Vanise Rezende - clique para ver seu perfil

CANTIGAS E CANTORIAS

28 de maio de 2015

O meu prazer de versejar surgiu ainda na infância, quando me embebia da musicalidade das cantigas de minha mãe durante o seu dia a dia. Ela cantava sempre - cantigas de amor e de saudade, de alegria e devoção - enquanto enfrentava o cuidado com os sete filhos e os limites que a vida exigia das mulheres de então.  




Os que nascem em Custódia cultivam a inapagável memória dos dias lá vividos, marcados pela saudade da sua brisa e do seu calor, e acalentados pela lembrança do seu povo atencioso e criativo.


Meus versos têm suas raízes no chão teimoso da aridez da minha terra, e brota da escuta profunda da minha infância, alimentada pelos poetas cantadores que por ali passavam - especialistas em glosar versos e estrofes, com motes sertanejos de inigualável criatividade - na disputa e no gracejo da cantoria de improviso. 

Carrego a longínqua lembrança de cartas em versos, trocadas com o meu tio e poeta Hermes Pires de Brito, que me contava histórias memoráveis dos cantadores do Moxotó e do Pajeu. 


É assim que sigo a escrever livres cantares de paisagens e sentimentos - feito um lugar escurecido de onde se contempla o mais sentido e nunca dito, o tanto imaginado e ainda não vivido, e a beleza contemplada que se fincou na alma. Lembranças que têm raízes espraiadas  m pelo mundo afora. 

Resta sempre a tentativa de expressar a profunda saudade amorosa, dolorosa e prazerosa que se assenta - sem deixar mágoas - no chão poético de cada um de nós.

São cantigas de prazer e de alegria, de amor e bem-querer, de fé profunda num Deus que é Amor, mesmo quando a dor chega sem aviso, a doença aparece sem ser esperada, a compreensão do outro não é a que se precisa e - coisa estranha - a brandura da vida, a saúde, a alegria, parecem-nos quase incomodar, porque não é assim para todos.

Aqui, o meu convite à visitação da página POESIA ITINERANTE deste espaço,
que pode acordar os sentimentos, mas não vai doer... porque chegam feito poesia.


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Créditos das imagens:


Vista da Praça Padre Leão, de Custódia - fotografia de Paulo Peterson - 

www.custodiaterraquerida.com.br
Repentistas - www.blogs.diariodonordeste.com.br
Paisagem na Itália - arquivo do blog.

  
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RITRATTO DI DONNA

22 de maio de 2015

Un ritratto di una donna india e fiera mi ha fatto visitare i miei piensieri sulla vita delle donne di tutti i colori, credi e razze, negli hemisferi nord e sud. Sono andata ai miei archivi di ritratti di donne  -  delle espressioni di arte, poesia e bellezza - nel desiderio di fargli un omaggio.




Donna. Semplicemente donna: quella che ha bisogno di avere attenzione con i sentimenti e le parole, con il modo di vestirsi e di pensare, con la forma di guardare e di essere guardata. Attenzione alle cose che dicono quelli con chi vive: il marito, i genitori, i figli, la suocera, il genero e la nuora, gli amici ed amiche. 


Attenzione nell´esporsi, nel dire quel che pensa, nell´arrivare più a fondo nel pensare e - cosa certamente triste - attenzione a non riflettere sulla sua propria vita.  





Questa è l´attenzione  impaurita dei nostri tempi. Paura di conoscere che forse non si stia così tanto soddisfati con la vita che si stà a condurre, con i momenti piacevoli che neppure ci sono più, con il lavoro sempre uguale, chissà superficiale, con le relazioni reticenti, con la invidia, la sicurezza traballante, i sentimenti sospesi.


Paura di questo tempo difficile per gli affari e le istituzioni, impresari e gestori, collaboratori del governo e delle organizzazioni private. Un tempo che si pensa essere più addato ad ascoltare e non ad espressarsi, più conveniente di mostrarsi indiferente che di proporre e lottare.

Un tempo preso a caso, eppure tanto ambito! Non si ha  più tempo da leggere ne da visitare. Un tempo senza conversazioni profonde – lasciato sperdersi nei programmi novellistici della TV, nel Facebook incessante, nel non so cosa fare! Un tempo forse più difficile da viversi rispetto a prima.



La donna quando riflette più profondamente, quando si lascia immergersi, riesce a percepire quello che c´è sotto, nel suo più profondo e, così, il suo sepolto cosciente si presenti snudato e chiaro, così com´è.

Perchè quano la donna si permette di entrare in contatto con il suo proffondo - con quello che è proprio di sè - è capace di rinoscere chi sia lei stessa, e di dare nome al sentimento che la invade, al compromesso  che un giorno ha assunto con sè. Così riuscirà ad assumere il timone della sua propria storia, senza più confabulare contro se stessa, senza più distorcere la sua singolarità. 


