Vanise Rezende - clique para ver seu perfil

BRASIL - DEMOCRACIA E VERTIGEM - O DOCUMENTÁRIO

13 de julho de 2019


Cada pedaço de 'Democracia em Vertigem' é um golpe no estômago,
que estremece o espectador. 

Várias obras já foram produzidas sobre o impeachment da ex-presidente Dilma e a Operação Lava Jato; no entanto, nenhuma delas tentou ir tão fundo na perfuração das camadas sobre as quais se construiu a trajetória recente do país.



O documentário “Democracia em Vertigem” não é para corações e mentes desavisados. Cada pedaço da narrativa é um golpe no estômago, flertando com a tessitura de uma tragédia shakespeariana.
Emociona e estremece o espectador como uma ficção do melhor cinema, mas sua matéria-prima e linguagem são forjados pela realidade mais bruta. O tempo voa, o ritmo é contagiante, levando a um estado de exaustão, dor e perplexidade frente à decomposição nacional.
Várias obras já foram produzidas sobre o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e a Operação Lava Jato. Nenhuma delas, no entanto, tentou ir tão fundo na perfuração das camadas sobre as quais se construiu a trajetória recente do país.
                                                                                                Manifestação de apoio ao ex-presidente Lula, antes da sua prisão

Democracia em Vertigem” é um libelo contra o desmoronamento de um sonho de liberdade e justiça, mas nenhum dos personagens, incluindo as vítimas centrais desse terremoto político, foi poupado pela documentarista. Suas cenas revelam o composto de mesquinhez, mediocridade e cobiça dos sujeitos que tramaram a derrubada de uma presidente legítima, sequestraram o sistema judicial e viraram a mesa para voltarem a imperar. Expõem igualmente possíveis erros e fragilidades das lideranças petistas que simbolizavam um novo mundo possível.
Petra Costa conduz seu trabalho a partir de uma opção corajosa como narradora. Deixa claro que tem lado na história, ao melhor estilo do documentarista holandês Joris Ivens e do chileno Patricio Guzmán. Os fatos são costurados a partir de olhares pessoais e experiências familiares, expectativas e frustrações, com honestidade à flor da pele.
Pais de esquerda, avô empreiteiro, a diretora escancara antecedentes. Seu depoimento, intenso e direto, vai fundindo imagens, entrevistas e resgates factuais. Voz mineira, despida de arrogância, conquista naturalmente a empatia dos espectadores.
Bem editado, com inéditas cenas de bastidores assinadas por Ricardo Stuckert, o documentário tem momentos estonteantes. Alguns desses se referem à vulnerabilidade do petismo frente à revolta previsível das famílias que mandam no dinheiro grosso.
Destaca-se a entrevista de Gilberto Carvalho, um dos mais próximos assessores de Lula, reconhecendo que o PT deixou-se sequestrar pelo velho sistema político, sem força e vontade para rompê-lo, abandonando o veio original da organização e mobilização do povo.
Também interessante é ouvir o ex-presidente Lula se arrependendo de ter postergado a regulação dos meios de comunicação. Coube à cineasta, enfim, levar ao grande público algumas das clamadas autocríticas petistas.
Lula e Dilma não são idealizados. Ao contrário, recebem críticas ácidas por várias de suas decisões. Certos diálogos e recortes indicam incríveis ilusões, quase ingênuas, anti-históricas, com o comprometimento democrático das oligarquias. Pode-se questionar o tratamento superficial a determinadas passagens. Faz parte. Sua pegada é a de um registro autoral e sintético sobre uma nação que subitamente se perdeu, quando o partido da casa grande decidiu expulsar do poder os inquilinos migrados da senzala.
Tudo fica mais triste e chocante quando tamanha regressão é condensada em pouco menos de duas horas. Esse retrato de uma ferida em carne viva provoca sofrimento, raiva e vergonha. Oxalá ajude a alimentar algum sentimento de revolta, sem o qual jamais os povos dão a volta por cima.

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Sobre o filme da cineasta Petra Costa, a redação de Opera Mundi nos traz as primeira reações positivas também fora do Brasil.
'Democracia em Vertigem' entra na lista do New York Times dos melhores filmes de 2019

Com avaliações positivas de diversos críticos de cinema internacionalmente, o longa de Petra Costa vem sendo cotado com um dos filme favoritos para o Oscar. 
                                        

O  documentário Democracia  em  Vertigem”, da diretora Petra Costa, apareceu entre os melhores filmes de 2019 até agora em lista elaborada pela editora de cinema do jornal norte-americano New York Times, Stephanie Goodman, publicada em 27/06.

