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PARA ENTENDER A AMIZADE

1 de agosto de 2015

Era uma vez uma ilha onde moravam todos os grandes sentimentos: A Alegria, a Tristeza, a Amizade, e muitos outros. Certo dia correu a notícia de que a ilha seria inundada. Todos deviam se retirar antes da catástrofe anunciada!

A Amizade ficou muito preocupada, e pensou em organizar um mutirão entre os sentimentos, de modo que todos conseguissem se salvar. Correu por toda a ilha, avisando:

 Preparem-se! Precisamos sair da ilha, ela está prestes a inundar!

Os sentimentos saíram em disparada em busca de seus pertences, e cada um cuidou de reservar um barquinho para levá-los a algum lugar seguro.   

A Amizade não tinha pressa...  Saiu caminhando, pensando nos momentos bonitos vividos com os outros sentimentos, e nas coisas boas que aconteceram ali, motivadas pela  sua colaboração, o seu carinho, e sua presença ativa. Queria ficar um pouco mais naquela ilha que ela tanto amava...

A maré subia devagar e continuamente, o mar chegou a um nível perigoso, era preciso cuidar de sair imediatamente. Então, a Amizade foi pedir ajuda às suas companheiras.

Disse à Riqueza:  Riqueza, você pode me levar no seu barco?!

A Riqueza respondeu:   Oh, que pena! Estou com os amigos que sempre me acompanham... Além disso o meu barco é novo, se eu colocar mais um ele pode quebrar! 

Naquele momento passava a Tristeza, e a Amizade falou:

     Olá, Tristeza!  Eu não tenho com quem sair da ilha... Posso ir com você?

  Ah!, suspirou a Tristeza. Hoje eu estou tão triste! Não posso levar você! Preciso ir embora sozinha!

Naquele momento a Alegria ia passando, e  estava tão alegre que nem ouviu o chamado da Amizade! Bem que a Amizade tentou, mas a sua felicidade a deixava estonteada...



A Amizade começou a ficou desesperada, e pensando no risco de ser abandonada numa ilha inundada começou a chorar. Foi quando ela notou que passava um barco conduzido por um velho pescador. E ela viu o seu grande sorriso Fraterno. O pescador logo percebeu que a Amizade estava angustiada e só. Rapidamente parou o seu barco e lhe estendeu a mão:

    Vem comigo, Amizade! Ainda há lugar no meu barco!

A Amizade percebeu a sua serenidade e foi logo aceitando o convite. Tomou-lhe um tal sentimento de alívio que se juntou aos outros, no barco, e nem lembrou de perguntar o nome daquele senhor. 

Quando todos haviam chegado a um morro seguro, na outra margem, ela perguntou à Sabedoria, que viajara no mesmo barco:

 Sabedoria, quem era aquele velhinho que nos deu carona para sair da ilha?



A Sabedoria respondeu:

    Era o  Tempo!... 

    Mas, por que somente ele 
me trouxe até aqui?

     Porque só o Tempo é capaz 
de entender a Amizade!








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* Texto original extraído do jornal “O Estado de Consciência”- 09/1997
   Reeditado por vaniserezende.com.br  - em 01/09/2015


     Crédito das imagens - canstockphoto.com.br


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