Nelle mie divagazioni di oggi ho scritto una canzone/omaggio a tutte le donne luminose, divertente, amate e gracile, che sanno servire e combattere, fedele ai suoi ideali più profondi.
                                                    





Donna... Belleza.
Mistero denso. Intenso.
Delicata forza. Altezza.
Sapore di vita e grazia. 
Incenso.        
Complicità ed interezza.
Segreto inchiudato. 
Grave. Inesplicabile. Immenso.
Desiderio, amore, ternura
Ineguagliabili.
Donna intensa, immensa!
Donna... Umana creattura!









Crediti delle immagine:
India dell´Amazonas - Divulgação Avaaz - 2015
Tre ritratti di donna  - Quadri di Roberto Ploeg, pittore olandese stabilito a Recife, Brasile.                                                              (www. robertoploeg.com.br).

Lavoro sull´immagine di donna - divulgazione senza identificazione di autore.

Donna di  Mozambico - Fulgurante quadro del pittore portoghese José António do Vale Soares, nato em Lourenço Marques (atual Maputo / Moçambique), em 25/07/1927. Faleceu em Porto, em 20/05/1996)
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O SORRISO DA GRANDE MÃE

14 de maio de 2015



Conservo em meus arquivos um registro poético e deslumbrante de um texto de uma das minhas filhas - Carla Rezende de Araújo - que costuma cultivar a escuta e a escrita amorosa das coisas de dentro. Ela faz transbordar do coração o dom sensível da palavra, cantiga de ninar para homens e mulheres que amam viver. 

Aqui vai o registro da invenção de um sonho estupendo, todo seu. Quando, certo dia, ela se percebeu feito um toco de árvore seco e quebrado, sem folhas nem flores. Então, fechou os olhos e parecia-lhe penetrar  numa luminosa energia vibrante,que se movimentava em direção à terra.












Em sua silenciosa e doce visão, a energia cósmica começou a fluir para cima e para baixo, com muito mais força para baixo, em direção à terra. E foi banhando o mundo de luz, iluminando e transformando em vida velhas raízes que jaziam intactas e esquecidas debaixo da terra. 




À medida que a luz as tocava, as raízes cresciam para baixo e para os lados, atravessando as águas dos lençóis freáticos e encontrando outras raízes de árvores velhas, robustas e sábias com que se entrelaçavam. E a luz não parava de fluir... Cada vez mais forte, cada vez mais luzente e intensa.  



De mãos dadas embaixo da terra, as árvores velhas começavam a dançar entrelaçadas de luz, fazendo movimentos circulares pra lá e pra cá... Sorriam e dançavam e partilhavam energia. Houve então um ajuste, um movimento harmônico no fluxo de luz, pois algumas raízes entrelaçadas deram sinais de querer subir. E o fluxo de luz brilhou igualmente intenso, para cima e para baixo.



De repente, feito um doce milagre da vida, as raízes começaram a surgir do toco seco. Nele surgiam, tímidos, vários brotos verdinhos e brilhantes, que novamente foram inundando a terra de beleza, de cor, de esperança e de vida.

Foi quando a Grande-Mãe sorriu satisfeita e em paz, vislumbrando contente os frutos do seu trabalho...

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* Texto inspirado num sonho da minha filha, Carla Rezende de Araújo.


Crédito de Imagens - www.canstockphoto.com.br

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OS ARTiFÍCIOS DA CORRUPÇÃO

6 de maio de 2015

O jornalista e escritor Otávio Sitônio Pinto, não é um desconhecido: cidadão sertanejo, desses que não têm medo de por o dedo na ferida e nem de dar nome aos bois, foi um grande crítico do ex-presidente Collor e escreve, três vezes por semana - com calor e tino forte - no site: www.auniao.net.jpa.combr

Gostei de ver com que tranquilidade e conhecimento de causa ele desdenha da grande mídia buscando informar sobre como e por que o governo da presidente Dilma está ligado à divulgação do escândalo da Petrobrás. O título do seu artigo, em lugar de ser "Chave de Ouro", também poderia ser: 
OS  ARTIFÍCIOS 
   DA CORRUPÇÃO NO BRASIL

 Otávio Sitônio Pinto*

Dilma fechou com chave de ouro seu primeiro governo, e bem abriu o segundo com o desmonte do Escândalo da Petrobras. Há séculos que o País esperava uma iniciativa do executivo no sentido de sanear a administração brasileira. Era uma promessa de todos os candidatos à presidência. A campanha de Juarez Távora versus Juscelino Kubitschek trazia um cartaz de poste e parede - ilustrado com a cara de um homem atrás de grades - e a frase “os corruptos irão para a cadeia”. Jânio fez da vassoura o símbolo de sua campanha. Mas só Dilma materializou esse sonho, desmontando o cartel das empreiteiras no Escândalo do Petrolão.

