Vanise Rezende - clique para ver seu perfil

MEDO DA FELICIDADE

06 janeiro, 2015


Um olhar profissional qualificado, e a experiência de dezenas de anos de carreira, podem significar -  aos que desejam sustentar o passo inicial de 2015, ou iniciá-lo agora  -  um empurrãozinho de animação e coragem. Assim, aqui vai a palavra do psicoterapeuta e psiquiatra Flávio Gikovate, já muito conhecido, para quem ainda não teve acesso a essa entrevista publicada na UOL Mulher - Comportamento.


Todos têm medo da felicidade, diz psiquiatra Flávio Gikovate 35
Por: Heloísa Noronha - UOL - São Paulo
11/12/2014

Com mais de 45 anos de carreira, o psiquiatra e psicoterapeuta Flávio  Gikovate de São Paulo (SP), já atendeu mais de 9.000 pacientes. Esse número, segundo ele, se estende a 20.000, se forem contabilizados os ouvintes que têm suas dúvidas respondidas no programa "No Divã do Gikovate", que vai ao ar aos domingos, às 21h, na rádio CBN.

Essa experiência lhe rendeu a convicção de que todo mundo teme a felicidade e costuma sabotá-la. Autor de mais de 30 livros, Gikovate lançou, recentemente, "Mudar – Caminhos para a Transformação Verdadeira" (MG Editores), no qual aborda a dificuldade de abandonar hábitos – entre os quais aqueles que nos impedem de alcançar objetivos – e a importância do autoconhecimento para mudar atitudes e pensamentos. Em entrevista ao UOL Comportamento, o psiquiatra esmiúça os mecanismos do medo, que paralisa as conquistas, e fala como é possível modificar o modo de agir.

UOL: Você costuma dizer que todo mundo tem medo da felicidade. Por que uma estimativa tão alta?

Flávio Gikovate: Porque esse medo tem relação com o que nos aconteceu no ato de nascer, pelo qual todos passamos: estávamos em harmonia no útero, uma espécie de "paraíso", e dali fomos expulsos na hora do parto. Assim, nascer é uma transição para pior, pois passamos a estar expostos a dores, a sensações de desamparo. Parece que se forma um tipo de condicionamento: sempre que estamos próximos de um estado de harmonia e felicidade, tememos o risco de uma nova ruptura, agora a da morte ou da perda de pessoas amadas. Parece que o risco de tragédia aumenta quando estamos próximos da felicidade, o que não é fato, mas é como sentimos. Aliás, todo pensamento supersticioso tem a ver com isso: quando estamos bem, batemos na madeira para afastar os maus fluidos. Assim, o medo da felicidade é, de fato, o medo de perder a felicidade e o que temos de melhor, como se esse risco aumentasse à medida que nos aproximamos da harmonia.

UOL: O medo tem a ver com o receio da mudança e a dificuldade em abandonar hábitos antigos? Isso significa que somos comodistas por natureza?

Gikovate: Podemos ter medo de mudanças, mas isso não está relacionado apenas com o medo da felicidade. Abandonar hábitos antigos quase sempre implica a perda de um padrão de comportamento que também nos traz algum alívio para a ansiedade ou depressão. Mesmo os mais inesperados, como automutilação, parecem ter a ver com a redução da ansiedade. Quem rói as unhas, por exemplo, sabe muito bem que esse ato funciona como ansiolítico. Não somos comodistas por natureza, mas temos medo do sofrimento e nos afastamos dos hábitos, compulsões e vícios que tanto nos confortam quando as perdas passam a ser maiores do que os ganhos. Talvez sejamos "matemáticos" por natureza.


UOL: Podemos dizer que o medo provoca uma espécie de autossabotagem? 

Gikovate: Sabotamos a nós mesmos quando chegamos perto de atingir nossos desejos. Um bom exemplo é o do emagrecimento: quando o regime alimentar é bem-sucedido e a pessoa está chegando à silhueta desejada, surge uma tendência forte para que ela relaxe e volte a comer demais, recuperando o peso perdido. A autossabotagem faz parte do medo do sucesso, que é uma das versões do mesmo medo da felicidade. Quando as coisas vão bem, sentimos medo em vez de gratidão.