Democracia em Vertigem” aparece entre as oito produções escolhidas por Goodman. Ao lado do longa de Petra Costa estão grandes produções como o “Rolling Thunder Revue”, documentário de Martin Scorcesse sobre turnê de Bod Dylan, e “Fora de Série”, dirigido por Olivia Wilde.


Com avaliações positivas de diversos críticos de cinema internacionalmente, “Democracia em Vertigem” já vem sendo cotado com um dos favoritos para o Oscar de melhor documentário. Em avaliação de A. O. Scott para o jornal norte-americano, destacada por Goodman, o longa é “uma crônica de traição cívica e abuso de poder e, também, de mágoa” sob uma visão “incrédula, indignada e auto-questionadora”.


Com avaliações positivas de diversos críticos de cinema internacionalmente, longa de Petra Costa vem sendo cotado para o Oscar – Foto Reprodução

Lançado mundialmente em 19 de junho deste ano Democracia e Vertigem, o documentário, emocionou diversos espectadores e gerou revolta de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, que atacaram a plataforma de streaming Netflix, onde o filme está hospedado. A trama narra os bastidores do golpe que derrubou a ex-presidente Dilma Rousseff, da prisão do ex-presidente Lula e da ascensão de Sérgio Moro e Jair Bolsonaro ao Planalto.
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Fonte do artigo: Redação Opera Mundi - São Paulo - 27.07.2019

https://operamundi.uol.com.br/cultura/59204/democracia-em-vertigem-entra-na-lista-do-new-york-times-dos-melhores-filmes-de-2019

Foto da cineasta Petra Cosa - reprodução.

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CARTA DO 1º CONGRESSO IGREJAS E COMUNIDADE LGBTI+

7 de julho de 2019

                                   Documento denuncia exemplos de exclusão e silenciamento contra LGBTI+                                                                   Foto de: Júlio César Silva - Divulgação Koinonia


O 1º Congresso entre pessoas de Igrejas e Comunidades LGBTI+ e de outras expressões de gênero – que foi anunciado neste espaço – foi realizado nos dias 19 a 23 de junho, na cidade de São Paulo. Os participantes produziram e divulgaram um documento – denominado CARTA DE SÃO PAULO – que reivindica um olhar dialogal mais atentivo, inclusivo e fraterno para questões não só atinentes ao campo das diferentes expressões da sexualidade humana, mas ainda às políticas públicas do país e às questões normativas e "exemplares" das Igrejas Cristãs.

Após quatro dias de diálogos, debates e apresentação de experiência foi emitido um expressivo documento que expõe “um sistema que tem produzido exclusões, apagamentos, sofrimentos, violências e mortes,” e afirma que as mortes de pessoas LGBTI+ e de outras expressões de gênero “no Brasil e na América Latina, estão atravessadas pela teologia cristã hegemônica.

Entre as graves denúncias da Carta, afirma-se que “muitas comunidades de fé, sobretudo entre as cristãs, tenham se tornado espaços de silenciamento, opressão, humilhação, exclusão e abuso espiritual, psíquico, econômico e sexual. Máximas como “Deus ama o pecador, mas odeia o pecado” e “macho e fêmea os criou” são frequentemente utilizadas para produzir medo, vergonha, culpa e silenciamento.” 

A Carta ainda chama a atenção para o fato de que as Comunidades LGBTI+ e outras expressões de gênero, assim como toda e qualquer pessoa, “têm direito a ser respeitadas, acolhidas, reconhecidas, e a participar plenamente da vida de fé de suas comunidades religiosas assumindo, inclusive, lugares de tomada de decisão e posições de ministérios, pastorais, liderança e protagonismo. Esse direito não é exclusivo de homens cisgênero [pessoa que se identifica com a sua constituição hormonal e genital de nascença] e de pessoas heterossexuais e brancas.

O documento é assinado por pessoas ligadas a 57 instituições religiosas, “não igrejeiras”, ateístas e participantes de organizações tais como o Movimento Negro, a CPT - Comissão Pastoral da Terra, a Pastoral da Juventude Rural, a Koinonia e outras. Veja abaixo a reportagem da CPT Nacional sobre o evento. 

