Vanise Rezende - clique para ver seu perfil

POESIA ITINERANTE

29 de março de 2015

A Poesia faz parte da vida de cada um de nós - ainda que não nos reconheçamos poetas - porque a vida está enredada de poesia. Ela nasce e renasce em cada um de nós, desde quando uma semente nascente se afaga do afeto que a levou a brotar no chão materno, e vinga acarinhada da presença do pai ou da sua lembrança, banhada de uma doce saudade. 

A Poesia escorre por versos e reversos, em rimas cadentes, cantigas, fotos  e desenhos carregados da ilusão de explicar a sensação do viver e do morrer, do amor e do desamor, do grito e do canto profundo da alma no esplendor de uma alegre paisagem que, mais tarde, poderá ser um ocaso resvalando para a noite... E no outro dia explode, feito uma aurora madrugada, num azul rasgado de luz. 

Porque poesia é expressão de vida sempre, mesmo quando ao escrevê-la se tateia à procura do sentimento que mais se aproxime do seu sentido profundo. Quisera!... Que verbo poderia refletir o inefável pensar, exprimir a sensação do amor, dizer a indizível dor? Quem jamais poderia exaurir o poço inaudito do sentimento humano?

Mesmo assim, guardamos os rabiscos dos fragmentos poéticos que cantam - alegres ou dolentes - os sussurros da nossa vida. E quando teimamos em continuar a rabiscar - após os arroubos iniciais do tempo adolescente - não seria, no dizer do escritor e poeta uruguaio Eduardo Galeano, senão "para juntar os nossos pedacinhos?"

Decidi, agora, publicar as expressões poéticas que venho ajuntando pela vida, que registram tempos vividos ou inventados pela sensibilidade mulher com que vivenciei sonhos e percepções da vida, ora imersa na doce brisa que afaga, ora acalentada de chuviscos e larvas de sol ou cambaleante nas ventanias atordoada pelo trovejar da dor.  

Alguns rabiscos de poesia já foram postados no Espaço Poese. Agora os reuni todos na Página: POESIA ITINERANTE, num volume digital de quatro capítulos: 

1. AURORAS;
2. SENSAÇÕES; 
3. DECLINAÇÕES DO AMOR; 
4. CANTIGAS.
  
Assim, será possível desvendar as veredas luminosas e sombrias do meu versejar itinerante.

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Créditos Imagens:

1. Mulher e Pássaro - Arte de Corbiniano - Fotografia da exposição do autor - Recife -2014


2. Porto de Mônaco - quadro de Anita Mafalti - anitamafalti.com.br


Nota: As imagens publicadas neste blog - aqui creditadas - pertencem aos seus autores (inclusive aquelas dos arquivos do próprio blog). Se alguém possui os direitos de uma dessas imagans e deseja que e deseja removida deste espaço, por favor entre em contato com: vrblog@hotmail.com


LEONARDO BOFF ENCONTRA JOSÉ MUJICA

23 de março de 2015


No dia 17 de março - 2015, Leonardo Boff teve a oportunidade de visitar o ex-presidente do Uruguai, José Mujica, em sua chácara, nos arredores da cidade. Seguem abaixo as impressões de Leornardo Boff, postadas em seu blog.
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Encontramos uma pessoa que vendo-a e ouvindo-a somos imediatamente remetidos a figuras clássicas do passado, como Leon Tolstoi, Maathma Gandhi, Chico Mendes e até com Francisco de Assis. Aí estava ele com sua camisa suada e rasgada pelo trabalho no campo, com uma calça de esporte muito usada e sandálias rudes, deixando ver uns pés empoeirados como quem vem da faina da terra. 

Vive numa casa humilde e ao lado, o velho fusca que não anda mais que 70 km a hora. Já lhe ofereceram um  milhão de dólares por ele; rejeitou a oferta por respeito ao velho carro que diariamente o levava ao palácio presidencial e por consideração do amigo que lho havia dado de presente.

Rejeita que o considerem pobre. Diz: “não sou pobre, porque tenho tudo o que preciso para viver; pobre não é não ter; é estar fora da comunidade; e eu não estou”. Pertenceu à resistência à ditadura militar. Viveu na prisão por treze anos e por um bom tempo dentro de um poço, coisa que lhe deixou sequelas até os dias de hoje. Mas nunca fala disso, nem mostra o mínimo ressentimento. Comenta que a vida lhe fez passar por muitas situações difíceis; mas todas eram boas para lhe dar sábias lições e por e fazê-lo crescer.