UOL: Ao longo da vida ficamos mais medrosos? Ao alcançarmos objetivos, o medo se torna mais presente? Por exemplo: medo de morrer depois de ter filhos ou de voar de avião depois de agendar a viagem dos sonhos.

Gikovate: Não é que vamos ficando com mais medo. Ficamos mais próximos da felicidade que sonhamos e, aí, temos a sensação que ela atrai uma tragédia iminente. Temos a impressão de que o avião cai com mais facilidade quando vamos fazer a viagem dos sonhos do que quando estamos indo para um evento triste: um funeral, por exemplo. E isso não é verdadeiro. Porém, é como sentimos em função do reflexo condicionado que se estabeleceu a partir do "trauma do nascimento", expressão que é o título de um livro do psicanalista austríaco Otto Rank (1884-1939).

UOL: O medo também tem a ver com crenças limitadoras? Quais?

Gikovate: O medo é parte dos processos instintivos relacionados com a autopreservação, com os cuidados que devemos ter para nos defendermos de perigos reais. No passado, animais perigosos; no presente, ser atropelado, por exemplo. Acontece que, pela via dos reflexos condicionados e em decorrência de determinadas vivências traumáticas, desenvolvemos medos de situações que não são tão perigosas, como é o caso do avião. Chamamos isso de "fobias": medo daquilo que não deveria, em condições normais, nos assustar. Medo de leão é medo justo; medo de barata é fobia. Nosso psiquismo é extraordinário e nos ajuda em muitos aspectos, porém, pode nos perturbar.

UOL: O medo de errar é um dos piores medos?

Gikovate: Sim. É muito ruim porque acovarda a pessoa e a impede de experimentar o que é novo. O risco de erro está presente em todo experimento, mas ele corresponde ao mesmo caminho que nos leva a acertar, a avançar e progredir. Aprendemos com os erros e com os acertos. Quem não arrisca, fica estagnado. A boa tolerância a frustrações e contrariedades, a chamada boa resiliência, é condição fundamental para o crescimento pessoal, profissional, sentimental e moral de todos nós.


UOL: Falar que os outros colocam olho gordo nas nossas conquistas é uma maneira de, se as coisas derem errado, atribuir a culpa a terceiros?

Gikovate: É um processo de projeção: atribuímos a outra pessoa uma parte da nossa própria subjetividade. Temos, dentro de nós, forças construtivas e destrutivas. Essas últimas se ativam mais quando estamos muito felizes. É fato, também, que a felicidade pode incomodar a um bom número de pessoas que, por comparação, se sentirão por baixo, revoltadas com a hostilidade sutil típica da inveja. Porém, penso que os atos destrutivos que costumamos praticar são da nossa própria autoria e existiriam da mesma forma se não houvesse a inveja. E como ela coexiste com nossos bons momentos, podemos, facilmente, atribuir a ela um processo que nos pertence.

UOL: Para mudar hábitos e a si mesmo, o que é mais importante? Foco, disciplina ou não se abater pelas recaídas?

Gikovate: Tudo é importante e muito difícil. É preciso foco, disciplina e boa tolerância aos fracassos. Muitas pessoas não têm essa tolerância. Para elas, mudar é ainda mais difícil. É preciso se empenhar e conhecer o melhor possível a si mesmo, seus sentimentos e emoções, mesmo os nobres, e como funciona sua mente. Convém que saibamos quais os nossos pontos fracos e quais são nossos dons maiores. Depois de tudo, saber muito bem o que se quer mudar, para onde mudar. Aí, se faz um plano, um projeto e, o mais importante: temos que tratar de executá-lo. As mudanças só acontecem quando abandonamos a teoria e partimos para a ação. Ninguém se cura do medo de avião em um consultório; nele se conversa sobre porque ele surgiu e como enfrentá-lo. Mas a pessoa terá que entrar no avião, sofrer os medos correspondentes e, aos poucos, ir se livrando desse tipo de condicionamento psíquico nocivo. Tudo tem que acontecer aos poucos, com firmeza e paciência, porque esses processos podem durar mais do que gostaríamos. É muito raro que uma pessoa consiga mudar de um dia para o outro.