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1º Congresso Igrejas e Comunidade LGBTI+ publica carta aberta à sociedade



Por: Mário Manzi - Assessoria de Comunicação da CPT Nacional
Realizado entre os dias 19 e 23 de junho na cidade de São Paulo, o 1º Congresso Igrejas e Comunidade LGBTI+ divulgou na quarta-feira, 26 de Junho, carta aberta à sociedade. O documento político traz como proposta a afirmação de “pessoas lésbicas, gays, bissexuais, assexuais, travestis, transexuais, não binárias, intersexo, queer e outras expressões de gênero” frente às religiosidades e comunidades de fé, além de denunciar experiências de exclusão contra essas pessoas. A carta foi elaborada durante o Congresso e minuciosamente avaliada coletivamente durante plenária, ao fim das mesas e oficinas. Leia abaixo a Carta na íntegra:
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                         CARTA DE SÃO PAULO
         1º Congresso Igrejas e Comunidade LGBTI+
Diálogos Ecumênicos para o Respeito à Diversidade


Nós, pessoas reunidas no 1º Congresso Igrejas e Comunidade LGBTI+, realizado na cidade de São Paulo, na Paróquia da Santíssima Trindade da Diocese Anglicana de São Paulo/IEAB, entre os dias 20 a 22 de junho de 2019, e coorganizado por Koinonia – Presença Ecumênica e Serviço, produzimos a seguinte Carta de São Paulo:
Afirmamos que pessoas lésbicas, gays, bissexuais, assexuais, travestis, transexuais, não binárias, intersexo, queer e outras expressões de gênero, assim como toda e qualquer pessoa têm direito de buscar a Deus, o sagrado, a espiritualidade, a fé, a verdade, o amor em qualquer espaço religioso, principalmente em suas tradições de origem. Esse direito não é exclusivo das pessoas cisgênero, heterossexuais e brancas.
Afirmamos que as pessoas lésbicas, gays, bissexuais, assexuais, travestis, transexuais, não binárias, intersexo, queer e outras expressões de gênero, assim como toda e qualquer pessoa, têm direito a ler, estudar, interpretar a Bíblia e outros textos sagrados e produzir teologia, em diálogo com suas comunidades, com sua história, com suas leituras de realidade, suas experiências de vida, fé, sofrimento, alegria e esperança. Esse direito não é exclusivo de homens cisgênero e de pessoas heterossexuais e brancas.
Afirmamos que as pessoas lésbicas, gays, bissexuais, assexuais, travestis, transexuais, não binárias, intersexo, queer e outras expressões de gênero, assim como toda e qualquer pessoa, têm direito a ser respeitadas, acolhidas, reconhecidas, e a participar plenamente da vida de fé de suas comunidades religiosas assumindo, inclusive, lugares de tomada de decisão e posições de ministérios, pastorais, liderança e protagonismo. Esse direito não é exclusivo de homens cisgênero e de pessoas heterossexuais e brancas.
Constatamos e lamentamos que muitas instituições têm sido cúmplices e que a linguagem religiosa tem sido apropriada para constituir, reproduzir e perpetuar o sistema cis-heteronormativo de controle dos corpos e subjetividades. Um sistema que tem produzido exclusões, apagamentos, sofrimentos, violências e mortes. As mortes de pessoas lésbicas, gays, bissexuais, assexuais, mas sobretudo de travestis, transexuais, pessoas não binárias, intersexo, queer e outras expressões de gênero, no Brasil e na América Latina, estão atravessadas pela teologia cristã hegemônica.
Lamentamos e denunciamos que muitas comunidades de fé, sobretudo entre as cristãs, tenham se tornado espaços de silenciamento, opressão, humilhação, exclusão e abuso espiritual, psíquico, econômico e sexual. Máximas como “Deus ama o pecador, mas odeia o pecado” e “macho e fêmea os criou” são frequentemente utilizadas para produzir medo, vergonha, culpa e silenciamento. Discursos e práticas como essas têm contribuído para produzir relações familiares violentas, sofrimento psíquico e, no limite, muitos casos de depressão e suicídio entre pessoas lésbicas, gays, bissexuais, assexuais, travestis, transexuais, não binárias, intersexo, queer e de outras expressões de gênero, especialmente negras, pobres e de territórios vulnerabilizados.
