Vanise Rezende - clique para ver seu perfil

POLÍTICAS SOCIAIS & POLÍTICAS PESSOAIS

22 de maio de 2018


Se hoje tenho razões para estar triste, ou se a alegria chegou ao meu coração, é sempre bom lembrar que a aurora do dia termina no ocaso. E que o vento tenebroso mais tarde se aquietará. 

Nada é para sempre!
Importa o momento. O agora.
Pois enquanto passam as águas do rio, as bolhas do amanhã estão imersas em sua profundidade.
E emergirão!

Quem vive na ilusão da glória, entregando-se à sedução do poder, expandindo a sua alegria com o ter, ou com o cargo alcançado... sem se dar conta da dureza do chão que a maioria pisa, nem se interessar pela falta de oportunidades dos que vivem à margem... Num dia qualquer, a ilusão, a sedução, e a alegria do ter o surpreenderá com a sua vertiginosa queda.


Viver a cidadania, significa não ficar parado, mirando-se a si mesmo, no próprio espelho. Precisamos de outros espelhos e de retrovisores que concorram para que eu também tenha a visão "social e política" dos que estão próximos de mim, e atrás de mim, perdidos e cambaleantes nas calçadas marginais. 

Infelizmente,  voltamos aos tempos dos ambulantes nas ruas, dos pedintes nos semáforos, da exploração dos empregados, e de outros deserdados de uma política seletiva que gera milhares de expurgados sociais. Neste momento, cada um de nós é convocado a reagir, com gestos políticos cidadãos, para que se promova o bem-estar da sociedade, com a eficácia da justiça e da fraternidade. 


Para que isso aconteça, talvez seja necessário começar optando por políticas pessoais, para a gestão da nossa própria vida. E. ao mesmo tempo, buscar entender as minhas razões políticas para escolher os candidatos à gestão da coisa pública, no exercício da democracia.


Como sugestão, poderíamos assumir ou concorram ao bem-estar pessoal e do outro:
  

              
             
             
             
             Algumas dicas que poderiam ajudar:

             Dar mais um passo para reativar o amor;
Cuidar do outro como eu gosto que cuidem de mim;
Focar a atenção no “agora”; 
Encontrar tempo para curtir os filhos;
Exercitar a colaboração no trabalho; 
Evitar as corrupções do dia a dia;
Agir com solidariedade;
Informar-se mais, para fazer escolhas coerentes de lazer, de amizades e de escolhas políticas;
Não me deixar levar por combates políticos para disseminar o ódio, a discriminação e a mentira.

Se fizermos uma sincera reflexão sobre nossas atitudes do dia a dia, que bom! Iremos perceber que as nossas exigências em relação às políticas públicas e as atitudes corretas "dos outros", devem iluminar também as políticas das nossas atitudes pessoais. 

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Texto de: Vanise Rezende

Créditos das imagens:

1. O japonês - pintura de Anita Malfatti  - reprodução.
2. No espelho - pintura do iraniano Iman Maleki 
3. São Francisco - escultura de Corbiniano Lins - reprodução

Nota: As imagens aqui publicadas pertencem aos seus autores. Se alguém possui os direitos de uma delas e deseja que seja removida deste espaço, por favor entre em contato com: vrblog@hotmail.com



















VANISE REZENDE - MEU GRACIAS A LA VIDA!

15 de maio de 2018




Há poucos dias, alguém me enviou um vídeo com a música “Petrolina e Juazeiro”, de Jorge de Altinho. Eu estava sozinha, circulando entre a cozinha e a mesa de refeições, a preparar o meu café da manhã. Aquele forró animado era muito convidativo para quem, como eu, sempre gostou de dançar. Fiquei me remexendo, rodopiando pela sala, tão feliz que pedi bis ao meu celular.

A vida foi generosa comigo: mantive a minha fé primeira. O aprendizado - que até hoje me leva ao exercício da sobriedade e do olhar aberto para a dor do mundo - me chegou naturalmente, na convivência com Ester Pires, minha mãe, nascida em 1910. A sua atenção era voltada para quem lhe estava junto. Era alegre, amável e inteligente. Estou sempre a lhe repetir a minha gratidão, a ela que me gerou e me cuidou, junto ao meu pai, Manoel Marinho, e com os seis irmãos muito queridos. Assim, minha infância cimentou a mulher que sou agora, com maiis de 80 anos.

às vésperas de entrar na faculdade, tomei uma séria decisão na vida - fui para a Itália, onde estudei, trabalhei na Radio Vaticana e conheci  Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, que disseminou e testemunhou  uma espiritualidade cristã propulsora de inovação e compromisso. Tive a oportunidade de encontrá-la em diferentes circunstâncias e decidi seguir a sua mensagem. Eu tinha 20 anos. Foi uma grande circunstância, que pouco a pouco me levou a me abrir para a dor do mundo: quantos homens e mulheres tocaram a minha profundez, e ainda tocam – com suas vidas exemplares de compaixão e de solidariedade, na  concretude do amor que se importa com os empobrecidos e injustiçados de todas as latitudes.