UOL: Todo mundo é capaz de mudar?

Gikovate: Quase todo mundo. Existem algumas pessoas por demais intolerantes a sofrimento e dor que não conseguem nem se imaginar em situações em que terão de enfrentar adversidades. Essas não mudam.

UOL: Como criar filhos mais corajosos para a vida? O que os pais devem evitar para que as crianças não sejam ou se tornem medrosas?

Gikovate: A intensidade do medo é, segundo acredito, um atributo inato, variável de pessoa para pessoa. Os pais têm que ajudar as crianças a desenvolver a coragem, ou seja, a força racional necessária para que os medos irracionais sejam enfrentados. Isso se consegue em parte pelo exemplo e, em parte, estimulando as crianças a vivenciarem dificuldades, dores, adversidades inerentes à nossa condição. Nada de superprotegê-las, pois isso as enfraquece. Todos têm de aprender a lidar com docilidade, com as contrariedades e frustrações próprias da vida. Isso é mais fácil para os que já nascem mais condescendentes, e é mais difícil para os mais revoltados. Porém, todos têm de chegar lá, pois a vida não irá poupar uma pessoa apenas porque ela blasfema e grita quando contrariada.

----------------------------------------

Créditos Imagens:

1. Flávio Gilovate - www.planetasustentavel.abril.com.br/notícias
2. Desespero o.s.t. 40x30cm - Pintura de Roberto Ploeg, 2013.
3. O Camponês - Tela de Anita Mafaltti - www.obrasdeanitamafaltti
4. Criança mergulhando - acervo fotográfico privado.


Nota: As imagens publicadas neste blog pertencem aos seus autores. Se alguém possui os direitos de uma dessas imagens e deseja que ela seja removida deste espaço, por favor entre em contato com: vrblog@hotmail.com

PROPÓSITOS DE ANO NOVO

02 janeiro, 2015




Quem já refletiu sobre o ano que se foi, e se prometeu recomeçar com atitudes mais alvissareiras, mas, quiçá por que, não começa a modificar-se agora, revestindo de novo um tempo interior que aponta no horizonte da vida?

Quem já não decidiu mil vezes endireitar as veredas de sua vida e aplainar sua paisagem encrespada e rude, a contrastar quase sempre com tudo o que está a sonhar agora?

Quem já não quis ser diferente de si mesmo, mais alegre e ousado, mais solto e participativo, mais confiante e disponível, mais aberto e colaborativo?      

Quem já não lembrou, um dia, momentos de amor vividos entregue à sensação de alegria e dor, ao mesmo tempo, de plenitude e de vazio, de uma presença inteira e. às vezes, de uma dolorosa percepção de solitude?                                                                      

Quem já não sonhou uma amizade que fosse para sempre, sem que o amigo não vivesse tão distante, e sem que a vida não os separasse por alguma necessidade ou dissabor?

Quem já não provou a dor imensa da perda daqueles que se foram antes de si?

Quem já não desejou amar e ser amado e, no entanto, fica assim, imóvel, rastejando na vida, sem pensar que o amor só acontece quando se começa a amar?


Quem já não pensou em tantas coisas positivas a construir em sua vida, e, então, vê-se impelido a mudar algo nos seus relacionamentos, por lembrar  que  “no amor, o que vale é amar”? 

Quem já não viveu uma saudade sem tamanho de algo que nem sabe o quê, nem quando, feito um mel a lhe banhar inteiro do sabor e do cheiro de um bem-estar indizível, como quando o amor lhe foi correspondido, reciprocado, renascido? 