Conversamos por mais de uma hora e meia. Começamos com a situação do Brasil e, em geral da América Latina. Mostrou-se muito solidário com Dilma especialmente em sua determinação de cobrar investigação rigorosa e punição adequada aos corruptos e corruptores do caso penoso da Petrobrás. Não deixou de assinalar que há uma política orquestrada a partir dos Estados Unidos de desestabilizar governos que tentam realizar um projeto autônomo de país. Isso está ocorrendo no Norte da Africa e pode estar em curso tambem na América Latina e no Brasil. Sempre em articulação com os setores mais abastados e poderosos de dentro do país que temem mudanças sociais que lhes podem ameaçar os privilégios históricos.


Mas a grande conversa foi sobre a situação do sistema- vida e do sistema-Terra. Ai me dei conta do horizonte vasto de sua visão de mundo. Enfatizava que a questão axial hoje não reside na preocupação pelo Uruguai, seu pais, nem por nosso continente latino-americano, mas pelo destino de nosso planeta e do futuro de nossa civilização. Dizia, entre meditativo e preocupado, que talvez tenhamos que assistir a grandes catástrofes até que os chefes de Estado se deem conta da gravidade de nossa situação como espécie e tomar medidas salvadoras. Caso contrário, vamos ao encontro de uma tragédia ecológico-social inimaginável.

O triste, comentava Mujica, é perceber que entre os chefes de Estado, especialmente, das grandes potências econômicas, não se verifica nenhuma preocupação em criar um gestão plural e global do planeta Terra, já que os problemas são planetários. Cada país prefere defender seus direitos particulares, sem dar-se conta das ameaças gerais que pesam sobre a totalidade de nosso destino.

Mas o ponto alto da conversação, sobre o qual pretendo voltar, foi sobre a urgência de criarmos uma cultura alternativa à dominante, à cultura do capital. De pouco vale, sublinhava, trocarmos de modo de produção, de distribuição e de consumo se ainda mantemos os hábitos e “valores” vividos e proclamados pela cultura do capital. Esta aprisionou toda a humanidade com a ideia de que precisamos crescer de forma ilimitada e de buscar um bem estar material sem fim. Esta cultura opõe ricos e pobres. E induz os pobres a buscarem ser como os ricos. Agiliza todos os meios para que se façam consumidores. Quanto mais são inseridos no consumo mais demandas fazem, porque o desejo induzido é ilimitado e nunca sacia o ser humano. A pretensa felicidade prometida se esvai numa grande insatisfação e vazio existencial.

A cultura do capital, acentuava Mujica, não pode nos dar felicidade, porque nos ocupa totalmente, na ânsia de acumular e de crescer, não nos deixando tempo de vida para simplesmente viver, celebrar a convivência com outros e nos sentir inseridos na natureza. Essa cultura é anti-vida e anti-natureza, devastada pela voracidade produtivista e consumista. 

Importa viver o que pensamos, caso contrário, pensamos como vivemos: a espiral infernal do consumo incessante. Impõe-se a simplicidade voluntária, a sobriedade compartida e a comunhão com as pessoas e com toda a realidade. É difícil, constatava Mujica, construir as bases para esta cultura humanitária e amiga da vida. Mas temos que começar por nós mesmos.


Eu comentei: “O Sr. nos oferece um vivo exemplo de que isso é possível e está no âmbito das virtualidades humanas”. No final, abraçando-nos fortemente, lhe comentei:”digo com sinceridade e com humildade: vejo que há duas pessoas no mundo que me inspiram e me dão esperança: o Papa Francisco e Pepe Mujica”. Nada disse. Olhou-me profundamente e vi que seus olhos se emudeceram de emoção. 

Sai do encontro como quem viveu um choque existencial benfazejo: me confirmou naquilo que com tantos outros pensamos e procuramos viver. E agradeci a Deus por nos ter dado um pessoa com tanto carisma, tanta simplicidade, tanta inteireza e tanta irradiação de vida e de amor.