Lamentamos e denunciamos que, como estratégia para alcançar representatividade, muitas lideranças políticas e midiáticas do campo religioso, sobretudo entre cristãos, estejam se apropriando e instrumentalizando o imaginário e a linguagem religiosa e teológica para produzir e disseminar pânico moral, ressentimento, medo e ódio a partir de expressões como “ideologia de gênero” e reforço da “hombridade”. Esse modelo de atuação política, além de trair os próprios princípios éticos cristãos e de diversas religiões, tem produzido a fragmentação e a destruição de relações em muitas famílias e comunidades de fé. Também tem produzido um efeito perverso de negação de direitos fundamentais de proteção e de cidadania de diversas populações vulnerabilizadas e estigmatizadas. 
Uma das faces mais perversas desse problema tem sido a negligência diante de questões de saúde pública, tais como a prevenção e tratamento do HIV/aids e mortes evitáveis por abortamento inseguro, além de incentivo à busca por reorientação sexual e de reversão de cirurgias de redesignação sexual. Outro grave efeito tem sido a desarticulação de políticas públicas de educação voltadas para o combate à violência e à discriminação relacionadas a gênero e orientação sexual.
Lamentamos e denunciamos que a linguagem religiosa e teológica venha sendo instrumentalizada, especialmente entre cristãos, para justificar e promover o racismo religioso e a desumanização de populações negras, povos e comunidades tradicionais do campo, das águas e das florestas, moradores de periferias urbanas, camponeses, imigrantes, refugiados, mulheres, LGBTQIA+ e outros grupos vulnerabilizados. Essa desumanização tem sido a base para a necropolítica, materializada em processos de exclusão, invisibilização, miserabilização, violência e extermínio dessas populações. Uma das faces mais perversas desse problema tem sido os ataques violentos a comunidades tradicionais de matriz africana e indígena, igrejas inclusivas e outros templos e espaços religiosos não cristãos.
Lamentamos que muitas vezes lideranças religiosas que têm assumido compromissos com o acolhimento, o apoio pastoral e a defesa dos direitos das populações LGBTQIA+ e outras comunidades vulneráveis estejam sendo perseguidas, excluídas e/ou silenciadas em suas comunidades de fé e denominações religiosas de origem.
Vemos com alegria e esperança a existência e o surgimento de novas comunidades de fé que têm assumido a responsabilidade de acolher e de tornar-se espaços seguros para a celebração, a partilha e a vivência da fé de pessoas LGBTQIA+ e assumido compromissos no combate ao sexismo, às desigualdades de classe e ao racismo. Afirmamos a importância de valorizar, visibilizar e fortalecer a atuação dessas comunidades, bem como celebrar as gerações que nos antecederam na luta pelos direitos de LGBTQIA+ e abriram caminhos para que novas formas de luta e de acolhimento pudessem se tornar realidade.
Enfatizamos, todavia, que não é suficiente o mero acolhimento formal das pessoas LGBTQIA+. É necessário desenvolver comunidades seguras, que não reproduzam modelos de exclusão, invisibilização, silenciamento, abuso e violência espiritual, simbólica, psicológica, sexual, econômica e física e que criem condições para a cura e a reconciliação diante desses processos.