Hoje, passeando pelas minhas memórias, sinto-me agradecida à Vida por tanto que me foi dado, e ainda me gratifica. Vou copiar o poeta e músico Vinícius de Moraes, para saudar à vida com tudo o que conheci e carrego no coração.  

Saravá! – digo eu, agora, soltando a imaginação: Saravá a Ester Pires e a Chiara Lubich, minhas grandes mães! Saravá aos ilustres e admiráveis amigos que me ajudaram a aprender a vida na liberdade e no amor: o o meu pai, Né Marinho e meu avô de tantas aventura de infância, Virgulino Fereira de Brito. Na juventude, o filósofo brasileiro Zeferino Rocha e o senador e escritor italiano Igino Giordani, além dos sacerdotes italianos Dom Foresi, Marco Tecilla e Silvano Cola. Mais tarde, o poeta brasileiro Heleno Oliveira e o inesquecível amigo sociólogo Herbert de Souza, o nosso Betinho, com quem aprendi a ampliar o olhar social para além do Brasil. De mulheres, são tantas e tão queridas, que apenas sito duas que já se foram:  Marluza Correia de Brito - a Mara cooperante com os guerrilheiros, na ditadura militar e a amiga de todos os momentos; e a doce Simonetta, italiana, em cuja casa me hospedei por um período na Italia.   

Saravá a Iemanjá – a Senhora dos Mares, e rainha da cultura afro-brasileira. Saravá à Mãe Menininha (de quem recebi a bênção um dia, na magia do seu terreiro, em Salvador, na Bahia). Ah, quanto precisamos dessas preciosas bênçãos, para resistir contra as maldades e mentiras do nosso dia a dia, no Brasil!  

Saravá aos heróis Ganga Zumba, e Zumbi dos PalmaresAndré Rebouças, José do Patrocínio e à inesquecível Chiquinha Gonzaga, entre os tantos  que lutaram na resistência dos escravos do nosso país. Saravá aos milhares dos Sem Teto e dos Sem Terra de onem e de hoje, e às centenas de crianças e velhinhos abandonados, sem carinho nem cuidados. 

Saravá aos povos nativos do Brasil - os poucos que sobreviveram à dizimação dos nossos "donatários", e ainda sofrem a fúria dos colonizadores de hoje, neste país entregue aos exploradores da Amazônia, aos senhores de terras improdutivas e aos insasiáveis banqueiros - usurpadores das taxas sociais devidas ao país, por indevidos representantes de uma pátria que não deveria ser tão gentil e ignara!

Saravá a Mahatma Gandhi  o elegante advogado inglês que se uniu aos povos indianos, escolhendo o outro lado da história para ajudá-los a se libertar da colonização.

Saravá ao jovem médico andarilho Ernesto Guevara  mais conhecido como Che Guevara  que um dia se posicionou na luta pelos direitos dos pobres da América Latina,  Saravá!!!  

Saravá ao político africano Mandela, que anos depois se tornou-se o presidente da África do Sul, com o apoio da mulher que amava, concorrendo para a inclusão dos negros na história do seu país.

Saravá ao corajoso americano Martin Luther King, um homem que, em tempos difíceis, foi um mártir na luta pela  igualdade de direitos dos povos negros, no seu país.

Nas grandes histórias de luta, não se pode esquecer a longa caminhada por justiça e liberdade do povo da Síria,  da população sofrida do Haiti e de muitos outros esquecidos e injustos ou injustiçados países do Sul, como a Eritrea. Saravá a todos eles, que continuam açoitados pela dominação, pela fome e pela guerra. 

Saravá a todos os irmãos e irmãs do universo, emigrantes e refugiados, evadidos de sua pátria, enxotados de seu país por inúmeras situações de dominação e violência. 


E, por fim, um Saravá especial à democracia cambaleante do Brasil,  violada pela farsa da política e de uma maldita (in)justiça, que bambeia nas convenções de seus algozes ferrenhos e de instituições republicanas também cambaleantes e irresponsáveis. 

Algozes, sim, porque são muitos os que eles perseguem e os que gozam das benesses de seus malfeitos. Agem enrodilhados de preconceitos, violências e mentiras. Embora as multidões mantenham firme a esperançada luta democrática. Saravá!

Saravá ao Prêmio Nobel da Paz, Adolfo Perez Esquivel;  Saravá ao destemido ítalo-brasileiro, escritor e teólogo  Leonardo Boff e ao notável e inesquecível amigo Herbert de Souza, o nosso Betinho. Saravá! 