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Créditos Imagens:

1. Imagem Mujica com a mulher - www.diarioregistrado.com
2. Mujica no seu fusca azul - www.veja.abril.com.br
3. Mujica na chácara - www.pragmatismopolitico.com.br
4. Mujica com Dilma - www2.planalto.gov.br
5. Papa Francisco - www.noticias.terra.com.br

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UMBUZEIRO - A ÁRVORE SAGRADA DO SERTÃO

21 de março de 2015





Trago  a  este  espaço  uma descrição da imagem que escolhi como a marca significante que me deve lembrar, dia após dia, o sentido da vida: o umbuzeiro da caatinga sertaneja. Imagem que também me fala da presença carinhosa de minha mãe, quando nos levava, ainda crianças, a caçar umbu nos sítios de Tabira, no alto Pajeú. O umbuzeiro ainda me reporta às qualidades do povo sertanejo que - como escreveu Euclides da Cunha - é “antes de tudo, um forte”... 


No seu livro, "Os Sertões", o autor descreve o umbuzeiro como a árvore sagrada do sertão”. Seu nome científico é: Spondias tuberosa. Seu fruto é conhecido como umbu, nome de origem tupi-guarani - “ymbu” - cujo significado é: árvore que dá de beber. Trata-se de uma referência à suas características que – como os baobás africanos que armazenam água no seu tronco – o umbuzeiro faz reserva de água em suas raízes: uma característica de sobrevivência durante os longos longos períodos de estiagem na Caatinga



O tronco do umbuzeiro é baixo, e sua copa se abre ampla, em forma de guarda-chuva, o que lhe dá uma característica similar à da mangueira: um espaço assombreado e repousante, que oferece abrigo aos passantes, em momentos de intenso calor. Suas flores são  perfumadas, e as abelhas que se alimentam do seu néctar, produzem um excelente mel.








Como a maioria das plantas na Caatingao umbuzeiro perde todas as suas folhas nos períodos de grande estiagem, e volta a florescer assim que começam as primeiras chuvas. Aqui ao lado, uma dura paisagem sertaneja com, ao fundo, o exuberante rio São Francisco.





O umbuzeiro é minha árvore irmã, aquela que eu escolheria para repousar meu corpo ou minhas cinzas, no final da vida – para misturar-me à seiva de suas úmidas raízes, e através dele viver a dessedentar o meu povo na aridez de um leito sertão. 


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Fonte de informações:  www.cerratinga.org.br/umbu

Créditos das imagens:
1. Umbuzeiro – a árvore do umbu -Foto: DoDesign-s
2. Umbu, frutos -Foto: DoDesign-sFlores do umbuzeiro - www.rociliooribeiro.blogspot.com.br/2011_img.Umbuzeiro seco às margens do São Francisco, na estiagem - blog Espaço Poese - 1998 

Nota - As imagens publicadas neste blog pertencem aos seus autores, e estão devidamente creditadas, inclusive as que pertencem ao próprio blog. Se  você possui os direitos de uma dessas imagens e deseja que ela seja removida deste espaço, procure entrar em contato com vrblog@hotmail.com





EM BUSCA DO PRÓPRIO SONHO

16 de março de 2015

A insônia me fez ruminar ideias sobre as pessoas que um dia percebem o quanto ainda há que "endireitar" em suas vidas. 

Observo que há os que chegam a avaliar que - apesar das oportunidades surgidas - ainda não se veem em seu rumo de chegada, e desconhecem a sua meta final. 

Em suas mãos resta o mapa esmaecido dos caminhos percorridos e dos encantos desfeitos - como diante de uma chuva inesperada que apaga o sol amanhecido, deixando as poças d´água a encharcar os passos indecisos. 

É possível que essas pessoas tenham embocado num processo de isolamento, cujo sintoma é a incapacidade de lidar com os próprios sentimentos ou de partilhá-los com os amigos: a insatisfação, os medos, as suas percepções essenciais não partilhadas com aqueles em quem confiam - quiçá para não incomodá-los. As ocasiões de conversar com outras pessoas, nas saídas de lazer ou em momentos de comemoração, são deixadas de lado. Deixa-se à margem as oportunidades de criar pontes, de receber apoio, de poder exercitar o afeto e experimentar a incondicionalidade da amizade.

Alguns chegam mesmo a desconfiar das atenções recebidas e ficam a se perguntar por que... Em troca de que... se estou de mãos vazias, empobrecido de tudo o que nutre a vida e o amor? Há os que desconfiam até quando alguém põe em relevo suas qualidades profissionais, como se fosse um engodo, sem levar em conta o grande esforço realizado para chegar ao que já foi conquistado. 

