Vanise Rezende - clique para ver seu perfil

A POBREZA NO BRASIL

20 de maio de 2015


Brasil lidera, na América Latina, o índice de redução da pobreza extrema, segundo o Banco Mundial (*)

Indiscutivelmente, a pobreza um problema global. Quase um bilhão de pessoas (15% da população mundial) contam com menos de 1,25 dólar por dia para sobreviver. Se lançarmos um olhar especial na América Latina, teremos uma boa notícia a considerar: o último relatório do Banco Mundial sobre esta questão - que é intitulado 


"Prosperidade compartilhada e erradicação da pobreza na América Latina e Caribe" afirma que "o Brasil conseguiu praticamente eliminar a pobreza extrema e fez isso mais rápido do que os países vizinhos". 

Dados do relatório demonstram que  o número de brasileiros vivendo com menos de 2,5 dólares (cerca de 7,5 reais por dia)  caiu de 10% para 4% entre 2001 e 2013. E afirma que o Brasil é um dos exemplos mais brilhantes de redução de pobreza na última década, sublinhando que, entre 1990 e 2009,  a renda de 60% dos brasileiros cresceu. Embora este dado também signifique que 40% dos brasileiros - no mesmo período - passou o mesmo decênio com a sua renda estagnada. 

Um outro dado comparativo do relatório é que, até 1999, os índices de pobreza extrema no Brasil e na América Latina eram semelhantes e chegavam a 26%. A partir de 2012 foi observada uma maior redução dos índices de pobreza em território brasileiro: enquanto a América Latina apresentava uma taxa  de 12%, o índice de pobreza no Brasil havia caído para 9,6%.  
O documentos do Banco Mundial também registra as causas dos bons resultados do Brasil, mesmo considerando o momento em que o país batalha para não entrar em recessão. A primeira causa é o crescimento econômico a partir de 2001, iniciado durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso.


Em segundo lugar são elogiadas as atuais políticas públicas do país, que mantêm o seu objetivo de erradicação da pobreza. Os exemplos citados são o Programa Bolsa Família (que oferece uma modesta renda mensal às famílias carentes, em troca da escolarização dos seus filhos); e o Brasil sem Miséria (pensado para os mais empobrecidos). Com destaque para a evolução da política do salário mínimo e para o mercado de trabalho nacional: as taxas de emprego formal aumentaram 60%. 
Comentando esses dados o relatório afirma: “O crescimento (da economia do país), modesto mas contínuo, tornou-se mais inclusivo graças a políticas fortemente enfocadas na redução da pobreza e a favor de um mercado de trabalho forte”, e adverte que o desafio ainda não acabou: “Embora o país tenha eliminado quase por completo a pobreza extrema na última década, 18 milhões de brasileiros continuam vivendo na pobreza, um terço da população não conseguiu acessar a classe média e se mantém economicamente vulnerável”.
O documento também chama a atenção para a desigualdade social no Brasil, que está acima da média da América Latina.  E alerta: “O 0,1% dos mais ricos da população brasileira fica com 13% da renda, mais do que os 11% que chegam aos 40% mais pobres”. O fato do Brasil continuar mantendo essa enorme disparidade tem suas causas citadas no relatório: a) a má qualidade dos serviços públicos, (chamada de “estagnação da produtividade”); b) baixo nível de investimento; c) a pouca especialização dos trabalhadores; d) infraestrutura precária; e) um ambiente de negócios que não favorece o setor privado e a concorrência. 

Entre as recomendações do Banco Mundial para que o Brasil continue a erradicar a pobreza(apesar da atual queda do crescimento econômico) estão:  a) não aumentar os impostos (a arrecadação do Brasil é considerada uma das mais altas do mundo); b) realizar ajustes fiscais para promover um gasto público eficaz; c) incentivar a competitividade; d) melhorar a infraestrutura e os serviços públicos; por fim: e) não abandonar os programas sociais.
Especialistas comentam que uma reforma tributária no Brasil poderia favorecer os mais pobres, já que muitos impostos são cobrados na compra de produtos necessários à camada da população de menor renda.  
Outro fato importante, ao lado do relatório do Banco Mundial, foi o anúncio de um documento da CNBB intitulado: "A Desigualdade Social no Brasil", que certamente irá corroborar o aprofundamento da reflexão dos brasileiros sobre o assunto.  

(*) Os dados citados na presente informação foram colhidos no site do jornal "El País", em língua portuguesa, no dia 22 de abril de 2015.

Crédito Imagens:

1. Incra reassenta famílias em Santarém (PA) - Imagem de um texto de Luís Gustavo/Ascon - INCRA/Oeste Pará in: www.brasil.gov.br
2. Crianças do Bolsa Família em Sete Lagoas (MG) - Maicol, Alex e Yasmin, filhos de Marcia Adriane de Paula. Foto de Bruno Spada/MDS.
3. Pobreza em Alto Alegre (MA) - 60% das família vivem na pobreza. Foto de Alex Almeida in: www.brasil.espais/Brasil/2015/04/23.
4. Crianças do Bolsa Família em Varjão - DF - Fernando de Souza e Daniel Lopes - Foto de Bruno Spada/MDS.

Nota: As imagens publicadas neste blog pertencem aos seus autores. Se alguém possui os direitos de uma dessas imagens e deseja que ela seja removida deste espaço, por favor entre em contato com: vrblog@hotmail.com










Posts + Lidos

Desenho de AlternativoBrasil e-studio