A luta pela inclusão e reconhecimento das pessoas LGBTQIA+ contra o modelo religioso cis-heteronormativo, classista, racista e misógino não é uma necessidade e um tema que diz respeito somente às pessoas LGBTQIA+ e de populações vulneráveis. É uma luta que diz respeito a todas as pessoas de fé e é um elemento central da mensagem cristã e diversas outras religiões: a reconciliação das pessoas com Deus/sagrado, consigo mesmas, com seus corpos, com as outras pessoas e com a realidade. A homolesbifobia é um problema das pessoas heterossexuais; a transfobia é um problema das pessoas cisgênero; o sexismo é um problema dos homens; a injustiça social é um problema dos ricos e o racismo é problema das pessoas brancas.
É necessário, especialmente entre as pessoas cristãs, recuperar a mensagem do Evangelho de Jesus Cristo do amor radical e transformador; confrontar os modelos religiosos do legalismo e da exploração da culpa, do ressentimento, do medo e do ódio. O caminho a ser seguido passa necessariamente pelo desafio de desenvolver novos modelos de vivência comunitária da fé, baseados na esperança, na amizade, na criatividade, na beleza e na busca pela construção de uma nova realidade a partir do horizonte do amor, paz, solidariedade e justiça.
Oramos para que o sopro renovador do Espírito Santo e a força da fé inspirem e restaurem o nosso tempo. Convidamos todas as pessoas que partilham desse sonho a participar da construção dessa realidade!
Esta carta foi construída por pessoas presentes ao Congresso e que se identificaram a partir das seguintes tradições, denominações e afiliações religiosas e não religiosas, que não necessariamente representam o pensamento oficial de cada uma das instituições:
Aids Healthcare Foundation – AHF Brasil
Aliança de Batistas do Brasil
Anglicanxs – Catedral Anglicana da Santíssima Trindade – PoA/RS
Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT)
Associação Hikari
Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA)
Caminho da Graça
Catedral Anglicana do Bom Samaritano-Diocese Anglicana do Recife
Católicas pelo Direitos de Decidir-CDD
Centro de Estudos Bíblicos- CEBI
Centro de Estudos Anglicanos- CEA
Centro Espírita Kardecista
Comissão LGBT do MST
Comissão Pastoral da Terra- CPT
Comunidade Anglicana Redenção – Diocese Anglicana no Brasil
Comunidade Cristã Nova Esperança- CCNE da Vila Mariana
Comunidade de Vida Cristã do Brasil – CVX Brasil
Comunidades Tradicionais de Religião de Matriz Africana - Ilê Axé Omó Nanã; Ilê Asé Iyalode Oyó; RENAFRO-SP
Diversidade Católica – Rio de Janeiro; Campinas; São Paulo
Evangélicas pela Igualdade de Gênero – EIG
Evangelicxs pela Diversidade
Fé, Família, Igualdade – A Mesa-Redonda Latinx
Féministas
Força Tarefa Jovens Lideranças
Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito
Grupo de Ação Pastoral da Diversidade (GAPD)
Igreja Adventista do Sétimo Dia
Igreja Batista
Igreja Batista do Caminho
Igreja Betesda
Igreja Católica Apostólica Romana-ICAR
Igreja Episcopal Anglicana do Brasil- IEAB
Igreja Evangélica
Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil-IECLB
Igreja Metodista do Brasil-IMB
Igreja Metodista Unida
Igreja Pentecostal
Igreja Presbiteriana do Brasil-IPB
Igrejas da Comunidade Metropolitana – ICM Brasil
Instituto Brasileiro de Transmasculinidades (IBRAT)
Koinonia – Presença Ecumênica e Serviço
Mães pela Diversidade
Missão One Heart for Healing
Movimento dos Atingidos por Barragens - MAB
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST
Movimento Negro Evangélico de Pernambuco
Movimento Pastoral LGBT “Marielle Franco” – MOPA
Paróquia da Santíssima Trindade-Diocese Anglicana de São Paulo
Pastoral da Juventude Rural
Pessoas “desigrejadas”
Pessoas sem religião
Raiwbow Sangha
Rede Ecumênica da Juventude – REJU
Rede Nacional de Grupos Católicos LGBT
Scottish Episcopal Church
The Episcopal Church - USA
UMForward
We Are Church – São Paulo