O que parece, é que na história de algumas pessoas ainda restam resquícios do romantismo adolescente que, se antes gerava atitudes de conquista e prazer, agora inibe a amplidão do sonho e a abertura para o exercício do amor. Pois que o Evangelho nos fala que a medida do amor ao outro é gerada pela medida do cuidado e do amor por si mesmo: "Ama ao teu próximo como a ti mesmo". A filosofia Ubuntu, de alguns povos africanos, também põe em relevo essa visão, quando afirma: "Sou na medida em que você é."

Lamentavelmente, muitos ainda resvalam na ilusória "necessidade" de se isolar, de evitar a troca e o diálogo, em  atitude de rudeza consigo mesmo.  Bom seria que, em algum momento, tentasse fazer um diagnóstico desse vírus adquirido, desse aprendizado ao revés, que leva a lugar nenhum senão à solidão. 

É também muito importante aprender a precisar do outro, e não só a doar-se sempre. Buscar ajuda para que seus caminhos sejam mais ensolarados, mesmo que a chuva continue a anuviar algumas paisagens. 

Sair à procura de ideias e experiências aquecidas pelo convívio com pessoas que sabem acolher e escutar, ao pé da lareira da intimidade, e da troca, enquanto pode até estar a chover lá fora ou, quem sabe, no próprio quintal... 


Para aqueles que já aprenderam a superar essa armadilha, fica a lembrança de que é importante olhar com atenção ao seu redor: há muitas pessoas que estão apenas precisando de um gesto de atenção, de uma escuta despretensiosa, da leveza do apoio fraterno. Sem esquecer que o outro precisa apenas ser ouvido. Será ele a encontrar como ajustar o próprio passo à sua necessidade. Cada um é chamado a aprender a contemplar sua paisagem e a descobrir, por ele próprio, as veredas por onde quer chegar em busca de seu sonho. 


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Crédito das imagens: canstockphoto.com.br



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PALAVRA E VIDA

7 de março de 2015

Recentemente conversei com um amigo especial, superando a imensa distância das águas do Atlântico com a tecnologia do Skype. A ciência gentilmente ao serviço da amizade, da troca de notícias, enquanto gesticulamos diante da tela do computador.  

Nossa conversa parecia continuar o último encontro que tivemos, em 2013, quando ele nos visitou. Falamos da vida, das pessoas com quem convivemos e dos amigos com os quais ainda mantemos relações, embora estejamos espalhados pelas cidades do mundo. Lembramos do período em que, ainda jovens, participamos de projetos comuns, quando se iniciava a divulgação do Movimento dos Focolares no Brasil. Não nos queixamos do tempo que passou, e ele ainda continua a estimular a minha fidelidade aos princípios e ao testemunho que Chiara Lubich legou ao mundo.  

Trata-se de Marco Tecilla, o primeiro jovem que, ao conhecer Chiara Lubich e a primeira comunidade dos focolares, saiu em busca de outros rapazes que, como ele, sentissem a vocação de viver no seguimento do carisma da unidade. Então, Marco era um operário das vias férreas, na região norte da Itália. 



No site focolares.org.br encontra-se um registro da vida de Marco Tecilla, contada por ele mesmo, no final do ano passado, na Itália, diante de centenas de pessoas que representavam comunidades locais do movimento, em mais de cinquenta países. Abaixo, um resumo da sua história, para os que ainda não a conhecem: 


Em dezembro de 1945, na cidade de Trento, ao norte da Itália, vivia-se tempos de guerra. Chiara Lubich - que ficara na cidade para acompanhar o núcleo nascente dos focolares - percebera que na pequena comunidade surgira no entorno, havia pessoas com grandes restrições econômicas. Explicava-se, eram tempos de guerra. Mas, para Chiara era um fato intolerável. Sabíamos - conta Marco - que nos primeiros tempos das comunidades cristãs, "tudo era colocado em comum, e entre eles não havia necessitados".



E continua: Chiara nos falou da comunhão de bens e nos lançou um desafio - não se tratava de vender tudo o que se possuía para cuidar da comunidade. Sugeria que cada um doasse tudo aquilo de que pudesse se privar, sem causar dano a si mesmo nem à família. Levávamos à comunidade o que percebíamos ser, para nós, mais do que o suficiente. Assim, juntava-se peças de vestuário, víveres e, principalmente, dinheiro. Todos se comprometiam a contribuir com uma quantia fixa mensal. As doações eram recebidas com discrição, não se conhecia o doador nem a quantia doada. Tudo significava comunhão. "E que a mão esquerda não saiba o que faz a mão direita". 

