Vanise Rezende - clique para ver seu perfil

POLÍTICAS DE DIREITOS HUMANOS - OS EUA REGRIDEM

22 de junho de 2018





As informações da postagem anterior - sobre as prisões dos  imigrantes, nos EUA - assombraram o mundo. 
A revista americana "Time" fez críticas à política de imigração do governo estadunidense. A capa da revista (de 21/06) foi reproduzida e divulgada em todos os meios de comunicação. Trata-se de uma montagem da imagem do presidente Trump, olhando, da sua altura, e sem emoção, uma criança pequena, aos prantos, cuja foto original já era conhecida do mundo todo.




No site da revista Veja, do Brasil, (21/06/2018) se afirma: “A foto da menina imigrante, chorando ao ser abordada por oficiais da polícia fronteiriça americana, foi estampada em jornais e revistas de todo o mundo, na última semana, diante de denúncias gravíssimas sobre o tratamento recebidos pelos menores separados de seus pais ao tentarem entrar ilegalmente nos Estados Unidos”.
A Carta Capital, em artigo de Dimalice Nunes, sobre Política Migratória (20/06/2018) informa o seguinte:
“A saída do Estados Unidos do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) na terça-feira 19 - que alegaram "preconceito crônico contra Israel" - coincide com uma grave crise na área para o governo Trump: a separação de famílias que tentam atravessar a fronteira do país. 
Em abril o procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, anunciou a política de tolerância zero do governo federal, medida prevê que todos os detidos ao tentarem cruzar ilegalmente a fronteira, incluindo requerentes de refúgio, sejam indiciados. Desde então, cerca de duas mil crianças foram separadas de suas famílias, gerando indignação e críticas de ambos os partidos norte-americanos - Republicano e Democrata - e de líderes internacionais. 

A crise se agravou nesta semana, quando imagens das condições em que essas crianças estão sendo mantidas vieram a público. (...) A instalação do Texas é conhecida como Ursula, embora os imigrantes a chamem de La Perrera, ou o canil, referindo-se às gaiolas instaladas no local que, além de imigrantes adultos, agora também são usadas ​​para albergar crianças, separadas de seus pais, depois de tentar atravessar ilegalmente a fronteira.”

Aconteceu que, com a expressiva reação mundial, as imagens de crianças separadas de seus pais, na fronteira dos EUA, repercutiram internacionalmente, mostrando-se inclusive os locais onde adolescentes e crianças estão sendo enviados (em especial no Texas e no Arizona).

Em alguns desses lugares, diz a revista Veja, no site da redação – as crianças são mantidas em celas separadas por redes de arame – uma espécie de gaiola. Enquanto os pais respondem à Justiça americana, muitas delas são entregues provisoriamente a outras famílias ou enviadas para instituições que cuidam de crianças abandonadas, vítimas de violência e órfãs”.

Mas, os correligionários de Sr. Trump o levaram a recuar, em relação à separação das crianças de suas famílias prisioneiras e Trump terminou assinando um novo decreto. Ao fazê-lo, informa a Veja, ele adota um tom sentimental, e se diz horrorizado pelas imagens de crianças separadas de seus pais”.

Os ‘sentimentos’ de Trump não duraram muito tempo. O chefe do governo americano, voltou a concentrar-se na visão política que, de fato, defende, em relação à imigração: ao anunciar o decreto, ele avisou: “A fronteira continuará forte. (…) Estamos nos assegurando de ter uma fronteira muito poderosa, muito forte, ele declarou, ciente da pressão de seu eleitorado médio, favorável a medidas duras contra a imigração ilegal”.

Seguem trechos do artigo de Dimalice Nunes, sobre o assunto:

“O representante republicano Mario Díaz Balart – escreve a jornalista  declarou que a prioridade é acabar com a separação dos pais de seus filhos após as detenções de imigrantes ilegais na fronteira, mas que nas próximas semanas serão apreciados também projetos que incluem iniciativas como o muro na fronteira com o México, a proteção dos chamados dreamers (imigrantes que entraram no país ainda crianças) e modificações nos programas de imigração, como o fim da loteria de vistos.”

E continua, ao escrever sobre a repercussão internacional desse fato:

“A crise migratória dos EUA já repercute
internacionalmente. 

"Donald Trump não é o líder moral do planeta e não pode falar em nome do mundo livre", afirmou o secretário-geral do Conselho da Europa, Thorbjørn Jagland reagindo à questão da separação de crianças migrantes de seus pais. "Tudo o que faz o exclui do papel que os presidentes norte-americanos sempre tiveram. Ele não pode mais falar em nome do que se chama mundo livre", acrescentou.

Indagado sobre a saída dos Estados Unidos Conselho de Direitos Humanos da ONU (CDH), Jagland também afirmou que não era algo inesperado. "É só um exemplo a mais que demonstra que ele não quer tratados nem organizações internacionais baseadas em cooperação", explicou.

A primeira-ministra britânica Theresa May classificou perturbadoras as imagens de crianças imigrantes separadas de seus pais ao chegar aos Estados Unidos:  "As imagens da crianças detidas no que parecem ser jaulas são profundamente perturbadoras, é um erro, não é algo com que estejamos de acordo", afirmou May ante o Parlamento, quando foi indagada sobre a possibilidade de cancelar a visita de Trump ao Reino Unido em 13 de julho em função dessa situação. A premiê, no entanto, afirmou que o convite a Trump continua de pé.

O governo da Guatemala acusou os EUA de violar os direitos humanos dos imigrantes com sua política de tolerância zero. O país "lamenta, condena e rechaça a política migratória impulsionada pelo governo dos Estados Unidos por considerar que viola os direitos humanos e destrói a unidade familiar", assinalou a Chancelaria.” 
Ainda na Carta Capital, a jornalista afirma que “as críticas (ao governo dos EUA) não vêm apenas da oposição democrata. A ex-primeira dama Michele Obama, alinhada aos Democratas, retuitou outra ex-primeira dama, Laura Busch, esposa do republicano George W. Bush. "Às vezes a verdade transcende partidos", disse Michele ao compartilhar a indignação de Laura, "Esta política de tolerância zero é cruel. É imoral. Parte meu coração."

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Fonte das citações reportadas -
Por: Da Redação Veja - access_time21 jun 2018,
https://www.cartacapital.com.br/internacional/criancas-apartadas-dos-pais-e-os-direitos-humanos-seletivos-dos-EUA

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Crédito das imagens:


2. Garota hondurenha de dois anos chora, enquanto sua mãe é detida, em 12/6, na fronteira entre EUA e México. 
https://outraspalavras.net/capa/ainda-se-encarcera-crianças-no-seculo-21 /19.06.2018     

3. Aduana/EUA - Imigrantes pegos na fronteira são alojados em especie de jaulas, inclusive crianças.


Nota: As imagens aqui publicadas pertencem aos seus autores. Se alguém possui os direitos de uma delas e deseja que seja removida deste espaço, por favor entre em contato com: vrblog@hotmail.com

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