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BRASIL - PRENÚNCIO DE UMA CATÁSTROFE SANITÁRIA

30 de novembro de 2018


SUPERVISOR DO MAIS MÉDICOS ALERTA: TEREMOS UMA
CATÁSTROFE SANITÁRIA no brasil

O supervisor do programa Médico de Família e Comunidade Thiago Henrique Silva concedeu entrevista à TV 247 para falar sobre o rombo na atenção básica à saúde que a saída dos médicos cubanos irá causar no Brasil.

TV 247 - Na última semana, o Brasil viu milhares de médicos cubanos serem chamados a sair de seus postos de trabalho, rumo à sua pátria natal, após o governo de Cuba rechaçar as alterações que o presidente recém-eleito, Jair Bolsonaro, divulgou que pretendia realizar, no seu governo, em relação ao programa Mais Médicos.

Para falar sobre o rombo na atenção primária que a saída dos profissionais cubanos irá causar, no Brasil, o supervisor do programa e médico de família, Thiago Henrique Silva, concedeu entrevista à TV 247 alertando que, com a falta de médicos nos rincões do Brasil ou em regiões periféricas, "uma catástrofe sanitária poderá ocorrer no País".

"Temos 1.500 municípios que dependem do atendimento dos médicos cubanos. Mesmo contando com a presença desses profissionais, ainda há um déficit de dois mil médicos. O fim do programa Mais Médicos promoverá uma catástrofe sanitária no Brasil", afirmou o supervisor.

Em relação aos distritos do recorte indígena, o impacto será ainda maior. Dos 372 médicos que os atendiam, 301 médicos retornarão à Cuba. Silva afirma que "nos distritos habitados por índios, o atendimento dos médicos cubanos é praticamente exclusivo" expondo que "nessas regiões, é quase impossível fixar médicos brasileiros".
O Dr. Thiago Henrique problematiza: "Com a redução dos profissionais, diversos indicadores serão afetados. A atenção primária deve ser responsável por resolver até 80% dos problemas de saúde. Em caso da retirada dos médicos da área,  os índices de mortalidade irão aumentar".
A polêmica dos salários 
Um dos argumentos utilizados pelo governo eleito, no intuito de esvaziar o programa, é de que "parte dos salários dos médicos cubanos seriam destinados para sustentar a ditadura cubana". 
O Dr. Thiago Henrique Silva esclarece que o governo cubano não coage nenhum médico a participar do programa e que "eles aceitam por vontade própria os editais que são abertos para os candidatos que desejam exercer a profissão em outros países". 
Esclarece, ainda, que muitos dos serviços que os médicos cubanos prestam em outros países “não são remunerados”, como no caso da ajuda humanitária no Haiti e em regiões da África. "Enquanto Cuba envia médicos para o mundo, os EUA envia armas", lamenta o supervisor. 
"O salário que um médico cubano recebe, através do programa de exportação dos profissionais para outros países, sustenta os direitos sociais de todos na ilha. Os valores lá são outros, ninguém morre de fome em Cuba", aponta.
O supervisor considera que Cuba é muito íntegra no recorte da saúde pública. "Mesmo sabendo que o País irá perder bilhões com a saída dos médicos cubanos do Brasil, o País não aceitou o discurso de Bolsonaro", conclui. 
"Temos 1.500 municípios que dependem do atendimento dos médicos cubanos, sendo que, mesmo com a presença desses profissionais, há um déficit de dois mil profissionais", afirma.

No recorte do atendimento aos povos indígenas, o impacto será ainda maior. 301 dos 372 médicos retornaram à Cuba. Silva afirma que "nos distritos habitados por índios, o atendimento dos médicos cubanos é praticamente exclusivo" expondo que "nessas regiões, é quase impossível fixar médicos brasileiros".
O médico problematiza: "Com a redução dos profissionais, diversos indicadores serão afetados. A atenção primária deve ser responsável por resolver até 80% dos problemas de saúde, se o profissional é retirado, os índices de mortalidade irão aumentar".
A polêmica dos salários 

Um dos argumentos utilizados por Bolsonaro para esvaziar o programa, é que "parte dos salários dos médicos cubanos eram destinados para sustentar a ditadura cubana". 
Silva esclarece que o governo cubano não coage nenhum médico a participar do programa e "que eles aceitam por vontade própria os editais que são abertos para exercer a profissão em outros países". 
Ainda informa que muitos dos serviços que os médicos cubanos prestam não são remunerados, como no caso da ajuda humanitária no Haiti e em regiões da África. "Enquanto Cuba envia médicos para o mundo, EUA envia armas", lamenta. 
"O salário que um médico cubano recebe, através do programa de exportação dos profissionais para outros países, sustenta os direitos sociais de todos na ilha. Os valores lá são outros, ninguém morre de fome em Cuba", aponta.
O supervisor considera que Cuba é muito íntegra no recorte da saúde pública. "Mesmo sabendo que o País irá perder bilhões com a saída dos médicos cubanos do Brasil, o País não aceitou o discurso de Bolsonaro". 
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Fonte do texto, publicado em 23/11/2018:


As imagens vieram integradas ao texto.

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Inscreva-se na TV 247 e confira a íntegra da entrevista com o supervisor do programa Mais Médicos, Dr. Thiago Henrique Silva.                                                                                               






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