Quem não gostaria de provar, hoje,  desse amor natalino, desse amor divino e cálido, desse amor que te convida a revelar-te inteiro e a amar primeiro, recomeçando a cada instante, a cada dia, como se fosse sempre Natal: um tempo de carícia, de encontro e de perdão?



-----------------------------------------------------------------


Créditos Imagens

1 - Pôr do sol - Cabrera Dreaning - 2013
2 - As Margaridas de Mário, Anita Malfatti o.s.t.


Nota: As imagens publicadas neste blog pertencem aos seus autores. Se alguém possui os direitos de uma dessas imagens e deseja que ela seja removida deste espaço, por favor entre em contato com: vrblog@hotmail.com

I NOSTRI PROPOSITI DI ANNO NUOVO



Chi già non si è accorto dell´anno che se ne è andato, e non si è proposto di ricominciare, con azioni più belle e, chissà perchè, non comincia a cambiare adesso, per rivestire di nuovo l´anno che inizia?
Chi già non ha deciso mille volte cambiare la vita, radrizzare i sentieri e appiattire il suo paesaggio agitato e rude, a contrastare quasi sempre con tutto ciò che ha sognato in vita sua?

Chi già non ha voluto essere diverso di se stesso, più allegro e audace, più sciolto e partecipativo, più fiducioso e prontamente disponibile, più aperto e collaborativo?
Chi già non ha sognato un´amicizia che fossi per sempre, senza che l´amico non vivesse così lontano, e senza che la vita non gli separassi per alcun dissapore?
Chi già non si è ricordato, un giorno, dei momenti di amore che ha vissuto – oppure che dovrà ancora viverci – preso ad una sensazione al tempo stesso di gioia e di dolore, di pienezza e di vuoto, di una presenza intera oppure della dolorosa percezione di solittudine?
Chi già non ha provato una tale assenza di un amico distante, oppure il dolore immenso della perdita di quelli che sono partiti prima di sè?
Chi già non avrà pensato a tante cose importanti da costruire nella vita, e chissà si dimentica che, per iniziare, conviene cambiare qualcosa nelle sue relazioni, ricordandosi che “nell´amore ciò che vale è amare”?

Chi già  non ha desiderato amare ed essere amato e, intanto, resta così, imobile, strisciando nella vita, senza pensare che l´amore sucede soltanto quando s´inizia  ad amare?


Chi già non ha sentito una nostalgia senza misura di qualcosa che neanche sa ché, neppure quando, come fosse un miele a bagnargli intero dalla sensazione di un bennessere indicibile, come quando l´amore gli fu corrisposto, reciprocato, rinnato?

Chi può schivarsi, oggi, di provare, nel suo profondo, questo amore natalino,  questo amore divino e callido, un amore che t´invita a dischiuderti e ad amare per primo, a rincominciare ad ogni instanti, ad ogni giorno, come si fossi sempre Natale: un tempo di carezza, di incontro, di perdono?



----------------------------------------------------------
Testo di: Vanise Rezende - www. vaniserezende.com.br

-------------------------

Crediti Immagine

Orologio - Canstockphoto

Le Margherite di Mario, o.s.t., - Anita Malfatti, pittrice brasiliana. 

Wish... -   Iman Maleki, oil on canvas, 100x70 - 2000.



ANNO NUOVO! AÑO NUEVO! ANO NOVO! ANNÉ NOUVEUX!

27 dezembro, 2014


Vive os momentos de sorrir, é a música da alma;
Vive os momentos de pensar, é a fonte das melhores atitudes;
Vive os momentos de ler, é a fonte do aprendizado;
Vive os momentos de trabalhar, é uma escola de relações humanas;
Vive os momentos de rezar, é a tua força aqui na terra;
Vive os momentos da alegria, é um manancial de juventude;
Vive os momentos da tristeza, são os impulsores da longevidade;


Vive os momentos de escutar, é um mobilizador do diálogo;
Vive os momentos da amizade, são os tempos da felicidade;
Vive os momentos do perdão, assim, um dia serás perdoado;
Vive os momentos de te dar, a vida é muito curta para seres egoísta;
Vive os momentos de amar e de ser amado, é a graça de Deus!