Essa realidade passou despercebida na sua campanha, usada até contra ela. Mas   foi o ponto mais positivo de seu governo: a revelação do esquema de corrupção infiltrado na coisa pública nacional, tanto na administração quanto na política. O modus operandi dos carteis em conluio com os partidos de há muito era conhecido pela cidadania, mas ainda não tinha sido provado. O governo Dilma trouxe à tona os submarinos da máfia e botou os chefões na cadeia. Como o marechal Juarez prometia.

Entendo que Dilma não quis apresentar a Operação Lava Jato como obra de seu governo para não dar conotação política à ação da Polícia Federal, em plena campanha para presidente. Mas outra não pode ser a origem da Lava Jato, pois a Polícia Federal é um departamento do Estado brasileiro, subordinado ao Ministério da Justiça: portanto, um órgão da administração pública.

O governo Dilma pôs a nu o complô das empreiteiras, que patrocinam as eleições do legislativo e do executivo no Brasil, quando apostam nos candidatos com chance de vitória. Depois, esse investimento retorna às construtoras, na forma de licitações superfaturadas repartidas entre os membros do grupo. Outras empresas também participam desse esforço eleitoral, seguindo a mesma rotina, que tem por base a propina. Diz-se que o governo Collor caiu porque subiu demais o percentual cobrado às empresas.

A tão reclamada CPI das Empreiteiras, nunca realizada, enfim teve lugar – numa forma de plágio da Câmara dos Deputados, que reeditou a Lava Jato com roupagem parlamentar. Mas é difícil um processo isento por parte dessa CPI, pois a grande maioria das bancadas é bancada pelas empreiteiras investigadas, inclusive muitos dos membros da comissão.

Já foi dito que os governos do PT – Lula e Dilma – fizeram a maior inclusão social do planeta, resgatando a quase totalidade do proletariado para um lugar mais confortável na classe média. Essa realidade foi um dos cavalos de batalha de Dilma na sua recente campanha. Mas o saneamento promovido pela Operação Lava Jato ainda não foi explorado como ponto de venda de seu marketing político. A Lava Jato só foi possível com a promoção que a Polícia Federal ganhou desde o fim da ditadura militar. De polícia política do regime, a PF passou a ser a polícia do Poder Executivo, para os casos de maior monta e envergadura na paisagem do crime brasileiro.

A Lava Jato ainda não terminou. Falta-lhe apontar grandes nomes da corrupção, maiorais de megas empresas que transacionavam (ou transacionam) com a Petrobras. E com as outras empresas que constroem o Brasil, fazendo obras tão caras e que se desmancham nas primeiras chuvas. Falta, sobretudo, a presidente Dilma assumir o crédito da Operação Lava Jato, que só foi possível no seu governo saneador, dirigido pelo pulso forte da guerrilheira do Colina.





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*Otávio Sintônio Pinto escrevo terça, quinta e sábado no www.auniao.net.jpa.com.br

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Crédito Imagens:

Presidente Dilma - divulgação 

Fotos capa veja e desenho  - www.cartacapital.com.vr
Dilma jovem -  www.terrabrasilis.com.br
Foto Otávio Sitônio Pinto - www.auniao.net.jpa.com.br

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IL TEMPO REVERSIBILE

3 de maio de 2015


Il corso della vita non imbroglia il tempo e nemmeno le sue fase, ne segue il calendario fastidioso che sempre rimette all´Anno Nuovo ed al Carnevale, la Quaresma e la Pascoa, l´Inverno al Sud brasiliano, la Festa di San Giovanni al Nordeste ed il “Círio de Nazaré” allo stato del Pará...

L´imprevedibile viene senza consiglio e non segue l´orologio, nemmeno quello del cuore. Il vivere bisogna di sorprese ed i giorni non si ripetono anche se sembrano uguali: ci sono quelli da festeggiare, altri solo da attendere, quelli che scivolono nelle ore che non si sa bene come si sono andate, quelli che ritardono a passare e quelli che restano collati alla memoria, incorniciando in tutti i paesaggi il sentimento che c´è stato e che sempre rimane quale fu.

Basta una soave aria a tocarci il viso, la sensazione di una certa canzone, una pietra trovata sulla strada, una foglia che cade, un bottone che si appre in fiore, la fotografia dimenticata nel libro, un ricordo innavertito... E il tempo viene subito reinventato, si torna reversibile nella memoria dell´affetto, sistemandosi sull ´oggi come le robe del cuore.

