Vanise Rezende - clique para ver seu perfil

FELIZ ANO NOVO!!!

2 de janeiro de 2018

Já começamos a ver esvair-se, no dia a dia, a contagem regressiva do tempo de 2018. Voltamos aos dias comuns da vida, embora a nossa expectativa ainda é de Esperança.

Tivemos as comemorações do Natal e do Réveillon, cada um com as possibilidades que  teve de celebrar. É para esses que escrevo. Porque bem sei que as maiorias esquecidas, empobrecidas, vivendo à margem do que nos parece ser a normalidade do viver, não terão acesso a essas páginas.


Natal e Ano Novo são comemorações das minorias das cidades e das populações ocidentais. Entre esses, alguns tiveram alegres momentos com aqueles que amam: os familiares, os amigos ou os colegas de trabalho. Outros, por escolha, preferiram comemorar sozinhos. Todos, assim espero, se perguntando o que virá no futuro. E o que será importante realizar para torná-lo melhor.

As horas desses primeiros dias pareceram saídas de um relógio novinho, disposto a registrar horas abençoadas, ricas de humanidade. 

E, quiçá, um sentimento de humanidade que exige um verdadeiro empenho, para ver  nascer e educar pessoas que possam construir algo mais sensato e mais belo do que fomos capazes de fazer, até agora.  

Bem sabemos que o novo ano não surgiu do nada. Nasceu de muitas páginas viradas que deixaram marcas, lembranças, saudades, e histórias pessoais e políticas que ficarão em nossa memória. As últimas delas, aqui no Brasil, desaparecerão nas cinzas tenebrosas do passado. E serão lançadas no fundo do baú, deixadas no esquecimento do que já não é e não voltará a ser jamais.

Hoje, quando este primeiro dia comum de 2018 madrugou, trazendo os raios de sol ao chão da minha varanda, não vi apenas o fulgor do surgimento de um novo dia. Para além dos arranha-céus que me fecham a visão expandida do céu, senti que eram as primeiras horas de um novo tempo ao qual preciso me preparar.




Nós, viventes, – diferentemente dos satélites e dos astros que se movimentam em vaivém e sempre retornam, após o seu giro em volta do sol,  temos a necessidade de parar um pouco, mover o nosso olhar interior para dentro de nós e buscar, no profundo, a expressão maior do nosso brilho, e das nossas pequenas alegrias. 

É a incrível e necessária capacidade que temos de recomeçar, enquanto o sol é o sol, as estrelas são estrelas, a lua brilha como a única mulher celeste a nos encantar, e os satélites nos acenam no seu mistério de vidas que gostaríamos de conhecer.


Nesses momentos, percebo que a nossa paz pode assentar-se ao lado das sérias preocupações que nos chegam, dia após dia: nossos pequenos medos, as situações e as pessoas que nos fazem sofrer, a discriminação, o racismo e a violência.  E, olhando melhor, o afeto e o cuidado daqueles com quem convivemos. 

Resta, a alguns, a busca do perdão e da paz para a sua própria história, aquela que somente nós conhecemos. Parece-me que esta é uma sensação especial, apenas para os maiores de trinta anos. Os outros, que ainda não chegaram lá, têm a graça e o conforto de quem segue os seus sonhos e acredita poder alcançá-los todos, no correr da vida.






Assim, vamos tecendo e ligando os retalhos do tempo, nas horas que correm velozes, reconstruindo o delicado tecido do viver e do amar. 


Em cada encontro fortuito, buscamos reinventar a atenção do afeto, o cuidado do amor, e as relações que fazem parte da vida que escolhemos.




Para muitos, é a alegria de estar com os filhos e as pessoas que se ama. A  sensação exuberante de iniciar uma nova experiência de amor. A força de começar a viver de forma autônoma. A festa pelo trabalho encontrado. O encontro com um amigo que há muito não se via...

Entendi, por experiência, que não é novidade a mudança periódica dos anos, dos meses, das semanas, dos dias, das horas  e dos momentos que costuram a arte de viver. Na caminhada,  somos nós os únicos que podemos mudar e renovar o caminho e inventar as veredas que nos podem salvar. Esforçando-nos para suscitar o novo dentro de nós, e vislumbrando os bons frutos do nosso empenho cotidiano. Pois a vida é feita de instantes. De um só momento. Depois outro... Depois outro...

A energia do momento é tirada das raízes viçosas das relações que estabelecemos com as pessoas, aqueles que amamos, aqueles de que amorosamente cuidam de nós e aqueles que precisam da nosso atenção e cuidado.  

Bom seria, que nos perguntássemos dia após dia, escutando lá dentro, e ouvindo com maior atenção:

O que posso fazer para cooperar na construção da paz? 

Quando se consegue descobrir essa chama, e se toma uma atitude concreta, simples que seja, já é possível estar mais contente com a vida.  

E não esquecer que – se 2018 chegou novinho em folha – nós somos os mesmos. E seremos sempre os mesmos, embora, se quisermos, em ritmo permanente de mudança.




O importante é o aprendizado de ser dom para aqueles que amamos. Convictos de que o que recebi a mais ou melhor do que outros, me foi dado para ser doado. 

Se não me me esforço para me doar, risco de perder a energia que me move para a vida.

Enquanto me ocupo de fazer alguém mais feliz, me sentirei um ser realizado. E capaz de ouvir mais, dialogar mais, apoiar mais, com=viver mais, na simplicidade do amor.






Essa energia em movimento - que para alguns significa a presença do Inefável, da Vida que me gerou e me mantém vivo/viva - me ajudará a ser melhor do que fui e quero ser. 





Não seria este o sentido que queríamos dar quando dissemos e escrevemos, tantas vezes, há dias atrás:
                                          
                                            Feliz ano novo!                                                             
                                              
                                                  Feliz ano novo! 
                                                                                 
                                                                             Feliz ano novo!


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Texto de: Vanise Rezende

Crédito das imagens:


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