Nosso intento era conseguir que todos, entre nós, tivessem o suficiente para viver. Com esse empenho mensal conseguimos, no início, criar uma grande cooperação entre trinta famílias. 
Neste processo, o entendimento do suficiente passava pelo crivo da nossa visão de mundo, e do nosso compromisso fraterno com os que integravam a comunidade. Não havia críticas ou controle quanto às atitudes de cada um a este respeito.

Chiara cuidava para que aquela célula nascente do movimento contribuísse, de forma sólida e profunda, para o desenvolvimento humano daquelas pessoas e, especialmente, para o aprendizado diário dos valores do Evangelho. Não se tratava, no momento, de aprofundar. O que se queria era  aprender a manter uma atenção contínua para a vida em unidade.

Como se fazia? Escolhia-se um trecho do Novo Testamento - que ainda hoje chamamos "Palavra de Vida" -  e se procurava viver a sua mensagem por um determinado período.  A Palavra de Vida se insere na atividade do nosso dia-a- dia, e nos ajuda a realizar o ajuste da nossa conduta à cultura do Evangelho, na relação com os outros em casa, no trabalho e entre nós.   



A primeira comunidade do Movimento dos Focolares se expandiu em novos núcleos, nas cidades e nos países em que aquela semente fazia brotar novas experiência de vida cimentada nos valores do Evangelho. 

O ideal de Chiara Lubich continuou a suscitar diferenciadas atitudes de solidariedade fraterna, de reciprocidade e de justiça social, como ainda hoje entre pessoas cristãs e não cristãs que, sinceramente, escolhem os valores e a prática de vida que o seu testemunho legou à humanidade.  



Em 1958 Marco Tecilla chegou ao Brasil - com Lia Brunet e Ada Ungaro (ambas italianas), para visitar o continente sul-americano e realizar os primeiros contatos. O intuito era fazer surgir novas células de vida para que - a partir do ano seguinte - fossem constituídas comunidades focolarinas em toda a América Latina. Para isto tiveram o apoio incontestável do Padre Luís Carlos Araújo que acompanhara de perto um núcleo de pessoas interessadas de aprofundar o seu conhecimento e seu compromisso com a espiritualidade de Chiara Lubich.


Em 1962 Marco Tecilla e Ginetta Calliari chegaram para apoiar a comunidade nascente, estabelecendo-se no Recife. Com eles, vieram Rino e xxx, Fiore Ungaro, Marisa Cerini e Violeta Santoro, todos focolarinas e focolarinos italianos, verdadeiros desbravadores na fundação de novas comunidades focolarinas em todo o país. Hoje, se constata que dezenas brasileiras e brasileiros estão disseminados em todo o mundo, inclusive na  atual coordenação do movimento, em Roma.   

Voltando à conversa com Marco Tecilla,  no Skype, ao se despedir ele reiterou a importância de não se relaxar na atenção à vida no momento presente. Recomendou-me manter a troca de experiências com os amigos dessa grande família e não deixar esvair-se a alegria que se nutre do amor recíproco e fraterno. Impressionou-me a sua escuta e o seu cuidado atencioso e fraterno. 

Dos primeiros "apóstolos" do Movimento dos Focolares, na América Latina, Marco é um dos poucos que ainda está entre nós. É, ainda, um dos poucos representantes, ainda vivo, de todos aqueles que, como ele, deixaram a sua marca e os frutos do carisma de Chiara Lubich nas terras latino-americanas.  

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Créditos imagens: Movimento dos Focolares.org.br - divulgação.



Nota: As imagens publicadas neste blog - aqui creditadas - pertencem aos seus autores (inclusive aquelas dos arquivos do próprio blog). Se alguém possui os direitos de uma dessas imagens e deseja que ela seja removida deste espaço, por favor entre em contato com: vrblog@hotmail.com











PAROLA DI VITA

Giorni fa ho parlato con un´amico speciale, superando la immensa  distanza  delle  acque dell´Atlantico con la tecnologia dello Skype. La scienza gentilmente al servizio dell´amicizia, dallo scambio di notizie, mentre gesticuliamo davanti allo schermo del computer.  