                                                               -----------------xxx------------------ 

Vivi los momientos de sonreír, es la música en el alma;    
Vivi los momientos de pensar, es la fuente de las mejores acciones;
Vivi los momientos de trabajar, es la escuela de las relaciones humanas;
Vivi los momientos de rezar, es tú fuerza sobre la tierra;
Vivi los momientos de alegría, es el manantial de la juventud;
Vivi los momientos de tristeza, son los propulsores de la longevidad;
Vivi los momientos de escuchar, ellos movilizan los diálogos; 
Vivi los momientos de amistad, son los tiempos de la felicitad;
Vivi los momientos de perdón, así un día tú te quedas perdonado;
Vivi los momientos de donarte, la vida es mui breve para que seas egoísta;
Vivi los momientos de amar y de ser amado, es la gracia de Dios!  

                                                          ---------------xxx----------------        

                                                                                                                                        
Prenez le temps de rire, c´est la musique de l´âme;
Prenez le temps de penser, c´est les meilleurs actions;
Prenez le temps de lire, c´est la source du savoir;

Prener le temps de traviller, c´est la école du les relations humaines;
Prener le temps de prier, c´est la force sur la terre;
Prenez le temps de jouer, c´est la fontaine de la jeuneusse;
Prener le temps de tristesse, c´est l´instigateur de la longévité;
Prener le temps de ecouter, c´est une mobilisateur du dialogue;
Prenez le temps de vous fire des amis, c´est le temps du bonheur;
Prener le temps de pardonner, comme ça un jour vous serez pardonné;
Prener le temps de donner, la vie est trop courte pour être égoïste; 
Prener le temps de aimer et d´être aimé, c´est la grace de Dieu!



--------------xxx---------------




Vive i momenti da sorridere, è la musica dell´anima;
Vive i momenti da pensare, è la fonte delle migliori azioni;
Vive i momenti da leggere, è la fonte dello apprendistato;

Vive i momenti da lavorare, è una scuola di relazioni umane;
Vive i momenti da pregare, è la tua forza sulla terra;
Vive i momenti da gioire, è la sorgente della gioventù;
Vive i momenti di tristezza, sono i propulsori della longevità;
Vive i momenti da ascoltare, è un mobilizzatore del dialogo;
Vive i momenti di amicizia, sono i tempi della fecilità;
Vive i momenti da perdonare, così, un giorno sarai perdonato;
Vive i momenti da donarti, la vita è molto breve per esserci egoisti;
Vive i momenti da amare e di essere amato, è la grazia di Dio!


--------------------------------------------------------------------
  • Texte original en français - du auteur inconnu - retravailler par Vanise Rezende.
  • Texto de autor desconhecido - traduzido e reelaborado por Vanise Rezende.
  • Texto di autor desconocido - traducido y reelaborado por Vanise Rezende.
  • Testo di autore sconosciuto - tradoto e rielaborato da Vanise Rezende.

-------------------------------------------



Créditos imagens:


1.Roberto van der Ploeg (holandês) - Viva a Vida! (Coleção IMIP) -  www.robertoploeg.blogspot.com
2. Anita Mafalti (brasileira) - Tropical - www.obrasdianitamafaltti.wordpress.com



Nota: As imagens publicadas neste blog pertencem aos seus autores. Se alguém possui os direitos de uma dessas imagens e deseja que ela seja removida deste espaço, por favor entre em contato com: vrblog@hotmail.com

LA POVERTÀ

25 dezembro, 2014


Nella società consumista contemporanea, la porzione che può consumare di più che le sue necessità fondamentali – da quello che guadagnano del proprio lavoro oppure dalla sua ricchezza – non stano mai soddisfati con quello che hanno. Ci sono ancora una maggioranza di poveri endogeni che non fano parte di questa porzione: essi sono i
miserabili – una invenzione del sistema capitalista – i qualli dipendono di soluzioni di
gratuità sociale o del beneplacito di progetti governamentali.


