Vanise Rezende - clique para ver seu perfil

POESIA - O QUE HÁ DE VIR

26 de abril de 2017


Hoje quero cantar um canto único, feito um sopro que se distancia no ocaso...  E a solidão que se torna companheira. 

Um sopro suave, que brota da simplicidade das coisas, enquanto a dor emerge oceânica... E o amor se diz ‘carícia essencial’... E os desejos cabem na tangência do momento.  

Um canto único, para pensar no já vivido e no que há de vir...  E cantar a morte como expressão última do ser.     


  O QUE HÁ DE VIR (*)                




Quando vieres sentirás meu canto!
E as águas do rio que eu amei
Acolherão as cinzas liquefeitas...
Mais viva e presente estarei 
Quando chegares, e sem lamentos, 
Mais do que ontem no furor dos ventos.








Quando vieres te darei a mão
Serena feito um rio a passar
Tal que a nova ilusão de um sonho...
E tu mais vera que os meus temores
Mais luz encontrarei ao te encontrar
Mais presente serás que os meus amores.

Quando vieres estarei feliz
Como feliz me procurei na vida
O meu sofrer a reverter-se em força...
A memória do belo repartida
Os amores e sonhos revelados
Vislumbre indecifrável de uma vida.




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(*) Poema de: Vanise Rezende - www.vaniserezende.com.br


Crédito das Imagens:

1. Inútil a Chuva - Abstracionismo - Wagner Corrêa de Araújo                           www.escriturascênicas.com.br/2015/12
2. Lavadeiras - yyymagescaa4nhqx.jpg
3. Les musiciennes - de Paul Alexandre Leroy - o.s.t. 81x65cm

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