La conversazione sembrava continuare il nostro ultimo incontro, nel 2013, quando lui ci ha visitato. Abbiamo parlato sulle persone com cui conviviamo e sugli amici con cui manteniamo relazioni, anche se viviamo sparsi per le città del mondo. Abbiamo ricordato il periodo in cui, ancora giovani, partecipiamo di progetti comuni, quando si è iniziata la divulgazione del Movimento dei Focolari in Brasile. Non ci siamo lamentati del tempo che è passato, e lui ancora continua a stimolare la mia fidelità ai principi ed alla testimonianza che Chiara Lubich ha legato al mondo.  


Si tratta di Marco Tecilla, il primo ragazzo che, dopo conoscere Chiara ed il primo focolare,  è uscito in ricerca di altri giovani, in modo che potessero vivere in comunità nel seguimento del carisma della unità. All´epoca Marco era um operaio delle vie ferree al nord Italia. Ha vissuto con dedicazione permanente a quello ideale di vita fino ad oggi.


Sul site focolares.org.br s´incontra un registro della vita di Marco Tecilla, raccontata da lui stesso alla fine dell´anno scorso, in Italia, davanti a centinaie di persone rappresentanti dalle comunità locali in più di cinquanta paesi. Qui sotto, un riassunto della sua storia per quelli che ancora non la conoscono. 


Nel dicembre del 1945, nella città di Trento, al Nord Italia, si viveva i tempi di guerra. Chiara Lubich – che è rimasta in città per seguire il nucleo nacente dei focolari –  ha visto che nella piccola comunità del suo intorno c´erano delle persone sotto grandi restrizioni economiche. Un fatto per lei intolerabile. Sapevamo – racconta Marco – che nei primi tempi dalle comunità cristiane, "tutto era messo in comune, e fra di loro non c´erano necessitati”.


E continua: Chiara ci ha parlato della comunione dei beni e ci ha lanciato una sfida. Non si trattava di vendere tutto quello che si aveva per dividere con la comunità; suggeriva che ognuno donasse tutto quello di cui si poteva privare, senza causare danni a si proprio e neppure alla famiglia. Portavamo alla comunità quello che sentivamo essere più che il sufficiente: abbigliamenti, forniture e soprattuto dei soldi. Tutti s´impegnavano a contribuire con un valore fisso mensile, ed era mantenuta la discrizione su il donatore ed il valore donato. Lo scopo era arrivare a che tutti, fra noi, avessimo il sufficiente da vivere. Con il nostro impegno mensile, all´inizio siamo riusciti ad aiutare trenta famiglie circa. In questo modo il sufficiente passava dal crivo della nostra visione di mondo, e del nostro obbligo fraterno con quelli che vivevano nella comunità.


Chiara era impegnata perchè quella cellula nascente del movimento potessi contribuire, di forma solida e profonda, con lo svolgimento umano di quelle persone e, in modo speciale, con l´apprendistato diario dei vallori del Vangelo. Non si tratava di una formazione academica, ma dell´attenzione continua per la vita in unità: si sceglieva un tratto del Nuovo Testamento – che ancora oggi chiamiamo “Parola di Vita” – in modo da viverlo durante un determinato periodo. Così, la Parola di Vita s´inserisce  nel nostro quotidiano, per aiutarci a compiere l´adattamento della nostra condotta alla cultura del Vangelo, nelle relazioni con gli altri a casa, nel lavoro e fra noi.


La storia della prima comunità del Movimento dei Focolari si è diffusa in diversi nuclei nati nelle città e nei paesi in cui quel seme ha fatto sorgere delle altre comunità. Il carisma di Chiara Lubich ha continuato a sucitare nuovi atteggiamenti di solidarietà fraterna, di reciprocità e di giustizia sociale, come ancora oggi fra quelli che, sinceramente, hanno scelto i valori e la pratica di vita che il suo testimone ha legato alla umanità. 


Nel 1958 Marco è arrivato in Brasile – con Lia Brunet e Ada Ungaro (anche loro italiane), per visitarei il continente sudamericano, aprendo frontiere perchè – 
un´anno dopo – fossero costituite comunità focolarine nell´America Latina. 


Così, ripensando alla vita di Marco – specialmente nel periodo della sua attuazione in Brasile, assieme a Ginetta Cagliare, entrambi pionieri dell´ideale di Chiara in quel paese – mi sono accorta di cui tra i primi "apostoli" del Movimento dei Focolari in America Latina, Marco è uno dei pochi che ancora è fra noi. In apprile prossimo farà 89 anos! 