E um especial Saravá ao carismático ex-metalúrgico e ex-presidente do Brasil,  Lula da Silva, apreisionado pelo medo   da preferência do povo para fazê-lo voltar à presidência do Brasil. E ao seu igualmente inesquecível colaborador  Celso Amorim, um dígno representante do Brasil dos tempos em que tínhamos orgulho de ser brasileiros. Saravá!

Saravá à minha família e ao carinho que nos une. E um Saravá especial aos amigos encontrados no correr da vida. Ontem e hoje nos acarinhamos, nos respeitamos, e nos completamos em muitas variações! E desses, a presença dos que já se foram. Saravá!

Ainda não falei dos raros e grandes amores. Saravá aos homens que amei e ainda amo, cada um no seu tempo, por linhas retas e entortadas, em algum feliz acaso, ou por uma escolha fiel. Cada um com um lugar especial nesse coração que ainda pulsa e ama. Saravá! 

E, dulcis in fundo, a minha imensa gratidão à vida pelo que aprendi e ainda aprendo, numa vida fecunda, ao lado de companheiros maiores, no  compromisso da fraternidade e da justiça no mundo. Saravá!

Assim é o outono da vida: banhado nas chuvas das boas lembranças, e resvalado no inverno de trovejadas tenebrosas, enfrentadas com o apoio dos amigos da caminhada. 



Créditos das Imagens:

1 - https://www.tourinhos.com.br/noticias/1570/inscricoes-abertas-para-oficina-de-anca...
2 - Blog Espaço Poese - Arquivo imagens
3 - Iemanjá - CEJV - www.cejv.com.br/site/endex.pjp/os-orixas/iemanja/
4 - Povos Indígenas - https://www.revistaepoca.globo.com
5 - Che Guevara - https://br.pinterest,com/pin
6 - Palestina - www.cgtp.pt
7 - Divulgação: www.terradedireito,org.br.jpg
8 - Foto divulgação/Twitter/LindenbergFarias: Leonardo Boff, Adolfo Perez Ezquivel e Celso Amorim - 2018.   

Nota: As imagens aqui publicadas pertencem aos seus autores. Se alguém possui os direitos de uma delas e deseja que seja removida deste espaço, por favor deixe o seu comentário. 

BRASIL - AS ESPERANÇAS RENASCEM NO 1º DE MAIO

5 de maio de 2018

Após as celebrações do 1º de maio, realizadas pelos trabalhadores – que congregaram diferentes bandeiras sindicais, em várias capitais do país e especialmente em Curitiba – eleita, atualmente, a capital da democracia – as notícias e os registros digitais nos fazem lembrar uma outra festa unificadora de várias forças políticas, durante a campanha pelas Diretas Já, nos tempos de superação de um longa ditadura no país.

As comemoração do povo, no 1º de maio deste ano, me alentaram e, mais uma vez, me trouxeram um grande sentimento de gratidão à Vida. Movida por minha fé, agradeci a Maria de Nazaré - uma dona de casa muito especial, que na maturidade suportou a perda do seu filho, um andarilho conhecido como Jesus, o Nazareno. Ele se fez conhecer, e foi seguido, como o filho predileto de Deus. Era tão importante e incisivo o que Ele dizia, e o que fazia, na época, que, após a sua morte, o grande imperador Constantino decidiu dividir a marcação do tempo, inscrevendo a história ocidental em “antes de Cristo” e “depois de Cristo”. Constantino havia entendido que Jesus de Nazaré, filho de Maria e do  carpinteiro José, trouxera ao mundo uma poderosa revolução.

No correr dos séculos, cristãos e não cristãos se destacaram por suas ideias – conscientes ou não de serem seguidores Jesus. Um dos primeiros, e mais autênticos, foi Francisco de Assis, um jovem herdeiro de uma rica família medieval, nos longínquos 1200. Ele não hesitou de largar a sua riqueza e a garantia de um futuro nobre, para dedicar-se aos pobres da sua época, promovendo um ousado movimento religioso. Com o seu testemunho, clamava por mudanças na Igreja Católica e na prática de vida dos que queriam seguir a ideologia do Nazareno.


Esse Jesus de Nazaré é uma figura que ainda impressiona e move corações, depois de tantos séculos da sua passagem entre nós. 

Foi um homem fiel ao seu povo, e por isso perseguido pelos poderosos do seu tempo. No final da sua vida humana, não foi morar nas estrelas, como dizemos às crianças, quando os nossos mais queridos se vão. 

O Nazareno também não ficou “lá em cima”, como se diz, apontando o céu – aquele imenso espaço, perdido no horizonte, que nos manda a chuva, as trovoadas e os raios de sol, e se enfeita de luar e de estrelas brilhantes. 

