Vanise Rezende - clique para ver seu perfil

FUTEBOL - ALEGRIA E FRATERNIDADE

11 de julho de 2014



Não entendo de futebol: aprazo-me, alguma vez, observar aquela correria de tantos homens a defender ou arremessar a bola a gol, mas sei do gol, a custo, um voo da bola arremessada a enroscar-se na rede, rolando da cabeçada ou do chute do jogador.


Considero, entanto, que jogo é arte de lazer – mesmo quando a partida é oficialmente competitiva, profissional, o lazer fica do lado de cá, na sala de casa, no meio da rua ou chafurdando com a galera - a alegria e a ansiedade da torcida sambando a bandeira dançante, entre as mãos, ou vestindo-se nela, símbolos e cores à mostra, e, na torcida de cada time, a onda vibrante em uníssono refrão.   


A Copa do Mundo - para alegria e gozo de milhares de pessoas, olhares e sentidos num evento que só se repete a cada quatro anos – é festa: alegria dos que a acolhem em sua terra, esperança das nações enviando suas esquadras a disputar um jogo que deveria ser festivo, permeado de sinais de autoestima, solidariedade e respeito. Não esqueço aquele momento extraordinário da abertura dos Jogos Olímpicos, na Grécia – beleza e arte, enquanto desfilavam os ungidos competidores em esfuziante emoção, passeando a diversidade de traços e pele, os uniformes multicores assinalando as nações presentes. Aqui, na abertura dos jogos da copa, foi relegada a criatividade de um país de célebres carnavalescos, que sabem alegrar desfiles em exuberante beleza e criatividade.




Da Copa que agora chega ao final, marcou-me a alegria dos costarriquenhos, curtindo o resultado dos jogos como se fossem vencedores finalistas, e deixando a marca de quem sabe jogar uma competição de forma brincante e saudável. 





Outros gestos foram registrados em inúmeras imagens: como o de jogadores brasileiros a consolar o jovem James Rodriguez, da Colômbia, após o jogo em que eram rivais; também os alemães – após os sete gols contra o Brasil - postaram, na internet, mensagens de admiração pelo povo brasileiro e de respeito por seu futebol, como escreveu Mesut Özil: “Vocês têm um país maravilhoso, um jogo fantástico e jogadores incríveis. Esse jogo não pode destruir seu orgulho”. E Podoski: “Respeite a Amarelinha, com sua história e tradição; o mundo do futebol deve muito ao futebol do Brasil”. São esses gestos solidários a fazerem a diferença.



Os gracejos midiáticos, e mesmo as zombarias da população após o jogo Brasil e Inglaterra, mostram o tom divertido dos que sabem enfrentar, numa boa, situações vexatórias como foi a derrota do Brasil.



Fala-se, por toda parte, que os brasileiros irão torcer pela equipe alemã, que, sem dúvida, demonstrou competência e garra na disputa. 

Contudo, será uma ocasião para manifestar o nosso  respeito pelo povo argentino, como sugere a reportagem “Muy Hermanos” da revista Carta Capital (Ano-XX-807-9/ 07/ 2014), indicando “22 motivos para esquecer a rivalidade e gostar da Argentina (e dos argentinos)”: um convite - ousaria dizer - a “amar o país do outro como se fosse o nosso”. Assim, com o nosso jeito alegre de desfrutar a vida, estaremos a manifestar a preferência por um dos times finalistas, ao tempo em que também poderemos revelar a nossa capacidade de vivenciar uma fraterna convivência entre os povos.  

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Crédito das Imagens

www. copadomundo.uol.com.br
Grécia - www.tectudo.com.br

Nota: As imagens publicadas neste blog pertencem aos seus autores. Se alguém possui os direitos de uma delas e deseja que seja removida deste espaço, por favor entre  em contato com vrblog@hotmail.com 

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