatados, que estão em perigo.”

Conforme levantamento da Apib, até o dia 1º de março de 2021 morreram 975 indígenas vítimas da Covid-19. Nesta mesma data, a Secretaria Especial de Saúde Indígena – Sesai, contabilizou 43.685 casos confirmados, mas sem o registro de infectados entre os indígenas em contexto urbano.

De forma ainda mais grave, o risco de genocídio é levado pelo vírus aos povos livres (em situação de isolamento voluntário). “No Brasil, temos informações de 114 grupos indígenas isolados e recentemente contatados que estão em perigo”, alertou o representante da Apib durante seu pronunciamento ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Conforme levantamento da Apib, até o dia 1º de março de 2021 morreram 975 indígenas vítimas da Covid-19. Nesta mesma data, a Secretaria Especial de Saúde IndígenaSesai, contabilizou 43.685 casos confirmados, mas sem o registro de infectados entre os indígenas em contexto urbano.

De forma ainda mais grave, o risco de genocídio é levado pelo vírus aos povos livres (em situação de isolamento voluntário). “No Brasil, temos informações de 114 grupos indígenas isolados e recentemente contatados que estão em perigo”, alertou o representante da Apib durante seu pronunciamento ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

“Vivemos um momento muito sério em nosso país. O atual governo brasileiro implementou uma política indigenista extremamente prejudicial aos povos indígenas”

Em um ano de pandemia, o vírus já afetou quase 50 mil indígenas de 162 povos, sendo que quase mil indígenas perderam a batalha para a covid-19.  “Vivemos um momento muito sério em nosso país. O atual governo brasileiro implementou uma política indigenista extremamente prejudicial aos povos indígenas”, aponta Eloy.

Apesar do STF ter determinado, por unanimidade, que o Governo Federal adote medidas de proteção aos povos indígenas - em agosto de 2020 - as violações aos direitos dos povos indígenas cresceram nesse período de pandemia diante da negativa do governo brasileiro em cumprir com o seu papel. Para tanto, a Apib foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) exigir como medida judicial aquilo que Bolsonaro se nega a fazer por obrigação constitucional.

Funai tenta passa a boiada

Além de não adotar medidas para barrar o avanço do vírus junto aos territórios, a Fundação Nacional do Índio (Funai) tem implementado Resoluções e Instruções Normativas que afrontam o Estado Democrático de Direito, avalia o Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

A exemplo da Instrução Normativa 09, de abril de 2020, que concede a certificação de imóveis rurais em terras indígenas não homologadas, as resoluções 04, de 22 de janeiro de 2021, que estabelece novos critérios para a “heteroidentificação” de indígenas no Brasil, e a 01/2021, que autoriza a “parceria” entre indígenas e não indígenas para a exploração econômica dos territórios.

 “Essa pandemia da covid-19, vai atingir diretamente os povos indígenas porque o governo não fez o que deveria ter feito, nem mesmo a partir de decisão do STF, ou seja, organizar barreiras de proteção, barreiras de contenção, tirar os invasores dos territórios indígenas e proteger esses territórios”, alerta Antônio Eduardo Cerqueira de Oliveira, secretário-executivo do Cimi.

“Pedimos ajuda para deter o genocídio indígena no Brasil”

Para o Conselho de Direitos Humanos da ONU, o advogado Luiz Eloy Terena, representante da Apib, denunciou a política de extermínio indígena no Brasil e fez um pedido à Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet: “ajuda para deter o genocídio indígena no Brasil”.

Além da participação da Apib, o Cimi ainda terá outros quatro momentos de fala durante a 46ª sessão ordinária do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, que é a principal sessão do ano do organismo internacional com sede em Genebra, na Suíça.


Confira a íntegra do discurso de Luiz Eloy Terena, na ONU

Madame Bachelet,

Meu nome é Luiz Eloy, sou indígena do povo Terena. Sou advogado da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil. Estou aqui para falar sobre a situação dos povos indígenas do Brasil neste contexto de pandemia Covid-19.

Vivemos um momento muito sério em nosso país. O atual governo brasileiro implementou uma política indigenista extremamente prejudicial aos povos indígenas. Nossas comunidades estão sendo invadidas por madeireiros e garimpeiros. O vírus está matando nossos idosos. Na semana passada, perdemos o último indígena Juma. Essas são culturas e línguas que nunca iremos recuperar.

Aqui no Brasil temos informações de 114 grupos indígenas isolados e de recente contato que estão em perigo. O governo brasileiro e seus agentes devem ser responsabilizados. Estamos diante de uma política de extermínio indígena no Brasil. Portanto, pedimos sua ajuda para deter o genocídio indígena no Brasil.

Obrigado, Luiz Eloy Terena

Advogado da APIB

Segundo o CIMI, a incidência do Conselho Indigenista Missionário na 46ª sessão ordinária do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas seguirá com a participação de Luis Ventura Fernandez, que atua pelo Cimi na Amazônia e participou do Diálogo Interativo com o Relator Especial de Meio Ambiente.

Será reportado à ONU que o quadro ambiental envolvendo as populações indígenas registra o aumento das invasões e exploração indevida dos territórios, a paralisação das demarcações e o desmonte das políticas públicas ambientais em meio à pandemia do novo coronavírus.

Outra intervenção será realizada pelo padre Dário Bossi, que falava em nome de diversas entidades eclesiais, como a Rede Eclesial Pan-amazônica (Repam), a Rede Continental Iglesias y Minería (ONG vinculada ao Comboni Vivat International), Franciscans International, Serviço Interfranciscano de Justiça e Paz (Sinfrajupe).

Nos dias 11 e 16 de março dar-se-ão outras intervenções sobre questões de racismo, discriminação racial, xenofobia e formas relacionadas de intolerância e, mais uma vez, o CIMI denunciará a chacina de indígenas Chiquitano, na fronteira entre Brasil e Bolívia, que segue impune.

Por onde acompanhar: 

Veja: https://youtu.be/2t4UR7YDZ7k

  TV web da ONU, site e redes sociais do Cimi.

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 Fontes desta matéria:

 http://www.ihu.unisinos.br/607239-estamos-diante-de-uma-politica-de-exterminio-indigena-no-brasil-denuncia-assessor-juridico-da-apib-na-onu

https://cimi.org.br/2021/03/cimi-leva-nesta-quinta-4-o-problema-das-invasoes-as-terras-indigenas-a-dialogo-sobre-meio-ambiente-no-conselho-de-direitos-humanos-da-onu/

https://terradedireitos.org.br/noticias/noticias/em-julgamento-historico-no-stf-indigenas-conquistam-direito-a-saude-para-enfrentar-a-pandemia/23441

 

CRÉDITO DAS IMAGENS

1. Indígenas em jultamento no STF - Marcelo Camargo - Agência Brasil.jpg em www.terradedireito.org.br

2. As vítimas do Coronavirus - Gráfico - www.12.senado.leg.br.jpg

3. Luiz Eloy Terena, assessor jurídico da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). Foto: Vinicius Loures/Agência Câmara.

4. Atendimento aos indígenas - www.12.senado.leg.br.jpg

5. Vidas indígenas importam - www.brasildefato.com.br


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