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HISTÓRIA DE NATAL DE ONTEM PARA O BRASIL HOJE

24 de dezembro de 2018


Neste Natal, publico uma mensagem diferente, como diferentes são os tempos que nos convidam a pensar em um amor ativo, delicado, cuidadoso, para além das nossas possibilidades. O importante é fazer chegar o nosso gesto fraterno a quem mais precisar de fraterna acolhida, de proteção, de justiça social, de inclusão e de respeito à nossa individualidade e às nossas diferenças. 

São as diferenças que favorecem o exercício de sermos mais amáveis, e  tornam o meu amor único, inigualável, indispensável. A carta, aqui publicada, faz parte do livro "Quando eu voltei foi uma surpresa", que alguns leitores devem conhecer. Mas, a sua releitura - nesses dias de celebrações - fará a diferença. Especialmente se pensamos quem foi e quem ainda representa - na história política e literária do Brasil - o escritor Joel Rufino dos Santos.

Boas e sinceras reflexões neste Natal!

O texto das imagens está digitado abaixo. 
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Fonte dos textos e imagens : reprodução.
Fonte da Biografia: http://joelrufinodossantos.com.br/paginas/biografia.asp

Alguns títulos do Autor:




 


 



BIOGRAFIA DE JOEL RUFINO DOS SANTOS

Filho de pernambucanos, Joel nasceu no dia 19 de julho de 1941 em Cascadura, subúrbio carioca. Desde criança se encantava com as histórias que a sua avó Maria lhe contava e as passagens da Bíblia que ouvia. Junto com os gibis, que lia escondido de sua mãe, esse foi o tripé da paixão literária do futuro fazedor de histórias. Seu pai também teve um papel nessa formação, presenteando-o com livros que Joel guardava em um caixote.
     Ainda jovem, mudou-se com a família para o bairro da Glória e pouco depois entrou para o curso de História da antiga Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil, onde começou a sua carreira de professor, dando aula no cursinho pré-vestibular do grêmio da Faculdade.
     Convidado pelo historiador Nelson Werneck Sodré para ser seu assistente no Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), lá conviveu com grandes pensadores, e foi um dos coautores da História Nova do Brasil, um marco da historiografia brasileira.
     Com o golpe de 1964, Joel, por sua militância política, precisou sair do Brasil, asilando-se na Bolívia, depois no Chile. Com o exílio, não só interrompeu a sua vida acadêmica, como também não participou do nascimento do seu primeiro filho, que se chama Nelson em homenagem ao mestre e amigo.
    Voltando ao Brasil, viveu semi-clandestino, e foi preso 3 vezes. Na última, cumpriu pena no Presídio do Hipódromo (1972-1974). As cartas, muitas, que escreveu para Nelson, foram, mais tarde, publicadas no livro “Quando eu voltei, tive uma surpresa”, que recebeu, da FNLIJ, o Prêmio Orígenes Lessa - O melhor do ano (2000) para jovens leitores.
     Com a aprovação da Lei da Anistia, foi re-integrado ao Ministério da Educação e convidado a dar aulas na graduação da Faculdade de Letras e posteriormente na pós-graduação da Escola de Comunicação, UFRJ. Obteve, da Universidade, os títulos de “Notório Saber e Alta Qualificação em História” e “Doutor em Comunicação e Cultura”.  Recebeu também, do Ministério da Cultura, a comenda da Ordem do Rio Branco, por seu trabalho pela cultura brasileira.
     Como escritor, Joel é plural. Escreveu inúmeros livros para crianças, jovens e adultos. Ficção e não ficção. Ensaios, artigos, participação em coletâneas. Recebeu, como autor de livros para crianças e jovens, vários prêmios, tendo sido duas vezes finalista do Prêmio Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura infanto-juvenil. Já como romancista recebeu, do Pen Clube do Brasil, em 2014, o Prêmio Literário Nacional na categoria "Narrativas".
     Joel é casado coma psicóloga Teresa Garbayo dos Santos, Nelson e Juliana são os seus filhos. Eduardo, Raphael, Isabel e Victoria, os netos queridos. Joel Rufino dos Santos faleceu em 4 de setembro de 2015, por complicações decorrentes de uma cirurgia cardíaca.
     Mas Joel continua vivo no coração e na memória de todos que com ele conviveram, ou o conheceram através da leitura de seus livros, e reconhecem o valor de uma vida marcada pela luta por justiça social, pelo fim dos preconceitos e pela defesa da cultura popular brasileira.
     Sua última função pública foi no Tribunal de Justiça, onde exerceu, de forma inovadora, a função de Diretor Geral de Comunicação, estabelecendo pontes entre o Tribunal e a sociedade civil.  Provocou debates, encenou o ‘Desenforcamento de Tiradentes’ e promoveu um ‘baile charme’ em que o povo pobre e negro foi convidado a comparecer não como réu, mas como criador de beleza, como pensador.  
Quer saber mais sobre o Joel? Ele também foi:
§  Coordenador, no ISER, do programa "Quanto vale uma criança negra"
§  Diretor do Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro.
§  Presidente da Fundação Cultural Palmares (MINC).
§  Membro do Conselho de Cultura da Secretaria estadual de Cultura –
§  Superintendente de Cultura da Secretaria estadual de Cultura
§  Subsecretário estadual de Defesa e Promoção das Populações Negras
§  Subsecretário da Secretaria estadual de Justiça e Direitos Humanos.
§  Diretor de Comunicação Social do Tribunal de Justiça e também do Tribunal   Regional do Trabalho
§  Representante do Brasil no Comitê Científico Internacional da UNESCO para o Programa "Rota dos Escravos"
§  Consultor brasileiro do Programa Escolas Associadas, da UNESCO.
§  Membro da Comissão de Comunicação Institucional do Tribunal de Justiça.
§  Membro do Conselho Estadual de Tombamento do Rio de Janeiro
§  Consultor Especial do Minc para o Programa Centenário da Abolição
§  Membro do Comitê Internacional da Diáspora Negra, Washington DC 









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