La porzione di quelli che vivono di benessi, del redito del suo lavoro oppure dello “stipendio minimo” (nel caso del Brasile) è colpita da una surreale sensazione consumistica in cui le banche, i shoppings centers e la propaganda compulsiva insistono di accelerare ed infiltrare, in un modo sottile, come vere bombe subliminare perchè ci siano sempre più consumatori, sempre più desiderio di abbondanza sennonché di ostentazione. Il che si vede è che i danni inquinanti di questa bomba consumistica raggiungono, dallo stesso modo, i ricchi, i mediani e quella che si chiama la “classe c” dei consumatori brasiliani. E se non stiamo attenti alla nostra scelta personale di sobrietà, lasciamo stare i nostri migliori ideali di uno stile di vita coerente con la società che desideriamo.

Si sa che la ricchezza così come la povertà – nei significati etimologici e linguisti dei verbeti universali – così come la felicità e l´infelicità, l´essere e l´avere, il bene e il male, l´amore e il disamore sono dicotomie che dippendono della realtà e della cultura di ogni epoca, di ogni popolo, di ogni movimento o gruppo e, di conseguenza, dalla comprensione di ogni individuo in questo mondo. Così, ci sono gli economisti e gli idealisti di ogni tempo a ci stimolare, aiutare o confondere. Anche se considerassimo soltanto la storia del Brasile, avremo delle visioni geografiche, antropologiche, filosofiche, economiche e sociologiche della povertà che ci lascierebbero in difficoltà di trovare la designazione più adeguata.


Ci basterebbe pensare alle radici approfondite del periodo coloniale brasiliano, culla del suo popolo di oggi: inizialmente rappresentato dai diversi popoli indigeni, le cui tribù sono state perseguitate e molte tra loro decimate; più tarde arricchito dalla mescolanza degli indios e negri africani con portoghesi, olandesi e francesi. Sono, perciò, un popolo nato dalla “colonizzazione” e dalla “schiavitù”, dominato da tale sentimento di sottomissione che – come afferma Leonardo Boff – “è arrivato ad assumere le forme politiche, la lingua, la religione e le abittudine del colonizzatore porthoguese”.


Così  – continua Boff –  si è creata la Casa Grande e la Schiavitù. “Come bene ha dimostrato il sociologo Gilberto Freire, non si parlano di istituzioni sociali esterne. Queste sono estate internalizzate nella forma di un dualismo perverso: da un lato, il signore che tutto possiede e comanda, e, dall´altro, il servo che possiede poco e obbedisce.

E conclude: “Le conseguenze di queste due tradizioni stano nell´incosciente collettivo brasiliano, non tanto nei termini dei conflitti di classi (che pure esiste) ma, anzitutto dai conflitti di status sociale. Si dice che il negro è pigro, quando sappiamo che è stato lui a costruire quasi tutto quello che abbiamo nelle nostre città; che la gente del nordest brasiliano è ignorante perchè vive nel semiarido, sotto gravi constrangimenti ambientali, quando è un popolo molto creativo, attivo e lavoratore. Dal nordest brasiliano ci vengono grandi scrittori, poeti, attori e attrice. Nel Brasile di oggi il nordest è la regione dove più si cresce economicamente, nell´ordine di 2-3%, perciò, sopra la media nazionale. Però, il pregiudizio  lo relega all´inferiorità”.[1]  
       