E così c´è stato. Bastò darmi il tempo e la permissione per sentirmene partita... A prendere il latte alla mungitura con il cioccolato... A gioccare con altre bambine sulle vie della città... A sedermi per terra attorno alle castagne sulle brace... A sentire le storie spaventevole del mio nonno scherzoso... Ed a correre dietro i pagliacci con le gambe di legno... Mentre il mio babbo lavora scrivendo in grandissimi libri, con i registri di nascita e delle terre del luogo; e la mia mama segue nella musicalità della cucitrice, facendo vestiti per i sete figliogli. Chi non obedisce resterà nella stanzetta, senza il dolce di latte, né di cocco, né di manioca!

La cucina grande di forno a carvone con gli atrezzi di argila e di legno... La casa pulita... E le due Marie a pensare a tutto: Maria Grande al buon maggiare e l´altra Maria a prendere cura dei bambini, portandoli a passeggiare!

Il giorno della fiera la città in festa: i cavalli e gli asini smontati sotto gli alberi; nelle stuoia di paglia per terra, le bambole di stoffa, gli utensili di argilla, le fionde, le piccole palle in vetro, i vassoi con dolci di cocco, lecca-lecca e il zucchero filato. E la musica di Luiz Gonzaga suonata nella zabumba della città. I prodotti della terra riempivano la varanda portati dagli agricoltori per ringraziare i favori del mio padre:  angurie e mango, fagiolino manioca zucca e patate; anacardi e umbus, mazzi di banane ed una grande abbondanza ...


Abbondanza di gioia come ai giorni di Pascoa o di Natale! Le cure della mia madre come si durassero per tutta la vita! Il zelo del mio padre come se mai dovessero mancare!

Orologio - canstockphoto
Fiore - canstockphoto
Antica fiera del Sertão - www.dimusbahia.wordpress.com (Belle époche).

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O TEMPO AO REVERSO

1 de maio de 2015




O correr da vida não embroma o tempo nem as suas etapas, nem segue o calendário astucioso que sempre remarca o Ano Novo e o Carnaval, a Quaresma e a Páscoa, o Inverno do Sul, o São João Nordestino e o Círio de Nazaré no estado do Pará... 

O inesperado chega sem data marcada e não segue o relógio, nem mesmo o do coração. O viver carece de surpresas e os dias não se repetem por mais que pareçam iguais: há os que são de festejar, os que só têm a esperar, os que deslizam nas horas que não se sabe como se foram, os que demoram a passar, e os que ficam grudados na memória enquadrando na paisagem inteira o sentimento que vigeu e que entanto permanece inteiro. 

Basta uma brisa suave a nos tocar o rosto, o som descuidado de certa canção, uma carta relida ao acaso, uma folha a cair, a fotografia esquecida no livro, um botão que se abre em flor, qualquer descuido de uma doce lembrança... E o tempo é logo reinventado, chega correndo ao reverso na memória do afeto, instalando-se no agora feito coisa de feitiço. E assim foi... Bastou dar-me o tempo e a permissão e lá estou eu...  A  tomar leite ordenhado no copo com chocolate em pó... A brincar com outras crianças nas ruas da cidade... Acocorar-me no chão em torno do fogo, assando castanhas de caju... E ouvindo as histórias medonhas do meu avô brincante e saindo a correr atrás do palhaço de pernas de pau... 


A cozinha bem grande de forno a carvão, panelas de barro e colheres de pau...  E as duas Marias a cuidar: Maria Grande da cozinha e a outra Maria, para tomar sentido na meninada e levá-las a passear! Enquanto o meu pai trabalha escrevendo em livros enormes, com datas de nascimento e registros das terras do lugar; e a minha mãe me embala no murmulho da máquina de costura, fazendo roupas para os sete filhos. Quem não obedece vai ficar lá no quarto, sem doce de leite, nem cocada nem bolo de goma! 


Dia de feira, a cidade em festa: cavalos e jumentos apeados na rua; nas esteiras desenroladas pelo chão, bonecas de pano e panelinhas de barro, petecas e bolas de gude, bandejas de cocada, pirulito e algodão doce. E o baião de Luiz Gonzaga a rolar, tocado na zabumba cidade. Produtos da terra chegam na varanda, trazidos pelos agricultores, para agradecer os favores do meu pai: melancias e mangas,  feijão de corda, macaxeira, jerimum e inhame; cajus e umbus, bananas em cacho e muita fartura... 

Fartura de alegria feito dia de Páscoa ou de Natal! Os cuidados da minha mãe como se durassem a vida inteira! O zelo do pai como se jamais me fosse faltar! 

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Crédito Imagens:

Natureza - canstockphoto
Fogão de lenha - www.milebohr.blogspot.com
Antiga feira no Sertão - www.dimusbahia.wordpress.com).

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