Vanise Rezende - clique para ver seu perfil

REFUGIADOS - A CONCRETUDE DO AMOR

8 de novembro de 2015



Há algum tempo a imprensa internacional tem falado do desespero de populações migrantes de países do norte da África, por situações de guerra, perseguição e fome. 

As diferenças das políticas migratórias entre os países europeus, chegou a provocar o estranhamento dos que acompanham essa dura realidade, hoje vista como uma  das  maiores  crises migratórias contemporâneas.



  



O Brasil, - talvez pelo processo de miscigenação havido na  formação  de  seu
povo, é um país muito acolhedor, e sempre aberto a acolher outros povos. Desde a primeira guerra mundial tem recebido pessoas de diferentes procedências (Itália, Japão, Holanda, Polônia, e de países latino-americanos. Em 2012 após o terremoto que abalo o Haiti, enviou brasileiros voluntários e acolheu centenas de haitianos no país.




Ainda hoje há grupos de haitianos que deixam seus parentes e sua terra, e tentam vida melhor no Brasil, entrando pela fronteira do Acre, no norte do país. Agora, o país se dispõe a receber refugiados da Eritrea e da Síria, africanos que chegam aqui já não como escravos, mas como povos dígnos de atenção e respeito.

Sabe-se que muitos, no Brasil, ainda sofrem as consequências da estiagem, da calamidade das cheias, e inúmeros jovens são vítimas de uma violência descarada, cuja estatística de vidas perdidas somam como se estivéssemos em tempos de guerra. Todavia não se pode negar a efetividade dos programas sociais do governo federal. Este ano - por  exemplo -  uma das  iniciativas do governo foi reconhecida pelo Programa Mundial de Alimentos da ONU, como "um dos países que mais compram alimentos da agricultura familiar".





Atualmente, os refugiados acolhidos no Brasil estão, em grande parte nas cidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, e nas capitais do Sul do país. A maioria são pessoas que deixaram para trás não só a terra que ainda amam, mas suas casas, seus parentes e seus projetos de vida. Em tais situações, para eles deve ter sido muito doloroso desapartar-se de seus familiares e amigos e, para alguns, também de seus bens. Um desalento muitos de nós pouco conseguimos imaginar. 


Diante desse quadro me quedei a pensar na proximidade das festividades do final de ano... E a me perguntar que sinal de significância poderia ser dado da parte de tantas pessoas e de famílias que são acostumadas - nessa época - a trocar presentes entre si, e a se refestelarem de comidas deliciosas e de bebidas quase sempre estrangeiras.  





Assim, conhecendo a realidade desses irmãos - mais de duas mil pessoas, aqui no Brasil, à espera da atitude solidária de um povo desconhecido:

- O que eu, efetivamente, posso fazer? 






Há informações positivas de solidariedade, como as  de famílias da Islândia, que se ofereceram para receber famílias de refugiados. De alguns estados do Brasil, houve quem se antecipou para acolher alguma família, até que tenham possibilidade de organizar suas vidas, neste país que recebe o maior número de refugiados na América Latina. 


Há diferentes formas de colaboração, sob medida para cada um. A vizinhança das festividades do final do ano - época de se comprar presentes para quem já tem mais do que o necessário - poderia sugerir uma reflexão sobre "o que fazer" para transformar a celebração do Natal numa atitude coerente com a mensagem da família "refugiada" em Belém de Judá. 



O "como fazer"  pode ser visto com as entidades que atuam nos centros de acolhimento locais, em diversos países.  Acredito que a presença desse povo refugiado mais próximos de nós, significa um convite para nos associar, àqueles que coordenam as atividades de "acolhida" aos refugiados, - no Brasil e fora dele - mesmo supondo que a cultura mulçumana talvez desconheça o significado simbólico que nos move. No entanto,  eles poderão perceber, neste seu momento de desamparo, o que significa ser acolhido com fraterno respeito e solidariedade. 










    Aos que puderem e desejarem cooperar nos centros de assistência das  cidades onde eles se abrigam, seguem algumas proposições de mobilização:







= Cooperar para que aprendam o idioma do país que os acolhe;
= Participar de atividades que colaborem para que as crianças e os jovens     refugiados tenham condições de, mais adiante, frequentar a escola no       país onde se encontram;
= Convocar amigos profissionais (educadores, médicos, psicólogos,                 fisioterapeutas, enfermeiros, artistas etc.) a dispor algumas horas de         trabalho no centro de refugiados da cidade onde se vivem;  
= Ajudá-los para que possam exercitar, também eles, gestos solidários com   os seus compatriotas mais necessitados;
= Promover o cuidado de apoiá-los, com leveza, na reconstrução de seus       laços afetivos, de modo que se fortaleçam moralmente, e voltem a           exercitar a "carícia essencial", um sentimento universal e possível, em       todas as culturas e religiões. 


Não havendo refugiados em sua cidade, ou em seu país, sinta-se convidado a escolher um projeto social, um grupo de jovens ou de mulheres, um serviço para crianças ou pessoas idosas, que estejam a carecer de cuidados, atenção positiva e refúgio. 

Ao se conviver com pessoas em situação de penúria, o primeiro passo é acudir as suas necessidades básicas. Mas, não se pode esquecer que, o que mais importa é buscar conviver com eles, participar dos projetos que os envolve, estar junto, sabendo que a grande carência do nosso tempo - especialmente em graves situações de desamparo - é a atenção do outro, a troca de aprendizados, e a sensibilidade fraterna da concretude do Amor


Abaixo, indicamos apenas algumas entre as muitas organizações civis confiáveis, que se empenham em atividades de apoio às populações carentes, no Brasil e no mundo:

Caritas Internacional - www.jovensconectados.org.br (com escritórios em diversos países);
Tearfund - Organização cristã de solidariedade e ação direta em comunidades carentes- www.tearfund.org/tilz (sede em Londres - Inglaterra);
-   Médicos sem Fronteira www.msf.org.br - Escritórios em vários países do mundo;
- Cruz Vermelha - www.cruzvermelhabrasileira.org.br - com escritórios em vários países do mundo.
-  Organizações Não Governamentais - Brasil - www.abong.org.br;
-  CNBB - Fundo Nacional de Solidariedade - www.canbb.org.br (Brasília-DF).

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Crédito de imagens:

1. Refugiados com crianças - www.noticias.uol.com.br/2015
2. Refugiados haitianos - Alojamento improvisado - Brasileia/Acre/BR.
    Foto de Luciano Pontes/Secom - In: www.pt.wikipedia.org/wiki/imigração.
3. Caminho de ferro - Foto de Erdos in: www.cartacapital.com.br/internacional
4. SOS - foto de Saquis Mitrolidis/AFP
    In: www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/09/150903_crise_migratoria.
5. Refugee Welcome - europa_crisis_migrantes_ciudadanos_iniciativas_ap
    Islandia/2005 in: www.bbc.com/portoguese 
6. A roda da vida - www.caritasvalencia.org
7. Ação da Caritas - www.criciumanews.com.br
8. Sertão na seca - www.radiovaticana.va

Nota: As imagens publicadas neste blog pertencem aos seus autores. Se alguém possui os direitos de uma dessas imagens e deseja que ela seja removida deste espaço, por favor entre em contato com:vrblog@hotmail.com

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