L´economista italiano, professore Luigino Bruni, risponsabile Internazionale del progetto “Economia di Comunione”,  scrive: Prima di poter parlare della povertà bella occorre guardare bene negli occhi quelle brutte, e possibilmente assaggiarne qualche boccone. Ma la consapevolezza del rischio, sempre reale, di cadere nella retorica borghese della lode della bella povertà (quella di altri, mai conosciuti né toccati), non deve spingersi fino a cancellare una verità ancora più profonda: ogni processo di uscita da trappole di miseria e di indigenza comincia sempre dal valorizzare quelle dimensioni di ricchezza e di bellezza presente in quei "poveri" che si vorrebbero aiutare. Perché quando non si parte dal riconoscimento di questo patrimonio spesso sepolto ma reale, i processi di sviluppo e di "capacitazione" dei "poveri" sono inefficaci se non dannosi, perché manca la stima dell'altro e delle sue ricchezze, e quindi l'esperienza della reciprocità delle ricchezza e delle povertà.
       
Ci sono molte povertà dei ‘ricchi’ – continua Bruni – che potrebbero essere curate dalle ricchezze dei ‘poveri’, se solo si conoscessero, si incontrassero, si toccassero. E se non ricominceremo a conoscere e riconoscere la povertà - tutte le povertà - non potremo tornare a fare buona economia, che risorge sempre dalla fame di vita e di futuro dei suoi poveri. [2]



Il pensiero di Bruni prende corpo e vita nelle parole di papa Francesco dette ai rappresentanti dei movimenti sociali di tutto il mondo, radunati a Roma (novembre, 2014):
(...) “I poveri non si contentano più con delle promesse illusorie, scuse e pretesti. Neanche stanno ad attendere, a bracci crociati, l´aiuto delle ONGs, pianni assistenziali oppure soluzioni che non arrivano mai e, si arrivano, vengono con l´intenzione di annestetisarli e domesticarli. Questo è un pò pericoloso. Voi sentite che i poveri non stanno più ad attendere ma vogliono essere protagonisti, si organizzano, studiano, lavorano, richiedono e, sopratutto praticano la solidarietà così speciale che esiste tra quelli che soffrono, tra i poveri, e che la nostra civilizazzione sembra aver dimenticato, oppure ha voglio di dimenticare...”. Ed enfatizza: La cultura dello scarto si stabilisce quando al centro di un sistema economico è il dio del denaro e non l´uomo”.[3]  Si capisce, così, perchè la povertà non si ristringa ad un conceto, ma rappresenti la vita reale di popolazioni ‘sfuturalizzate’, senza condizioni di sognare con una casa adeguata, un lavoro formale, la scuola, la fogna e la salute.

Queste sono le mie riflessioni in questo periodo in cui il brillio dell´albero di Natale in questo paese tropicale e la borsa di presenti del sorridente ‘babbo Natale’ stano a lasciare sempre di più offuscato, direbbe quasi all´obblio, nella società contemporanea, la cellebrazione del compleanno del figliolo del falegname che ha rivoluzionato il grande impero romano.





[1] Boff, Leonardo. “Quão cordial é o povo brasileiro?” – In: LeonardoBoff.wordpress.com – 31.10.2014
[2] Bruni, Luigino. La Profezia e la Ingiustizia. IN: Avvenire, 27.10.2013
[3] Francesco, papa.Discorso ai partecipanti dell´evvento “Terra” dei Movimenti Sociali di tutto il mondo, radunati in Vaticano (4/11/2014).
  In: HIU – Instituto Humanitas Usininos.

----------------------------------


Crediti Immagini:

1. Tavola festiva - www.recantodasletras.com.br-ceia
2. Pittura di Debret - in:bahia.ws
3. Pittura: Casa Grande e Scchiavitù - mec.materialescolar-dominio-ppúblico.
4. Movimento dei Lavoratori Senza Tetto (MTST), + di 20 milla partecipanti nella capitale di San Paolo (Brasile). 
     In: Carta Capital.9.06.2014. Fotografia di Alex Silva (Estadão).
5. João Pedro Stédile - uno dei principali lideri del Movimento Senza Terra, con circa di 1,5 milllione di membri, con papa Francesco in Vaticano, il 28.10.2014. - facebook.









Posts + Lidos

Desenho de AlternativoBrasil e-studio