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Imagem de: Julio Cesar Silva - divulgada na publicação original.

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PAPA FRANCISCO REZA PELOS QUE ADMINISTRAM A JUSTIÇA NO MUNDO

5 de julho de 2019


Na intenção de oração de julho, o Papa Francisco pede orações “para os que administram a justiça em todo o mundo.”




A cada mês o Papa Francisco emite uma vídeo-mensagem, com a sua intenção de oração, que é quase sempre uma palavra do Papa sobre questões  que afetam comunidades cristãs pelo mundo afora, ou situações que violam os  direitos humanos, povos que passam por graves problemas de fome, de guerra e outras carências que afetam a humanidade, especialmente os mais pobres.

Na quinta-feira 04/07/2019, o vídeo-mensagem do Papa Francisco aos cristãos, para o mês de julho corrente, é um pedido de orações pelos que administram a justiça em todo o mundo, (...) a fim de que possam trabalhar com integridade e respeitar a dignidade humana”.

As palavras do latino-americano Francisco, o Papa, cabem come uma roupa feita sob medida, para a situação do Brasil.  O Papa - que muito bem conhece a nossa situação - parece estar enviando uma mensagem direta aos que administram a Justiça, no Brasil, nas diferentes instituições de governança pública e da Justiça Social – atingindo o Sr. Presidente, despreocupado com o destino do país em derrocada, ao seu ignóbil Ministro da antiética, do imbróglio e da perseguição de inocentes em proveito da politicagem de seus pares, com recebimento de favores em benefício próprio... com chamuscadas no Congresso Nacional, no Superior Tribunal Federal,  e por aí afora. Sem mais dizer sobre a ausência de decisões coerentes dos coletivos da Justiça que calam, prorrogam, negociam, contradizem a legislação, e fazem vista grossa contra uma Nação empobrecida e desesperançada, vítima do desemprego, do desmanche da saúde e da educação, em todos os níveis e condições – são sempre essas as primeiras vítimas diretas desse vergonhoso desmantelo, como os povos indígenas, os jovens e negros, as pessoas que abraçam a homossexualidade, as mulheres violentadas por inúmeras expressões do machismo e das milícias violentas, os sem terra e os sem teto.

Cidade do Vaticano

No vídeo-mensagem que foi amplamente divulgado pelas redes-sociais, no Brasil, o Papa Francisco exorta os cristãos a “rezar pelos magistrados, juízes e advogados que administram a justiça em todo o mundo, a fim de que possam trabalhar com integridade e respeitar a dignidade humana, sem interesses pessoais egoístas ou agendas ocultas, num contexto de transparência e imparcialidade”.

Essa é a intenção de oração do Papa Francisco para o mês de julho de 2019, divulgada no Boletim Informativo do Vaticano, com o vídeo do Papa. A sua não foi uma mensagem dirigida a um ex-juiz brasileiro, em particular – como ouvi um comentarista do YouTube divulgar, por um grave equívoco de controle da informação. Embora, a mensagem lhe serviria muito bem em termos pessoais e políticos, se fôssemos ingênuos de pensar que o que diz o Papa Francisco pudesse lhe interessar, a não que fosse para se vangloriar.  


Os leitores deste blog nos países da África, América Latina, América do Norte, Europa e Ásia poderão ouvir a voz do Papa no vídeo, com tradução em vários idiomas (ver “Localizador” no final do texto).

Segue a tradução escrita, em português, da íntegra da fala do Papa, no vídeo-mensagem de 04/07/2019:

Dos juízes dependem decisões que influenciam os direitos e os bens das pessoas. Sua independência deve ajudá-los a serem isentos de favoritismos e de pressões que podem contaminar as decisões que devam tomar. Os juízes devem seguir o exemplo de Jesus, que nunca negocia a verdade. Rezemos para que todos aqueles que administram a justiça, operem com integridade, e para que a injustiça que atravessa o mundo não tenha a última palavra”.

No Boletim Informativo do Vaticano - Vaticannews, que divulga o vídeo - encontra-se o seguinte comentário, com respectivas traduções:

 “A integridade da justiça
é uma das vítimas da corrupção” 

“O fenômeno maligno da corrupção da justiça é um obstáculo para as pessoas e nações que vivem em paz e prosperidade. Cria rachaduras no tecido social.

De acordo com a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, a integridade da justiça é uma das vítimas mais significativas do flagelo da corrupção. Além disso, a corrupção da justiça afeta fortemente os mais pobres, pois fomenta a desigualdade.

Quando o meio social é afetado pela pobreza, fome e sofrimento, aqueles cuja profissão é defender e garantir a justiça tornam-se indispensáveis, a fim de trabalharem para impedir que essas condições criem o que o Papa Francisco chama de “terreno fértil para a ilegalidade”. Só o valor fundamental da justiça pode garantir o funcionamento correto da vida pública.

Para o Papa Francisco, a justiça não pode ser apenas um “traje extra” ou um disfarce que só são usados para ir às festas. É por isso que ele nos pede para rezar especialmente, neste mês de julho, para que os responsáveis por transmitir a justiça realizem seu trabalho com integridade”.

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Créditos das Imagens:

2. Papa Francisco na XXXIII Jornada Mundial da Juventude, em Assis, na Itália - divulgação de: www.dcl.org.br




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