Para muitos, que buscam ser fieis à Sua mensagem - feito Francisco de Assis e Francisco, o papa, e feito muitos Franciscos e Madalenas que lhe seguem  – Jesus de Nazaré continua vivo, e presente, nas diferentes latitudes do planeta. E não só os pobres, mas muitos ricos e pecadores o seguiram e lhe foram fiéis.

O mandatário de César, o Imperador do seu tempo, após decidir por sua crucificação - o castigo que se dava aos malfeitores da época – acreditava que, com essa decisão tão autoritária e precipitada, o faria calar. E pensava que, com o julgamento tendencioso e a crucificação do Nazareno, o povo iria esquecer os seus feitos, as suas palavras, a sua mensagem. No entanto, Jesus de Nazaré  continuou vivo, de uma forma espantosa, através do testemunho pessoal e coletivo dos que abraçaram a Sua mensagem.


Nesse 1º de maio de 2018, nós brasileiros o vimos, presente, na expressão de luta e Esperança dos trabalhadores que se juntaram – unindo todas as suas diferenças – para formar uma só voz, nos quatro cantos do país, em defesa da democracia brasileira. Uma luta que clama a igualdade de direitos e de justiça para todos. Que não exclui os ricos, nem os que têm grandes empresas e bons empregos. Alguns desses também foram vistos no meio da multidão de Curitiba e de outras capitais. As bandeiras sindicais brasileiras foram levantadas, de forma solidária, em várias capitais da América Latina e da Europa. 

Pode-se dizer que os ventos sopravam o caminho que o Nazareno havia mostrado: o da conciliação e da união, cujo princípio comum é a causa dos pobres e injustiçados: “quando dois ou mais estiverem unidos, em meu nome, (não só para festejar a paz e a alegria, mas para defender a causa dos irmãos perseguidos e injustiçados) Eu estarei com eles”.

Ele mesmo disse, que seriam seus seguidores aqueles que amassem o seu semelhante como a si mesmo. E frisou: Tudo o que fizeres ao menor dos irmãos, é a mim que estarás  fazendo.   

O que vimos em Curitiba, e em inúmeras cidades do Brasil e do mundo, é uma realidade palpável de luta e Esperança, nesses tempos conturbados do nosso país. O povo demonstrou que não deixará que se quebre a corrente pela luta por um Brasil democrático, justo, livre da sedução do poder.

Nesses tempos tenebrosos do Brasil, um dos representantes mais carismáticos dessa luta comum, é o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Quiseram calar a sua voz, e o aprisionaram feito um passarinho na gaiola, impedido de cantar. Mas as suas ideias e a sua mensagem se transformaram no gesto e na força da unidade dos trabalhadores brasileiros. 

Jamais esqueceremos a experiência anterior que tivemos - e que foi golpeada por um golpe anti-democrático - como um ensaio esperançoso de mudanças pacíficas, solidárias, conquistando pouco a pouco padrões de cidadania para os empobrecidos do nosso país. É por essa razão que o povo brasileiro resistirá, unido, e não silenciará. Porque já tivemos os primeiros ensaios de outro jeito novo de governar o país.

No editorial do 1º de maio, do site: www.vermelho.org.br, se afirma: 

"Foi a primeira vez, desde o fim da ditadura, em 1985, que as sete maiores centrais sindicais se uniram em torno de reivindicações específicas dos trabalhadores e de uma bandeira política de grande significado, a defesa da democracia, neste 1º de maio que foi 'fruto da maturidade política' dos trabalhadores, dos democratas e progressistas."

Cabe a nós, agora, encontrar modos de também participar dessa empreitada, com maior vigor. E buscar compreender os sinais dos tempos, no momento que vivemos. Essa não é uma causa partidária, nem de uma só bandeira sindical. Trata-se da causa da maioria dos brasileiros, cada vez mais distanciados dos direitos que haviam conquistado, e que lhes foram tirados.

Lembrei-me, agora, de um vídeo do Vaticano, registrando uma fala do papa Francisco. Perguntado por um jesuíta sobre o que ele achava da congregação assumir posições políticas públicas, o papa lhe respondeu, com firmeza, que não via como, nos dias de hoje, um cristão poder vivenciar o amor fraterno fora da política. E que era necessário sujar as mãos pela causa dos pobres. 


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Créditos das Imagens

1. A imagem de Jesus de Nazaré, é uma reprodução da figura do ator Joaquin Phoenix, no papel de Jesus, no recente filme "Madalena". 
2. A imagem de Lula após a celebração da missa, no dia da sua prisão, foi copiada do site: www.osul.com.br
2. As imagens das mobilizações do 1º de maio, no Brasil e no mundo, são reproduções dos sites www.vermelho.org.be e da revista CartaCapital. 

Nota: Todas as imagens, aqui publicadas, pertencem aos seus autores. Se alguém possui os direitos de uma delas e deseja que seja removida desse espaço, por favor entre em contato com: vrblog@hotmail.com




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