Vorrei proporre qui – ai membri dei focolari del Brasile e del mondo – che nel suo compleanno possiamo fargli arrivare un segno, da parte nostra, di una significattiva gratittudine – a lui che ora sarebbe uno dei pochi rappresentanti vivi di tutti quelli che lasciarono la scia del carisma di Chiara e tanti frutti dell´unità fraterna costruita nelle terre latinoamericane. 






















UN NUOVO SPAZIO POESE

6 de março de 2015

Patecipando alle comemorazioni del giorno della Donna, nella domenica 8 marzo, lo SPAZIO POESE si vestirà di novità portando inovazioni non solo al suo visuale, ma nel processo di ricerca dei temi qui portati, dal gennaio 2014.

All´inizio del blog ho citato una frase dell´antropologa brasiliana Amparo Caridade: 

“É sempre incompleta e povera la scritta. La parola è solo un mezzo di comunicare quello che c´è nell´anima, e ci manca nei momenti speciali. Non sempre mi è stato facile scrivere, anche se trovo molto piacevole farlo. Forse è bene che sia così. Del resto, come potevammo scrivere di nuovo sul vivere, sull´amare, sul sentire, il volere, il desiderare, il godere?”.

Oggi vorrei fare una citazione di Eduardo Galeano, scrittore uruguaio considerato una rilevante espressione del giornalismo critico e della letteratura contemporanea dell´America Latina, il cui linguaggio poetico, pregno di storia 
d´amore e di vita, rifflete la serietà del suo impegno attivo, personale e sociale con l´umanità:

Perchè scriviamo, se non per radunare i nostri pezzetini?

Galeano ricorda i pescatori delle coste colombiane, che inventarono la parola sentirpensatore per definire il linguaggio che dice la verità. Sarà con questo intento che pure noi desideriamo innovare anche nel contenuto, in ricerca di testimoni che portino, a questo spazio, la parola sul nostro cotidiano vivere.

Nel suo nuovo disegno si troveranno “parole chiave” che faciliteranno la ricerca nello archivio del blog. Speriamo che questo processo diventi uno strumento più utile per i visitatori.

Sarà che possibile aver acesso all´archivio delle immagine pubblicate nel blog. Sugerisco, però, che si qualcuno avrà bisogno di usarle, per favore abbia 
l´attenzione di citare i crediti rifferiti.

Continuarà aperta la possibilità di fare dei commentari sui temi di cui si vorrà approfondire la discussione. Così, ogni tema postato potrà essere arricchito di suggerimenti oppure di critiche che saranno sempre benvenute.

Un´altra novità – per ora solo in portoghese – è la creazione di tre Pagine che tratteranno di argomenti più specifici:

    a)  Memorie Viaggianti – note su viaggi realizzati;
    b) Appunti di Pianeggiamento – con idee pratiche per realizzare proggetti         di vita e di lavoro;
    c) Longevità – uno spazio da postare esperienze di persone longeve.

Torneremo a pubblicare la versione di alcuni testi del blog nello idioma italiano e già da ora vi preghiamo di scusarci gli errori nella scritta di questo bellissimo idioma! Chissà, più tarde, saranno pubblicati testi anche in spanholo, in ricerca di creare un ponte con i paesi sul-americani e di altre regioni di lengua spanhola.

Il nuovo visuale del blog ancora facilita la possibilità di inviare un testo agli amici del Google+ e del facebook.

Qui sotto vi appresentiamo una mappa delle visualizzazioni già fatte a questo blog fino adesso. Desideriamo ai nostri visitatori - che, in un certo modo, ci legano a diverse parti del mondo - che facciano buon profitto dei cambiamenti realizzati.

Mappa delle visualizzazioni dello Spazio Poese 


Entrate
Visualizazzioni
Brasile
1892
Stati Uniti
1554
Italia
285
China
132
Germania
132
India
97
Francia
68
Polonia
58
Ucrania
48
Russia
47

Observação: Il sistema di controllo degli acessi al blog non registra indicatori individuali nella sommatoria periodica.  Però,  nei registri diari ci sono delle indicazioni di acessi anche di una sola persona da un determinato paesi come, per esempio: Canada, Danimarca, Irlanda, Indonesia,  Inghilterra, Mozambico,  Paesi Bassi, Peru, Portogallo  e  Venezuela.



Immagine: archivio del blog


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