Vanise Rezende - clique para ver seu perfil

POESIA ITINERANTE

29 de março de 2015

A Poesia faz parte da vida de cada um de nós - ainda que não nos reconheçamos poetas - porque a vida está enredada de poesia. Ela nasce e renasce em cada um de nós, desde quando uma semente nascente se afaga do afeto que a levou a brotar no chão materno, e vinga acarinhada da presença do pai ou da sua lembrança, banhada de uma doce saudade. 

A Poesia escorre por versos e reversos, em rimas cadentes, cantigas, fotos  e desenhos carregados da ilusão de explicar a sensação do viver e do morrer, do amor e do desamor, do grito e do canto profundo da alma no esplendor de uma alegre paisagem que, mais tarde, poderá ser um ocaso resvalando para a noite... E no outro dia explode, feito uma aurora madrugada, num azul rasgado de luz. 

Porque poesia é expressão de vida sempre, mesmo quando ao escrevê-la se tateia à procura do sentimento que mais se aproxime do seu sentido profundo. Quisera!... Que verbo poderia refletir o inefável pensar, exprimir a sensação do amor, dizer a indizível dor? Quem jamais poderia exaurir o poço inaudito do sentimento humano?

Mesmo assim, guardamos os rabiscos dos fragmentos poéticos que cantam - alegres ou dolentes - os sussurros da nossa vida. E quando teimamos em continuar a rabiscar - após os arroubos iniciais do tempo adolescente - não seria, no dizer do escritor e poeta uruguaio Eduardo Galeano, senão "para juntar os nossos pedacinhos?"

Decidi, agora, publicar as expressões poéticas que venho ajuntando pela vida, que registram tempos vividos ou inventados pela sensibilidade mulher com que vivenciei sonhos e percepções da vida, ora imersa na doce brisa que afaga, ora acalentada de chuviscos e larvas de sol ou cambaleante nas ventanias atordoada pelo trovejar da dor.  

Alguns  desses versos já foram postados no Espaço Poese. Agora os reuni todos na Página: POESIA ITINERANTE, num volume digital de quatro capítulos: 
1. AURORAS;
2. SENSAÇÕES; 
3. DECLINAÇÕES DO AMOR; 
4. CANTIGAS.
  
Assim, será possível desvendar as veredas luminosas ou sombrias do meu versejar itinerante.

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Créditos Imagens:

1. Mulher e Pássaro - Arte de Corbiniano - Fotografia da exposição do autor - Recife -2014

2. Porto de Mônaco - quadro de Anita Mafalti - anitamafalti.com.br


Nota: As imagens publicadas neste blog - aqui creditadas - pertencem aos seus autores (inclusive aquelas dos arquivos do próprio blog). Se alguém possui os direitos de uma dessas imagans e deseja que e deseja removida deste espaço, por favor entre em contato com: vrblog@hotmail.com


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