Vanise Rezende - clique para ver seu perfil

INFÂNCIA NO SERTÃO

25 de novembro de 2014



Não era difícil de então desvendar
Ainda menina de olhar repuxado
Da vida os encantos dos banhos de chuva
E da bica gostosa da igreja matriz
Pulando na corda traçando o cordão
Cantando em fileira ou fazendo roda
Saindo a tomar leite bom no curral 
Vaquinhas bem perto lá do meu quintal...





As primeiras bênçãos me foram chegando
Ao sabor dos bolos de goma e também
Do doce de leite e dos pirulitos
Pão doce quentinho lá da padaria
Comida gostosa de Maria Grande
Os frutos da feira a carne de bode

E os cafunés que o meu pai me pedia
E as coisas bonitas que a mãe me dizia.


Na longa manhã da minha vida a brincar
De roda, de corda ou de  pastoril
Teatro e esquetes pra o povo aplaudir
Monteiro Lobato a ler sem parar
As tantas fofocas pra ouvir e calar
E as muitas histórias às vezes medonhas
Também assombradas que a mãe me contava
Na doce cantiga que me embalava.


Bonecas bonitas compradas na feira
De pano eram feitas de pano vestidas
De roupa de chita de bico e filó  
Panelas de barro, burrinho e o que mais?
Bichinhos  pintados de azul e amarelo
De arame e de palha também se fazia
Coisas de brincar e aqueles biscuits
Quem sabe chegavam de lá de Paris?




Só para os meninos os carros de boi
E o papagaio de papel e cor 
puxado a cordão e sem nunca parar.
Carrinhos bonés petecas e botas 
Bigodes bonitos camisas xadrez 
E calças compridas iguais às do pai
As bolas de gude e de meia e o pião
A cela os cavalos e o caminhão.




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Crédito imagens : www.canstockphoto.com.br


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